Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Xô procrastina!



Procrastinar = v.t.d. e v.i. Adiar; deixar alguma coisa para depois: procrastinei o começo do trabalho; estava na Internet para procrastinar. Transferir a realização de alguma coisa para um outro momento; prorrogar para outro dia: procrastinei a viagem para o ano que vem; não fazia nada e gostava de procrastinar. (Etm. do latim: procrastinare)

Muito prazer, eu sou a própria procrastinação personificada. Melhor, era (do verbo “preciso urgentemente deixar de ser”).

Vários fatores desencadearam essa sede de mudança: o site Vida Organizada (juntamente com o livro de mesmo nome e de autoria da blogueira Thais Godinho); o curso De Volta ao Lar, da Camila Abadie (blogueira do Encontrando Alegria) e nosso grupo da turma do Curso, onde podemos partilhar e trocar experiências; mas, sobretudo, a Lectio Divina e a vida de oração que o estudo da Palavra nos leva a buscar.

Não, definitivamente não dá pra esperar que “aconteça o melhor”  sem definir prioridades, sem ouvir o que Deus quer para nós como vocação individual, sem colocar em prática o que a Palavra nos exorta, sem sair do comodismo, sem o mínimo de organização para encarar uma rotina que envolve vida espiritual, vida profissional, vida de dona-de-casa, vida de mãe, vida de esposa.

Daí que há dois dias atrás me peguei pensando: “Chega de sonhos... Vamos às metas!” Fiz uns cálculos, coloquei umas anotações no papel, chamei o marido pra conversar. Você pode pensar: "Doida... já estamos no meio do ano..." Te respondo: Faltam ainda 197 dias para o ano acabar. Start!!!

Que Deus nos abençoe nessa nova empreitada!
Amém!

domingo, 30 de março de 2014

Cotidiano de um Camponês

Casar, constituir família, ser responsável, criar os filhos na lei de Cristo e da Igreja não é tarefa fácil. Cada passo, cada decisão precisa ser tomada com discernimento, na oração, na reflexão. Quantas renúncias são necessárias? Quantos sacrifícios... Quando falo de filosofia e literatura, muitos queixam-se de que não entendem o que escrevo, posto, falo. Sei que sou até tachado de chato. Mas é somente sobre isso que discurso: a vida que vivo, minha família, o amor por minha esposa, a educação dos meus filhos, o destino de minha alma, a amizade dos meus amigos, minha vocação. Filosofia e literatura - e política! - versam sobre isso. Não sou melhor do que ninguém, nem mesmo sou um intelectual, mas ainda acredito, como Sócrates, que uma vida que não é examinada não merece ser vivida.

Sou por acaso um boi para ir vivendo e ruminando a vida como se não fosse filho de Deus? Vejo pessoas vivendo de acordo com seus gostos e instintos, postando zilhões de coisas interessantíssimas, mas que só apontam para esta terra. Que não procuram entender o mundo a sua volta, não procuram o sentido por detrás de tudo o que lhes acontece. Viram massa de manobra, manada, rebanho na mão dos piores.

Eu também gostaria de ter uma vida materialmente melhor. No entanto, a cada passo, a cada momento solitário de reflexão e oração, percebo que o caminhar pelo deserto é necessário (sempre me lembro do conselho de um amigo: "a cruz é necessária"), que o amor supõe sacrifício, que não há sabedoria sem virtude e não há virtude sem renúncia e que para que todos aqueles que Deus nos confiou conheçam o princípio da felicidade é necessário que eu me comprometa. Enquanto muitos lutam "por um mundo melhor" e outros por uma "vida feliz", cabe àqueles que ouviram uma voz clamar no deserto a alegria de viver segundo o coração de Deus.

Hoje é o Domingo "Laetare"... conhecido como o "Domingo da Alegria" ou "Domingo da Rosa". Só há alegria no amor. E não há amor maior do que dar a sua vida pelos seus amigos.

Sua vida é um dom precioso do céu? Então trate de vivê-la como um 'filósofo', como aquele que vive com consciência, que sabe que o que tem nas mãos não é um passatempo, mas matéria de salvação.

Existe um filme de Federico Fellini, La Strada, em que o protagonista passa todo o filme de cabeça baixa, sem jamais olhar para o alto, vivendo uma sucessão de desgraças e que na cena final, olha para o céu. Um gesto simbólico, que redime uma vida inteira. Nossa vida ainda não está na cena final, mas como Boécio, que escreveu sua "A Consolação da Filosofia" na prisão, aguardando o martírio, estamos todos condenados à morte. Aliás é São Bento quem diz que ter a morte todos os dias diante dos olhos é uma excelente pedagogia. Filosofia, literatura, política e religião são sobre isso. Olhar para a vida, olhar para o mundo, olhar para o alto.

Um ótimo Domingo da Alegria para todos nós.

Palavras de um pai humano em sua timeline no facebook.

MEU Camponês <3

sábado, 11 de janeiro de 2014

Para que eles cresçam

Gosto muito de conhecer histórias de outras mães com seus filhos e, quando encontro uma que acho que tem 'cara' de Mãe Humana, acabo não resistindo em pedir autorização para publicar aqui no nosso cantinho.
Sou fã da Camila Abadie por vários motivos, e esse último post publicado em seu blog me emocionou, apesar da simplicidade do cotidiano (se bem que vejo mesmo muito mais beleza na rotina que passa desapercebida do que em eventos extraordinários).
Reproduzo aqui mais um dia na casa dos Abadie. Espero que vocês conheçam seu blog e o acompanhem com frequência, vale muito a pena!
 
Hoje foi um dia de pequenas grandes conquistas.
Há tempos Chloe vem demonstrando ainda mais vontade de ajudar nas tarefas de casa e de aprender coisas novas, especialmente cozinhar. Durante toda a semana ela espontaneamente tem lavado a louça do almoço, uma tarefa extra além da arrumação obrigatória do próprio quarto. Hoje, no entanto, como havia tempo, resolvi deixá-la participar um pouco mais dos afazeres culinários e deixei que preparasse sozinha um ovo mexido com queijo que virou um dos acompanhamentos do seu almoço.

Foi com alegria que a vi preparando toda a simples receita com cuidado e felicidade. Na hora de comer o resultado não foi tão ao seu agrado quanto a preparação, de modo que mais ou menos metade do ovo ficou para a mamãe, mas tudo bem. Um passo a mais no caminho da autonomia e da autoconfiança.

À tardinha, outra conquista: Benjamin finalmente conseguiu fazer xixi sem a fralda. Reproduzo aqui o post que fiz lá no facebook:

- Mãe, minha "biga" tá cheia! - Então faz xixi, Bibi. - Não consigo! - Imagina que tu ainda está de fraldinha. - Mas eu não tô! - Pensa, imagina a fraldinha... 3 segundos depois: xiiiiii... E um rostinho iluminado de alegria por conseguir fazer xixi como o papai. \o/
Por último, na hora da janta, resolvi "liberar geral" e deixar o menino comer totalmente sem o meu auxílio e supervisão. Não foi uma decisão tomada voluntariamente, mas eu não queria deixar o Nathaniel chorando enquanto dava de comer ao Bibi. Assim, babeiro posto, prato preparado, deixei-o, pela primeira vez, totalmente sem ajuda. E qual foi a minha surpresa ao constatar que ele deu conta do recado muitíssimo bem, obrigada! Por ser um menino extremamente meticuloso, não deixou que mais de dois grãozinhos caíssem do prato, a cada colherada organizando o montinho de comida.
Agora, diante da tela do computador, chego à mesma conclusão a que cheguei outras vezes, em outras ocasiões, e parafraseio João Batista: é necessário que eles cresçam e eu diminua. Sim. Para que as crianças se desenvolvam é preciso que as deixemos um pouco por conta própria e que nos retraiamos outro pouco, tirando o time de campo e confiando em Deus e na própria natureza para que novas habilidades sejam desenvolvidas e novos patamares sejam atingidos. E como é gratificante ver que, naqueles aspectos em jogo, o cuidado e o preparo até então vigentes estabeleceram uma base sólida a partir da qual a criança pode ir - e de fato vai - mais longe!

Por outro lado, parece-me que muitas vezes o excesso de zelo materno e paterno é na verdade insegurança: um medo de não saber o que fazer se a situação não sair conforme o esperado. E com isso quem mais sai perdendo é a própria criança, que é dificultada em seu crescimento por conta de pais superprotetores.

Sim, sim, tudo isso por causa de um ovo mexido, um xixi no penico e uma janta com as próprias mãos, mas quem de nós pôde dar-se ao luxo de pular tais etapas? ;)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Manifesto de um pai que participa!

Sou pai de duas princesas. A Vitória de 4 anos e a Giovana que acabou e fazer 1 ano. Desde os primeiros minutos de vida delas eu procuro participar de tudo. Lembrando bem, antes mesmo delas nascerem eu já participava, fui em todas as consultas e exames que foram necessários.
As pequenas nasceram e logo foram para estrada comigo. Viajamos muito, afinal, esse é meu trabalho: viajar para dar dicas de viagem com crianças aqui no blog. E foi participando intensamente da vida delas que logo criei coragem e comecei a viajar sozinho com a Vitória. Claro, que começamos de leve, conhecemos muitos resorts que tem a estrutura que precisamos.
Mas logo percebi que tem um momento nessas deliciosas viagens que me incomoda. Visualize esta situação: você está todo empolgado para viajar, chegou no aeroporto e tá começando a aproveitar aqueles bons momentos pai-e-filha. Chega uma hora que ela pede para ir ao banheiro. Ela é menina. Você é menino. Ela ainda não sabe ir ao banheiro sozinha. Você tem que acompanhá-la. A não ser que queira ser preso por atentado ao pudor, o banheiro feminino está fora de cogitação. O jeito é levar a sua pequena, toda delicada, ao banheiro masculino. E é aqui, meus amigos, que a coisa complica.
É claro e inevitável que apareçam as perguntas do tipo: “Pai, porque essas privadas na parede?”. Isso é o de menos. É até divertido. O problema mesmo é a limpeza. Tem lugar que é horrível e já segurei minha filha no alto para ela fazer seu xixi algumas vezes.
E é por estar cansado desta situação, que aproveito meu blog, que tantos pais visitam, para pedir banheiros familiares e fraldários em banheiros masculinos.
Pense bem, os tempos mudaram. Pais levam as filhas no banheiro, papais sabem trocar fralda, passeiam e viajam com seus filhos.
Mas, somos obrigados a levar nossas pequenas ao banheiro masculino por falta de opção. E para quem passeia com suas bebês é a mesmo coisa! Tá na hora de acabar com essa coisa de só ter fraldários nos recintos femininos. Precisamos de um lugar para ajeitar nossas filhotas sem constrangimento e com higiene.




Fonte: A Janela Laranja

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tenho uma filha que gosta de rezar!

Palavras do meu marido no dia de hoje:
"Clara sempre me surpreende. Hoje, íamos de bicicleta a caminho do colégio, me tomou o terço das mãos e disse que ia rezar. À meia voz, foi desfiando as contas, rezando as ave-marias, enquanto o caminho prosseguia. Ao fim de dez ave-marias, perguntou:

- Papai o que faço agora?

- Glória ao Pai...

- E depois?

- Ó meu Jesus...

- E para qual santo rezo?

- Ah!, minha filha, tem o Padre Pio, a Santa Terezinha...

- Vou rezar para Santa Clara que tem o meu nome!

Seguiram-se mais dez ave-marias. Glória ao Pai. Ó meu Jesus...

- Papai, está chegando no colégio, de noite a gente termina de rezar...

- Tudo bem, filha.

Ela já tinha rezado dois mistérios. Me beijou e prossegui para o trabalho, quase não conseguindo disfarçar meu sorriso abobado.

Tenho uma filha que gosta de rezar."




          O tempo passa, Clara e João vivem nos surpreendendo com alegrias como essa, e eu não consigo segurar as lágrimas... Que Deus preserve sempre nossa família em Seus Caminhos!


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cronograma das tarefas domésticas

Para as donas-de-casa de plantão que, assim como eu, precisa de um roteiro pra não se perder na bagunça. Entre no link "quadro" e imprima, vale a pena!

Uma casa organizada precisa de uma rotina pré-estabelecida. As consultoras em organização Cristina Tancredi da Fonseca e Maria Bernadete Mininel sugerem um roteiro diário, com as tarefas básicas e indispensáveis, e outro semanal, com faxinas por ambientes da casa. Confira no quadro as sugestões das especialistas e adapte-as de acordo com as particularidades da sua casa.

Fonte: Revista Crescer 

domingo, 5 de maio de 2013

Nadando contra a maré

          Meu marido, exemplar leitor de todo tipo de assuntos, me indicou algumas matérias muito interessantes que tudo a ver com o Mãe Humana.
          Um que me chamou muito a atenção é de um site português Pais&filhos, onde o escritor vai de encontro a muitas regras que a sociedade nos impõe acerca de sono, alimentação e cuidados com o bebê. A matéria "Para criar um bebê só é preciso senso comum" tem muito a ver com o que penso e com o que muitas mães vivem no dia-a-dia. Vale a pena ler cada palavra e repensar nossos atos com nossos filhos e os conselhos que espalhamos por aí.
          

Para criar um bebé só é preciso senso comum

O pediatra espanhol Carlos González, autor do livro Bésame Mucho, regressou a Portugal, a convite do projeto Mamar ao Peito, para uma conferência sobre amamentação. Em entrevista à Pais&filhos, falou dos temas que mais preocupam os pais. Basta ouvi-lo, lê-lo, para se ficar com a impressão de que ter filhos é a coisa mais fácil do mundo.

* Porque é que as crianças resistem tanto ao sono? Porque é que tantas vezes não querem dormir?
A minha teoria é que os bebés, na nossa sociedade, têm medo de ficarem sozinhos. A maioria das mulheres do mundo anda com os filhos às costas todo o dia. A nós, europeus, custa-nos compreender que somos muito poucos e que, na maior parte do mundo, não é como nós fazemos. Na maior parte do mundo, os bebés andam às costas da mãe durante todo o dia e dormem com a sua mãe à noite. Para os bebés africanos ou peruanos, que andam nas costas da mãe todo o dia, é igual estarem a dormir ou estarem acordados, porque adormecem e acordam e continuam junto da sua mãe. Mas, na nossa sociedade, assim que o bebé adormece pomo-lo no berço. Então, os bebés europeus passam várias vezes por dia pela experiência de que estão com a sua mãe quando adormecem e quando acordam estão sozinhos. E eu penso que chegam à conclusão de que é melhor não dormirem. Porque, senão, a mãe vai embora.

* Há muitas críticas ao co-sleeping. Que prejudica a autonomia da criança, que estraga o casamento…
Se não prejudica o marido, não vai prejudicar o bebé. Há muitas mulheres que dormem com os seus maridos e isso não prejudica a sua independência, o seu crescimento, não acontece nada.

* Mas não pode prejudicar a relação?
Todos os nossos avós dormiam com os filhos e tinham muitos mais filhos do que agora… De alguma maneira se consegue.
(abre o livro de Fernando Pessoa e lê)
“Quando eu morrer, filhinho,/Seja eu a criança, o mais pequeno./Pega-me tu ao colo/E leva-me para dentro da tua casa./Despe o meu ser cansado e humano/E deita-me na tua cama./E conta-me histórias, caso eu acorde,/Para eu tornar a adormecer./E dá-me sonhos teus para eu brincar/Até que nasça qualquer dia/Que tu sabes qual é.
Isto era o normal em 1914.


* A solução para as crianças que acordam muitas vezes à noite é levá-las para a cama dos pais?
O problema é que existe uma grande desconfiança em relação às mães e a tudo o que elas fazem. A desconfiança existe na sociedade e nas próprias mães, que não têm confiança em si próprias. Os bebés acordam várias vezes durante a noite, principalmente a partir dos quatro meses. Se eu digo: «Quando o bebé acordar de noite, faz-lhe uma massagem» e a mãe faz e o bebé adormece. A mãe pensa: «Que bem que funciona a massagem». Se digo para pôr a cama virada para oriente, seguindo as indicações do Feng Shui, e ele adormece, a mãe pensa: «Que bom é o Feng Shui». Mas se digo: «Mete-o na cama contigo», e ele adormece, ninguém diz: «Que bom é ele dormir comigo». Em vez disso, dizem: «Este bebé não dorme, se não o ponho na minha cama não dorme». Ou seja, é algo que funciona, mas parece que é mau. E passa-se o mesmo com o chorar. Dizemos: «Este bebé só chora, enquanto não lhe dou colo não se cala». Mas se lhe dermos um medicamento e ele se calar dizemos que o medicamento é maravilhoso.
Os bebés são muito fáceis de criar, muito fáceis de cuidar, só há que usar um pouco o senso comum, ver o que funciona e o que não funciona, lembrarmo-nos de quando fomos crianças. Não é assim tão difícil.

* Porque é que tantas crianças não querem comer?
Quando dou uma conferência, estou numa sala com 100 mães e pergunto: alguma vez, algum médico ou enfermeiro lhes disse que o seu filho tinha pouco peso? Metade da assistência levanta a mão. Depois, pergunto: alguma vez, o seu médico ou enfermeiro lhes disse que o seu filho pesava muito ou estava gordo? Levantam a mão duas ou três. Como é possível que, num país onde o maior problema de saúde é a obesidade infantil, os médicos só encontrem três gordos e encontrem 50 magrinhos? Estamos loucos. Nós, os médicos, estamos a recomendar uma quantidade exagerada de comida e, às vezes, conseguimos que as crianças comam o que recomendamos. A obesidade infantil é devida, além de outros fatores, a milhares de médicos que dizem aos pais que os seus filhos têm de comer mais. Não é cair no absurdo de dizer que pese o que pese é normal e não tem importância. Há coisas que não são normais. O estar demasiado magro é estar fora do gráfico [de percentis]. O cinco por cento é normal, assim como o 95. Até o percentil um é normal.

* Os pais fazem muitas coisas para tentar convencer os filhos a comerem: o aviãozinho, cantam. Sei que é contra tudo isto.
Sim. Não há que fazer nada nunca para obrigar o bebé a comer. Nem coisas boas, nem coisas más. Nem dar-lhe castigos por não comer, nem dar-lhe prémios por comer tudo, nem distraí-lo para que coma. Porque um bebé saudável comerá o que precisa e um bebé doente não ganha nada se o obrigarmos a comer.

* Como é que uma mãe pode saber que o bebé está a mamar o suficiente?
Na realidade, é muito difícil saber. Serve de pouco ver quanto tempo o bebé está na mama, porque uns demoram mais tempo do que outros, uns mamam mais vezes do que outros. Costuma dizer-se às mães que vejam se o bebé faz chichi, se faz cocó. Mas isso é pouco útil e leva muitas mães a ficarem obcecadas, a apontarem sempre quando o bebé faz chichi e cocó. A única coisa que pode comprovar se o bebé está a comer bem é o seu peso. Por isso, é importante controlar o peso dos bebés nos primeiros dias, logo a partir dos dois, três primeiros dias de vida. Depois, é absurdo pesar um bebé todas as semanas. Basta olhar e vê-se que está bem. Mas é muito difícil dar confiança a uma mulher, porque parece que há como uma tendência espontânea para ter medo de tudo.  Penso que as mulheres necessitam é de informação, de apoio, acho que é muito útil ir a um grupo de mães durante a gravidez, sem esperar por ter um problema.

* Defende muito o natural, mas faz questão sempre de frisar a importância das vacinas…
Eu não defendo o natural, defendo o que é melhor para as crianças. Defendo que se deve dar colo às crianças. Porque é natural? Não, porque é o melhor para as crianças. Também acho que as crianças devem andar calçadas e isso não é nada natural.
Há gente muito tonta que diz que o poder dos laboratórios obriga as vacinas a estarem no plano de vacinação. Em Espanha, por exemplo, fecharam-se pisos inteiros de hospitais por causa da crise. Mas não se atrevem a retirar as vacinas do calendário. Se os laboratórios têm tanto poder, como permitiram que houvesse tantos cortes na saúde? O governo sabe que se cortasse a vacina da difteria, daqui a cinco anos haveria uma epidemia de difteria. É curioso como algumas pessoas usam a bandeira da Organização Mundial de saúde para defender o parto natural e a amamentação, mas se a OMS recomenda as vacinas dizem que está vendida aos laboratórios. Uma vacina nem custa dez euros. Houve alturas em que os governos quase tiveram de obrigar os laboratórios a fabricarem vacinas, porque elas são tão baratas que o seu fabrico não rendia.

* Os bebés têm mesmo cólicas?
Sim... mas as cólicas não são nada. É uma maneira de dizer que ele chora e não sabe o que se passa.

* Mas doi-lhes a barriga ou não?
Não há maneira de saber. Não lhe podemos perguntar o que se passa. O que sabemos é que uns bebés choram menos, outros choram mais. Alguns ficam bem no berço outros não. E sabemos que os bebés choram menos se lhes dermos mais colo.

* O colo e o mimo são a melhor solução?
Sim, claro. Há pessoas que dizem: «Se dás muito colo a um bebé, ele habitua-se». Se é assim, se o deixares chorar, ele também se habituará. Mas as duas coisas são mentira. Esta teoria da habituação é absurda. Muita gente crê que as crianças se habituam a tudo por repetição. «Se a pões na tua cama: habitua-se e não vai querer sair da tua cama. Se lhe dás colo: habitua-se e vai querer sempre colo.» Então se lhe puseres a fralda, habitua-se vai querer sempre fralda. É absurdo. Ninguém usará fralda aos 18 anos por causa disso. Quando o teu filho é criança faz coisas de criança e quando for adulto fará coisas de adulto. Não muda porque o educaste, muda porque cresceu.

* O que é que um bebé precisa para ser feliz e saudável?
Para ser feliz, basicamente, precisa da sua mãe (ou alguém que faça o papel da mãe). Para ser saudável… precisa de sorte. Há coisas que podem ajudar, mas, no fundo, é tudo uma questão de sorte.


* As crianças sabem o que têm de comer?

Todas as crianças sabem, todos os animais sabem. Um leão quando tem de comer come.  Um mosquito quando tem fome pica. Até um mexilhão, que não tem cérebro, sabe quando tem de comer. É automático.


* Mas as crianças, muitas vezes, preferem comer bolachas e iogurtes em vez de carne e peixe.

As crianças gostam mais de uns alimentos do que de outros. É normal. Nós adultos também. Mas os pais perguntam: «se as deixarmos comer o que querem não comerão só doces?» Uma criança de dois anos só comerá doces se em casa houver doces. Se os pais não querem que os filhos comam doces, não devem ter doces em casa. Devem ter em casa apenas a comida que achem que seja saudável. E assim, a criança poderá comer o que quiser, pois tudo será saudável.


* E os legumes e as verduras? Porque é que as crianças os odeiam tanto?

A maioria das crianças não gosta de verduras, não gosta de fruta, não gosta de sopa porque são alimentos baixos em calorias. As verduras são muito saudáveis, mas são mais saudáveis para os adultos e com o tempo o nosso gosto muda. De certeza que agora comes mais verduras do que há 20 anos. As crianças têm o estômago muito pequeno e se o enchem de coisas com poucas calorias não conseguem comer o suficiente. Em África, por exemplo, há crianças desnutridas, mas os pais estão bem. Porquê? Porque só comem mandioca e outras coisas que têm poucas calorias. Um adulto pode comer dois quilos de mandioca, mas às crianças essa quantidade não lhe cabe na barriga. E é por isso que quase todas as crianças preferem alimentos com muitas calorias, como massa, batatas fritas, pizza, bolos e a fruta que preferem é a banana, porque tem mais calorias. Há purés de verduras com menos de 15 calorias, não é comida!

domingo, 28 de abril de 2013

Minha banda predileta

Show patricular em pleno domingo pela manhã é bom demais!
João na guitarra de controle remoto e Clara cantando no soquete.
#amomuitotudoisso


segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Desfralde - parte 1

Essa semana tentei tirar meu caçula das fraldas.
Foi em vão... Ele não fez xixi uma vez sequer nem no vaso, nem no peniquinho, nem no ralo do box do banheiro.
Toda vez que eu o colacava pra fazer xixi, lá vinha ele falando "tô com medo", tô com susto", mas era só vestir a cueca que logo vinha o xixi.

Confesso que me senti completamente frustrada, já que com minha primeira filha foi super fácil. Com Clara, com 2 anos e 5 meses, já no primeiro dia de tentativa, ficou de calcinha o dia todo sem 'escapulir' nada. Com João, hoje com 2 anos e 2 meses, além de só fazer 'nas calças', quando eu perguntava quem fez aquele xixi ele logo me respondia: "- O lulu", "- E de quem é esse lulu?", "- Não sei, mamãe!" rsrsrs (tem que rir pra não chorar!!!)

Decidi então esperar mais um tempinho. Esperar que ele amadureça mais um pouco.
 

Com quantos anos você conseguiu desfraldar seu menino?


* Matérias interessantes sobre Desfralde:
- A Hora do Desfralde
- Como fazer o Desfralde 
- Como desfraldar meninos e meninas 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Come, meu filho


Clarice Lispector

- O mundo parece chato mas eu sei que não é. Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.
-...
- Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato, mamãe?
- Chat... raso, quer dizer.
- Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?
- Irreal.
- Por que você acha?
- Se diz assim.
- Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?
- Parece.
- Onde foi inventado feijão com arroz?
- Aqui.
- Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?
- Aqui.
- Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?
- Às vezes.
- Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!
- Não.
- E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.
- Não fala tanto, come.
- Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?
- Adivinhou. Come, Paulinho.
- Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

"Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998

primeira papinha do João em 20/07/2011



domingo, 30 de dezembro de 2012

Eu, sistemática que sou...

          Delegar tarefas - ô coisinha mais difícil, mas que dá um refrigério sem igual.
          Eu, sistemática que sou, sempre preferi fazer as coisas por mim mesma. Melhor eu mesma ter a certeza de que será "bem feito" do que esperar a boa vontade alheia. Antes que pensem que gosto de ser assim, já digo: não, não gosto, acho isso um defeito seríssimo. Mas, como dizem por aí, "é mais forte que eu!", quando percebo já peguei, fiz e pronto. Não é falta de confiança no outro, não é que eu me ache melhor, nada disso... é que dá menos trabalho pegar e fazer do que esperar que o outro faça.
          Conclusão, eu fico esgotada (por fora e por dentro), desagrado os outros com minhas cobranças, nunca estou satisfeita nem com o outro nem comigo mesma. Assunto pra várias consultas com minha psicóloga...
          Enfim decidi me desapegar dos "meus sistemas" e deixar a cuca fresca. Aceitando as direções da minha terapeuta, começando pelas situações práticas, como contas a pagar, até a escolha das roupas das crianças para depois do banho.
          Ainda não deu tempo de saber se vou me arrepender ou não, mas, de imediato posso dizer que meus ombros não estão mais tão pesados e minha cabeça já dá ares de frescor.
         
          Que o Senhor conserve minha decisão e me dê sabedoria para trilhar a santidade nas pequenas coisas! Que os que me cercam sejam atingidos pela Misericórdia de Deus e tenham paciência comigo! Amém!
       
Não sou nenhuma heroína, sou HUMANA !!!

domingo, 28 de outubro de 2012

Saudade

Saudade de passar por aqui e deixar alguma coisinha registrada...
Se Deus quiser, a partir de novembro isso será possível.

Beijos, beijinhos, beijocas :-*


domingo, 29 de julho de 2012

A Doença, o Desmame, a Faculdade e a Providência de Deus


                Sabe quando você tem a sensação de que não consegue mais achar a solução para um problema e daí surge a luz e no fim do túnel? Comigo é sempre assim! Quem me conhece mais de perto sabe que, apesar da minha aparente segurança e tranqüilidade, sou bem insegura e estressada. Não sei o que seria de mim se não fosse minha família, meus amigos e, principalmente, a Intervenção Divina. Contando os últimos acontecimentos vocês vão entender.
                A história começou assim:
                Uma gripe associada com uma virose violentíssima derrubou todo mundo lá em casa. Quando enfim percebi que os três já estavam melhores e que dava pra eu me cuidar, fui ao hospital. A médica de plantão (em quem tenho muita confiança) me passou alguns medicamentos que comecei a tomar no mesmo dia. Depois de tomar os remédios por dois dias me veio o pensamento de que talvez não pudesse amamentar por causa do antibiótico. Liguei pra ela e ela disse que o ideal era mesmo não amamentar enquanto estivesse tomando o remédio, mas se eu achasse difícil (ou melhor, se João não conseguisse ficar sem mamar) não teria tanto problema porque ele já não mamava mais durante o dia e se alimenta muito bem. À noite desse mesmo dia, conversando com uma amiga, também excelente médica, fiz a mesma pergunta e, como já esperava, recebi a mesma resposta. Mas continuamos conversando e percebi que esse, então, seria o melhor momento para o desmame. Uma das contra-indicações daquele antibiótico na amamentação é o fato dele “secar” o leite. Pronto! Decisão tomada! Filhote dorme com o pai e vai dar tudo certo! Para o bem dele mesmo.
                No dia seguinte, logo pela manhã, me lembrei que o resultado do vestibular que eu havia feito saíra no dia anterior, mas, por estar envolvida com toda a preocupação do remédio e do desmame, me esqueci completamente. Para minha total surpresa fiquei em sétimo lugar. Fui aprovada!
                E o que isso tudo tem a ver com a Providência de Deus? Tudo! Com certeza, se eu soubesse que não poderia amamentar tomando o Tamiran, não o tomaria e, além de não melhorar logo, não desmamaria João. Se não tivesse desmamado João, continuaria sem dormir à noite. Se eu continuasse a não dormir à noite, não conseguiria estudar e levar essa vida múltipla de mãe/esposa/dona-de-casa/trabalhadora/estudante.
                É sempre assim: Deus cuida de mim mesmo que eu não mereça... 
                Que Ele me dê forças para prosseguir nessa nova fase da minha vida.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Coisas de Clara [6]

Duas pérolas entre tantas:


*** Na correria pra sair para o aniversário do primo, enquanto a vestia ela ia resmungando:

"Quando eu for adulta nunca vou colocar tanta roupa assim numa criança!"


*** Chegando em casa, depois de vir quase dormindo no carro, recupera todas as energias às 10h da noite e começa a pular na cama. O pai chama a sua atenção, manda ficar quietinha e deitada enquanto espera a mamadeira e sai pra preparar o 'mamá'. Da sala eu escuto:

"Bagunça... Bagunça... Não sabe que criança faz bagunça mesmo!?!"




Essa é minha filha... cheia de graça e sapequice!



sábado, 7 de julho de 2012

O desmame (ou o desabafo sobre ele)

Qual é a hora certa para desmamar o bebê?
6 meses? 1 ano? 2 anos? Hoje mesmo?????
Pois é... Ô dúvida cruel!
Este é um projeto para as tão esperadas férias do marido: desmamar João.
A princípio pensei em amamentar até seu primeiro aninho (quando o pai entraria de férias), mas não tive coragem e o pai continuou trabalhando. Amo amamentar e sempre sonhei em poder fazê-lo. Não me incomodo de ter poucas opções para roupas nem de ficar tempos perdidos com ele ao peito. Meu problema todo é que esse mocinho não dorme e no dia seguinte eu preciso trabalhar.
Desde que ele nasceu passamos a noite assim: pai e filha na cama do casal, mãe e filho na cama da filha, em quartos separados. São quase 18 meses dormindo longe do marido! Mas esse nem é o ponto principal. O problema todo não está em amamentar, está em querer ficar penduradinho o tempo todo, a noite toda. Não dá pra trabalhar de 8h às 17h, de segunda à sexta, tendo ficado noites sem fim em claro...
Depois de muita conversa e, ainda, com bastante insegurança, resolvemos então que o pai dormiria com ele até que ele se acostume a passar a noite sem o peito. Por isso resolvemos esperar suas férias.
Mas as férias chegaram... e ainda não vai dar pra desmamar... Papai Sérgio está passando por uma paresia facial (não chega a ser 'paralisia', mas comprometeu os movimentos do lado esquerdo do seu rosto, a causa provável é estresse) e eu não quero estressá-lo ainda mais durante a noite.
Confesso que não sei o quê, como ou quando fazer...
Ô Senhor, dá uma luz aí???


domingo, 24 de junho de 2012

João – 1 ano e 5 meses


          Hoje a Igreja celebra a memória de São João Batista. Não escolhemos o nome do nosso caçula somente por causa desse João, foi também por muitos outros Joões: o discípulo João, Papa João Paulo II, João da Cruz, João Maria Vianey...

          Apesar disso, quando ele nasceu, escolhemos como passagem bíblica para agradecer a Deus e consagrá-lo ao Senhor, justamente a passagem em que o anjo anuncia a Zacarias que ele seria pai e qual seria seu nome:
“…chamá-lo-ás João.  Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo; ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor,  seu Deus, e irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto.” (Lucas 1,13-17)

          É isso que eu desejo:
          Que meu filho seja santo, cheio do Espírito Santo, homem segundo a Vontade de Deus, forte diante das tribulações e perseguições, sinal da Reconciliação no mundo.


Nessa foto: Clara e João, ao acordar, em momento de oração com o pai,
cada um com seu santinho - ela com Santa Clara, ele com São João Batista

domingo, 29 de abril de 2012

Uma Mãe, simplesmente, Humana


           Ser mãe não é fácil e isso não é nenhuma novidade. Conciliar vida profissional, ser dona-de-casa, ser esposa e cuidar e educar os filhos às vezes cansa... física e emocionalmente. Não gosto de reclamar e não reclamo, amo tudo o que o Senhor me deu, só que sou humana (e às vezes me lembro disso).
Tenho um ‘bom emprego’ (não o que sempre sonhei, mas que me proporciona mais do que eu esperaria), tenho uma casa ‘ajeitadinha’, um marido maravilhoso, filhos que me enchem de orgulho, tenho uma vida cheia de bênçãos... Mesmo assim, ultimamente parece que nada disso tem sido suficiente.
Dia desses, com a cabeça no travesseiro, me peguei tendo esses pensamentos e, mais que depressa, me corrigi: “Mas por que estou reclamando? Tenho muito mais do que preciso. Sou feliz!” E sou mesmo! Sinceramente, não sei por qual motivo esses pensamentos me tomam o coração. Acho que isso é ser humano, não sou nenhuma heroína, que bom!
Peço a Deus que preencha esse vazio no meu coração e, se você que lê esse texto também se sente assim, que Ele faça o mesmo com você!
 O Padre Fábio de Melo tem uma música que sempre diz muito ao meu coração. Aqui estão a letra e o link para ouvir e orar:

Ao Coração
Deus me entregou bem mais do que mereço
Talvez seja por isso
Que eu me cobre um pouco mais
Não que eu não seja capaz
Mas, às vezes, é difícil

Nem sempre sei fazer o bem que eu desejo
E, às vezes, eu me vejo
Me enganando sempre mais
Não que eu não queira acertar
Mas nem sempre é possível

Já me condeno tanto
Pelos erros que na vida eu cometi
Pelas vezes que eu não soube decidir
E assim, meu coração gritava
Desespero de quem ama
Coração, tu que estás dentro em meu peito
Me condenas desse jeito
E eu não sei por qual motivo
Se és divina voz em mim
Só te peço, por favor, eu sou humano
Não me condenes assim

Humano eu sou assim: virtudes e limites
Se agora me permites
Eu pretendo ser feliz
Sem prender-me ao que não fiz
Mas olhando o que é possível

A dor que, às vezes, vem
Me faz feliz também
Pois ela me recorda
O valor que tem a cruz
Quando a noite esconde a luz
Deus acende as estrelas