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segunda-feira, 10 de março de 2014

Como a ordem de nascimento afeta a personalidade dos irmãos



Você vai fazer uma viagem de carro com seus irmãos adultos. Qual desses três cenários mais se parece com você?
1. Você vem planejando a viagem há semanas, já cuidou das reservas de hotel e restaurante, trocou o óleo do carro e encheu o tanque. E até já mapeou as paradas para descanso ao longo do caminho.
2. Você passou a manhã na correria, tentando aprontar tudo. No final, jogou lanches e roupas na mala de qualquer jeito, na última hora. Se é você quem vai dirigir, está torcendo para encontrar um posto na estrada e encher o tanque, que está pela metade.
3. Viagem em família? Vai ser divertido! Você aceitou o convite porque vai ser uma curtição e não planejou contribuir com nada, exceto suas piadas e historinhas divertidas. Você curte os lanches que seus irmãos mais velhos trouxeram. Percebe que talvez precise comprar um agasalho mais apropriado quando vocês chegarem ao destino.

Se você se identifica com o cenário nº 1, é provável que seja o filho primogênito.

Se o segundo cenário o descreve bem, você é provavelmente o filho do meio.

Você se identifica mais com o cenário nº 3? O mais provável é que seja o caçula.

A ordem de nascimento faz diferença

Alguns pesquisadores consideram a ordem de nascimento tão importante quanto o gênero e quase tão importante quanto questões genéticas. É a velha história da natureza versus criação. Em minha experiência de educadora e pesquisadora, sei que não existem dois irmãos que tenham os mesmos pai e mãe, mesmo que vivam na mesma família. Por que? Porque os pais são diferentes com cada um de seus filhos, e não há dois filhos que desempenhem o mesmo papel. Por exemplo, se você é o filho cuidador, o papel de cuidador já terá sido tomado, e seu irmão escolherá outro papel para exercer na família, talvez o do realizador.

Somos pais diferentes com cada filho

Como pai ou mãe, você se lembra bem de seu primeiro filho. Foi aquele que você vigiava quando estava dormindo, para ter certeza de que continuava a respirar. Foi o bebê que você carregou no colo e amamentou e/ou para o qual esterilizou mamadeiras por mais tempo. Esse filho é o único que terá tido o monopólio dos pais; todos os outros filhos foram obrigados a dividi-los.

O filho primogênito nasce numa família de adultos que se orgulha de cada conquista dele e teme todo machucado ou acidente potencial. O filho do meio com frequência é dominado pelo primogênito, que é mais velho, sabe mais e é mais competente. Quando nasce o filho caçula, os pais geralmente já estão cansados e têm menos tendência a querer controlar tudo. Quando você tem seu caçula, já sabe que seu bebê não vai quebrar; logo, pode ser mais flexível em termos de atenção e disciplina. O resultado é que seu bebê aprende desde cedo a seduzi e divertir vocês.

O realizador, o pacificador e o brincalhão

Enquanto o filho mais velho é programado para alcançar excelência e realizações, o filho do meio é criado para ser compreensivo e conciliador, e o caçula quer atenção. Assim, a ordem de nascimento dos filhos é uma variável poderosa no desabrochar da personalidade de cada um.

O primogênito: o realizador
O primogênito provavelmente terá mais em comum com outros primogênitos do que com seus próprios irmãos. Pelo fato de ter sido alvos de tanto controle e atenção de seus pais, marinheiros de primeira viagem, os primogênitos são responsáveis até demais, confiáveis, bem comportados, cuidadosos --versões menores de seus pais.
Se você é filho primogênito, é provável que seja um realizador que busca aprovação, domina e é aquele perfeccionista que suga todo o oxigênio que há na sala. Você pode ser encontrado em profissões que requerem liderança, como direito, medicina, ou ser CEO de uma empresa. Como mini-pai ou mãe, também tenta dominar seus irmãos. O problema é que, quando nasce o bebê número dois, você tem um sentimento de perda. Ao perder seu lugar no trono familiar, você também perde o lugar especial decorrente da singularidade. Toda a atenção que era voltada exclusivamente a você agora terá que ser compartilhada entre você e seu irmão.

O filho do meio: o pacificador
Se você é filho do meio, é provável que seja compreensivo, cooperador e flexível, mas também competitivo. Você se preocupa com o que é justo. Na realidade, como filho do meio, é muito provável que escolha um círculo íntimo de amigos para representar sua grande família. É nesse espaço que encontrará a atenção que lhe faz falta em sua família de origem. Como filho do meio, você é quem recebe menos atenção de sua família, e por essa razão essa família que você escolheu é sua compensação. Como filho do meio, você está em muito boa companhia: presidentes americanos notáveis e celebridades como Abraham Lincoln, John F. Kennedy, Winston Churchill, Bill Gates, Donald Trump e Steve Forbes também o são. Embora em muitos casos você só se destaque mais tarde na vida, acabará em profissões poderosas que lhe permitam fazer bom uso de suas habilidades de negociador -- e também conseguir aquela atenção que lhe faz tanta falta.
Você e seu irmão mais velho nunca vão se destacar na mesma coisa. O traço de personalidade que o define como filho do meio será o oposto daquele de seu irmão mais velho e do menor. Mas as ótimas habilidades sociais que você aprendeu por ser o filho do meio --negociar e orientar-se dentro de sua estrutura familiar-- podem prepará-lo para um papel de empreendedor num palco maior.

O filho caçula: aquele que anima a festa
Se você é o caçula da família, seus pais já se sentiam confiantes em seus papéis de cuidadores; por essa razão, eram menos rígidos e não necessariamente prestavam atenção a cada passo ou marco seus, como fizeram com seus irmãos mais velhos. Assim, você deve ter aprendido a seduzir as pessoas com seu charme e simpatia.
Como filho caçula, você tem mais liberdade que os irmãos mais velhos e, em certo sentido, é mais independente que eles. Como o caçula, você também tem muito em comum com seu irmão mais velho, já que vocês foram tratados como especiais, dotados de certos direitos inatos. Sua influência se estende a toda a família, que lhe dá apoo emocional e físico. Logo, você tem um sentimento de segurança e de ter seu lugar próprio.
Provavelmente não o surpreenderá observar que os filhos caçulas com frequência encontram profissões ligados ao entretenimento, como atores, comediantes, escritores, diretores e assim por diante. Eles também dão bons médicos e professores. Como seus pais foram mais descontraídos e lenientes, você tem a expectativa de ter liberdade para seguir seu próprio caminho em estilo criativo. E, como o caçula da família, carrega menos responsabilidade, e por essa razão não atrai experiências responsáveis.

O filho único
Se você é filho único, cresce cercado por adultos e, por essa razão, com frequência sabe verbalizar as coisas bem e tem bastante maturidade. Isso possibilita ganhos de inteligência que excedem outras diferenças de ordem de nascimento. Tendo passado tanto tempo sozinho, você é engenhoso, criativo e tem confiança em sua independência. Se você é filho único, na realidade tem muito em comum com os primogênitos e também com os caçulas.

Pais: conheçam seus filhos

Em última análise, é importante para os pais conhecer seus filhos. Ainda mais importante que a ordem em que eles nasceram é criar um ambiente positivo, sadio, seguro e estimulante. Compreendendo a personalidade e o temperamento de cada filho, você pode organizar o ambiente dele de modo a aproximá-lo de seu potencial mais pleno. Por exemplo, sabendo que o filho primogênito tem grande senso de responsabilidade, você pode aliviar a carga dele, e reconhecendo que o caçula está vivendo em um ambiente mais leniente, você pode ser mais exigente em termos de disciplina.


A criança precisa ter direito de buscar seu próprio destino, seja qual for seu papel na família, e, como mãe ou pai, sua tarefa mais importante é apoiá-la nessa sua jornada individual.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

12 dicas para passar pela adaptação sem traumas (nem para as mães, nem para os filhos)



Se o seu filho vai passar por adaptação escolar, seja pela primeira vez ou em uma nova instituição, quanto antes trabalhar isso, melhor – para ele e para você. Afinal, não dá para negar que é um momento delicado para toda a família. A criança, de repente, se vê no meio de pessoas estranhas e novas regras com as quais precisa conviver e os pais mal conseguem conter o pavor de imaginar seu “tesouro” sendo entregue aos cuidados dos educadores. A fase da preparação você já passou: pesquisou bastante, visitou diversas instituições e está seguro de sua escolha. No entanto, agora chegou a hora pra valer! Veja a seguir doze dicas para você e seu filho lidarem com a adaptação da melhor maneira possível.

Clara no seu primeiro dia de aula, em 28/03/2011, com a tia Jô


A PRIMEIRA VEZ

1) Um pedacinho de casa
Primeiro dia no berçário. Não dá para dizer que, porque seu filho não fala, a adaptação será mais fácil. Até completar 9 meses, o bebê guarda as informações na mente por meio de registros emocionais – e uma experiência que não seja tranquila pode fazer com que ele tema a escola por muito tempo. Para evitar problemas, você precisa estar disponível para passar essa fase ao lado dele.
Levar itens que tenham o cheiro do quarto dele, por exemplo, também vai confortá-lo: pode ser a naninha ou o brinquedo do berço. Só não se esqueça de manter atenção especial ao comportamento do seu filho. Como ele não fala, você precisa perceber se está se alimentando e dormindo bem, brincando normalmente ou se está com doenças respiratórias. Esses são indicadores de que algo não vai bem. Caso isso aconteça, visite a escola para ver se estão mantendo a rotina e converse com a coordenação.

2) Envolva seu filho
Para a criança que precisará encarar a rotina de aulas pela primeira vez, uma boa maneira de introduzir o assunto é dizer que ela está crescendo e que, por isso, precisa de um espaço para brincar com outras crianças e aprender coisas novas. Levá-la para comprar os materiais escolares ajuda a prepará-la de uma forma estimulante. Para não ficar caro, dê oportunidades de escolha, como “este ou aquele lápis?” ou “qual mochila entre essas três é a melhor?”.
É preciso, porém, sensibilidade para perceber se essa participação está se transformando em ansiedade. Evite tocar muito no assunto e perguntar se ele já está preparado muito antes da hora. Se possível, leve-o para conhecer o colégio quando estiver mais perto do primeiro dia de aula.

3) Se prometer, cumpra
A semana de adaptação das crianças que nunca foram à escola é muito parecida na maioria delas. Os pais levam seus filhos por pequenos períodos de tempo, que ficam maiores conforme eles vão se acostumando com a ideia de estarem longe da família. Durante esse processo, é fundamental que a criança se sinta segura e perceba que está no meio de pessoas dignas de sua confiança. Mentir ou sair de fininho pode dificultar as coisas. Se você disser que estará esperando no pátio, faça exatamente isso. Os pais que não podem se ausentar do trabalho devem explicar ao chefe que estão passando por um momento delicado e pode ser que precisem sair às pressas em uma emergência.

4) Mantenha o equilíbrio entre aconchego e firmeza
Prepare-se, porque as primeiras semanas de adaptação deixarão a criança mais sensível. A mudança traz insegurança, medo, frustração, irritação, muitas vezes traduzidos pelo choro. Embora seja difícil ver tudo isso acontecer, pense que aprender a lidar com essas emoções é uma etapa importante do desenvolvimento. Blindar seu filho disso só o deixará frágil. Quando o choro aparecer, o melhor é reforçar que a escola é importante, que você sabe que ele está sofrendo, mas acredita que ele vai conseguir superar. É difícil para a criança e para você, mas é necessário firmeza. Sem esquecer que ela precisará muito do seu colo e da sua paciência. Afinal, momentos de separação nunca são fáceis. Foi isso que ajudou a assistente comercial Hanã Carreiro, 25 anos, quando a filha Izabelly, 3, foi para a escola pela primeira vez. Ela tinha 1 ano e meio e chorava muito, mesmo na semana de adaptação, com a mãe junto. Hanã chegou a levá-la dia sim, dia não para ver se a filha se acostumava aos poucos. Mas o que funcionou mesmo foi ter muita paciência e conversar com ela todos os dias, valorizando a escola. “No dia anterior sempre conversava e explicava que o papai ia buscá-la no fim da aula. Também procurei mostrar que ir para a escola era legal, com brincadeiras e novos amigos”, lembra.

5) Rotina adaptada
Ao começar a vida escolar, o dia a dia da criança muda completamente. Por isso, alguns ajustes podem ser necessários para que ela se adapte de forma mais tranquila. Quando a auxiliar de cabeleireiro Cintia Santos de Souza, 27 anos, colocou o filho Luiz Paulo, 3, na escola, passou por dias difíceis. Na época com 2 anos, o menino chorava a ponto de se jogar no chão toda vez que chegava lá, não aceitava ficar na sala e não comia.
Então, a professora ligou para Cintia e propôs uma mudança na rotina de Luiz, pois ele dormia e acordava tarde, ficando sem tempo para ir com calma para a escola. A mãe começou a fazer atividades com ele de manhã, depois, era hora de uma soneca, banho, almoço e, então, a ida para o colégio. “No primeiro dia que fiz isso ele já não chorou tanto e, quando cheguei pra buscá-lo, a professora disse que ele era outra criança. Depois de uma semana, não chorava nem chamava por mim”, lembra.


MUDANÇA DE ESCOLA

6) Mundo novo
Se o seu filho entrou com poucos meses no berçário, a mudança de colégio é como se fosse a primeira vez. Nesse caso, siga também todas as dicas dadas anteriormente. Para aquelas crianças que já estão adaptadas ao ambiente escolar, mas vão enfrentar uma “mudança de ares”, o processo costuma ser mais simples, mas isso não quer dizer que elas não precisem de atenção. A separação dos amigos, dos professores e até da sala de aula antiga costuma ser dolorosa e a integração a um novo grupo, muitas vezes já formado, é um desafio. Nesse caso, mais do que disponibilidade física, seu filho precisará de ajuda emocional.
Deixe claro para ele que o contato com os amigos antigos pode ser mantido. E ressalte, de forma positiva, que ele está tendo a oportunidade de ampliar sua rede de amizades e aprender coisas novas. Não se esqueça de perguntar como foi o dia na escola nova e o que você pode fazer para ajudá-lo a se integrar melhor.

7) Este é meu filho!
A adaptação com os professores também é fundamental, principalmente para que eles conheçam detalhes de saúde e comportamento do seu filho que só você pode contar, como o que ele tem mais resistência para comer, quais são seus medos e dificuldades.
Também é interessante pensar em formas de seu filho se apresentar aos colegas para facilitar o entrosamento, como aconteceu com Júlia Gravinan, 3 anos, que é muito tímida. Quando a família precisou mudar de Belém (PA) para São Paulo, a maior preocupação era a dificuldade de relacionamento que ela teria. Então, escola e mãe se uniram. Na primeira semana de aula, Júlia levou uma muda de açaí para que as outras crianças conhecessem algo típico da região de onde veio. Além disso, para que perdesse a timidez nas rodas de conversa, a família foi orientada a guardar lembranças do fim de semana para que Júlia pudesse compartilhar com os amigos. “Se íamos ao cinema, ela levava o ingresso para contar sobre o filme. Se viajávamos para a praia, levava uma conchinha. Em pouco tempo, estava mais falante”, relembra a mãe, a publicitária Roberta Gravinan, 35 anos.

8) Como vai ser?
Você pode contar para a criança o que ela vai encontrar lá na frente. Explique o que aprenderá durante o ano e, se possível, antecipe a turma com que seu filho vai conviver, apresentando alguns alunos antes mesmo de as aulas começarem – converse com a escola e proponha que ela ajude. Foi o que aconteceu com Lucas, 3 anos. Três meses antes de mudar de Chapecó (SC) para Botucatu (SP), a professora teve uma ótima ideia, como conta o pai Marcos Panhoza, 36. “O colégio de Chapecó fez uma aula só sobre Botucatu, mostrando para os alunos tudo o que a cidade tinha de interessante. Também pediram que a escola nova mandasse uma foto daquela que seria a nova sala do Lucas.” Assim, o menino já chegou mais enturmado e a adaptação ocorreu de forma tranquila.

A SUA PREPARAÇÃO

9) Não deixe a tristeza pegar você de surpresa
Talvez você sinta a dor da separação mais do que seu filho e isso vai causar tristeza. Por isso, esteja preparado para lidar com esse sentimento ou, pelo menos, aceitá-lo, como fez a advogada Priscila Westphal, 31 anos. Quando levou José Augusto, 2, à escola pela primeira vez, não se conteve na hora em que precisou deixá-lo chorando com a professora. “Desmoronei. Fui para a recepção e veio tanta culpa e dor que meu choro se tornou compulsivo.”
Foi só quando a professora disse que o menino se acalmou no instante em que a mãe virou as costas que ela parou para refletir: “Como assim ele está bem sem mim? Passei dois anos achando que era imprescindível na vida dele. Depois lembrei que estou criando um filho para o mundo e ‘para o mundo’ é, muitas vezes, longe de mim. É a escola da vida, né? Deixar ir e aproveitar o voltar!”, opina Priscila.
Por mais que você se prepare, talvez não esteja pronto quando chegar o momento. Mas vale tentar: antes do começo das aulas, deixe seu filho brincar com outras pessoas ou, se possível, leve-o para a casa da avó ou da tia e vá fazer algo de que goste. Assim, vocês dois vão treinando ficar longe um do outro.

10) Segurança na chegada
Despedir-se do filho na entrada da escola é um dos momentos mais difíceis na vida de uma mãe ou um pai. Se o filho vai para o berçário com poucos meses, a aflição é por deixar alguém tão pequeno e indefeso nos braços de um “estranho”. Se a criança já é um pouco maior, pode ser difícil por estar mais acostumada a ficar em casa ou porque parte o coração dos pais ouvir: “Não quero ir pra escola, quero ficar com você”. Sabemos que é uma missão difícil, mas, nessa hora, estufe o peito, não deixe que ela perceba a sua angústia e estimule que se sinta confiante e independente.
Caso o seu filho ainda não ande, passe-o para o colo da professora com um beijo, mas sem muita enrolação, pois o bebê também sente a sua insegurança. Se ele já for maior, incentive-o a entrar na escola caminhando e levando a própria mochila. Agora, se é você que não consegue se controlar na hora do adeus, considere pedir para que outra pessoa leve seu filho para a escola durante alguns dias. Com o tempo, você estará mais tranquilo e poderá assumir a função outra vez.

11) Procure distrações
Será que ele está bem? Está comendo direito? A professora vai ajudá-lo quando ele precisar? Passar o dia pensando nessas questões só vai deixá-lo com rugas de preocupação. Por isso, procure manter a cabeça ocupada no período em que ficará sozinho. Que tal aproveitar para marcar um almoço com aquele amigo que você não vê faz tempo? Se estiver difícil de lidar com a angústia, procure conversar com outros pais que já passaram por isso. Eles podem transmitir conforto.

12) Faça parte da turma
Não é somente o seu filho que precisará passar por adaptação. Você também terá uma fase de integração com os novos pais e professores – e é importante estabelecer esse vínculo logo no início. Participe das atividades propostas pelo colégio, procure ir aos eventos sociais, como aniversários dos colegas, organize com outros pais piqueniques ou passeios, como uma ida ao teatro. Lidar com as diferenças e ressaltar a importância do convívio social são boas maneiras de dar o exemplo. E estabelecer esse contato é uma forma de incentivá-lo ainda mais a se abrir para novas amizades.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A primeira janelinha de Clara


          Hoje, dia 28 de janeiro de 2014, Clara perdeu seu primeiro dentinho e, contrariando à maioria, não foi o 71 ou o 81, mas o 61 :D





cai um dente, vai-se um mundo
finda uma bela viagem
passa o velho, vem o novo:
é um rito de passagem!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Confissões à Clara (nos seus 5 anos)



          Nossa! Como o tempo voa... Outro dia mesmo você estava na minha barriga. Pisquei os olhos e você já estava andando. Nem bem me acostumei com isso e agora você já até sabe ler. Já são 5 anos!! Onde você vai parar, mocinha?! Nem quero saber o que está por vir... Namorado? Profissão? Viagens? Sair de casa??? Nem pensar!!! Você é, e pra sempre será, minha bonequinha, meu bebezinho, minha gatinha manhosa.
Porém, sei bem que isso tudo é inevitável. Percebi isso quando fui levar você e seu irmãozinho para tomarem a “gotinha”. Essa foi sua última campanha de vacinação. Meu bebê está crescendo! Foi muito estranho pra mim... é uma mistura de orgulho em vê-la tão crescida com um desespero em querer segurar os ponteiros do relógio para fazer o tempo parar.
Sinto-me assim a todo instante com você, minha filha. Desde que você nasceu todo tipo de sentimento contrastante habita em mim. A partir de você comecei a me descobrir realmente como sou. Antes da sua chegada minha vida era equilibrada, tranquila, eu tinha sempre as respostas para as questões da vida, tinha controle sobre meus instintos, vontades, pensamentos e atos. E você chegou! Tudo que eu pensava ter sob controle foi arrastado como um castelo de areia pelas ondas do mar. Me vi sem chão, chorando pelos cantos da casa por não saber o que fazer pra controlar seu choro incessante, por não conseguir te alimentar do meu próprio leite, por me sentir sozinha e, pela primeira vez na vida, não saber exatamente o quê e como fazer. Como poderia uma criança tão indefesa e inocente conseguir dilacerar o mais profundo de mim daquele jeito? Você chorava, chorava não, berrava, de olhos abertos, fitos nos meus, o que me angustiava profundamente. Hoje eu sei que você não chorava apenas por causa do refluxo ou dos gases, mas porque implorava meu amor e meu olhar de mãe. Me perdoe, minha filha, pela demora em entender seu apelo. Nada do que passei foi culpa sua. Também nem sei se foi minha...
Você foi muito sonhada e planejada. Como a mamãe já te contou diversas vezes, você é do jeitinho que pedimos a Papai do Céu: moreninha, de cabelos cacheados, rostinho de boneca, sapeca e doce... Talvez seja esse o maior problema: você era tudo o que eu sempre sonhei e eu não estava “dando conta do recado”. Você quebrou minha autossuficiência e me ensinou, dia a dia, a ser mãe. Não sou uma mãe perfeita, estou longe disso. Muitos dizem que tenho “cara de mãe”, que meu jeitinho é perfeito pra maternidade, mas nós duas sabemos que não é bem assim. Perdoa a mamãe pelos destemperos, por tudo que fiz você passar nos seus primeiros meses de vida, pela inexperiência, por não ser tudo que nós duas gostaríamos que eu fosse. Me perdoe por não brincar tanto, não ler tanto, não dar tanto colo, não pintar tanto suas unhas, não ter ainda te levado pra ver o mar nem os animais de um zoológico, nem ver Carrossel todos os dias com você. Gostaria de ser A Mãe, mas não sou... Sou apenas uma mãe, simplesmente humana, cheia de erros e defeitos, mas com muito, muito, muito amor por você, seu irmão e seu pai.
Obrigada, meu amorzinho, por ter-me feito mãe há 5 anos atrás! Obrigada por ser uma menininha tão linda, amorosa, carinhosa, esperta, sonhadora, doce, meiga, com esses olhinhos tão penetrantes e sorriso tão radiante. Obrigada por me fazer melhor a cada dia, por trazer a felicidade de volta ao meu coração depois de um dia exaustivo de trabalho. Você é minha princesinha, a dona do meu coração. Peço ao Senhor que preserve sempre seu coraçãozinho no caminho reto da santidade e que a Mãezinha do Céu cuide de você todos os dias da sua vida.
Te amo, Clara!!!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Desfralde - parte 1

Essa semana tentei tirar meu caçula das fraldas.
Foi em vão... Ele não fez xixi uma vez sequer nem no vaso, nem no peniquinho, nem no ralo do box do banheiro.
Toda vez que eu o colacava pra fazer xixi, lá vinha ele falando "tô com medo", tô com susto", mas era só vestir a cueca que logo vinha o xixi.

Confesso que me senti completamente frustrada, já que com minha primeira filha foi super fácil. Com Clara, com 2 anos e 5 meses, já no primeiro dia de tentativa, ficou de calcinha o dia todo sem 'escapulir' nada. Com João, hoje com 2 anos e 2 meses, além de só fazer 'nas calças', quando eu perguntava quem fez aquele xixi ele logo me respondia: "- O lulu", "- E de quem é esse lulu?", "- Não sei, mamãe!" rsrsrs (tem que rir pra não chorar!!!)

Decidi então esperar mais um tempinho. Esperar que ele amadureça mais um pouco.
 

Com quantos anos você conseguiu desfraldar seu menino?


* Matérias interessantes sobre Desfralde:
- A Hora do Desfralde
- Como fazer o Desfralde 
- Como desfraldar meninos e meninas 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Eu, sistemática que sou...

          Delegar tarefas - ô coisinha mais difícil, mas que dá um refrigério sem igual.
          Eu, sistemática que sou, sempre preferi fazer as coisas por mim mesma. Melhor eu mesma ter a certeza de que será "bem feito" do que esperar a boa vontade alheia. Antes que pensem que gosto de ser assim, já digo: não, não gosto, acho isso um defeito seríssimo. Mas, como dizem por aí, "é mais forte que eu!", quando percebo já peguei, fiz e pronto. Não é falta de confiança no outro, não é que eu me ache melhor, nada disso... é que dá menos trabalho pegar e fazer do que esperar que o outro faça.
          Conclusão, eu fico esgotada (por fora e por dentro), desagrado os outros com minhas cobranças, nunca estou satisfeita nem com o outro nem comigo mesma. Assunto pra várias consultas com minha psicóloga...
          Enfim decidi me desapegar dos "meus sistemas" e deixar a cuca fresca. Aceitando as direções da minha terapeuta, começando pelas situações práticas, como contas a pagar, até a escolha das roupas das crianças para depois do banho.
          Ainda não deu tempo de saber se vou me arrepender ou não, mas, de imediato posso dizer que meus ombros não estão mais tão pesados e minha cabeça já dá ares de frescor.
         
          Que o Senhor conserve minha decisão e me dê sabedoria para trilhar a santidade nas pequenas coisas! Que os que me cercam sejam atingidos pela Misericórdia de Deus e tenham paciência comigo! Amém!
       
Não sou nenhuma heroína, sou HUMANA !!!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Sua majestade, a criança


          

Martha Medeiros
10/10/2009

          Tem se falado muito na falta de limites das crianças de hoje. A garotada manda e desmanda nos pais e estes, sentindo-se culpados pelo pouco tempo que ficam em casa, aceitam a troca de hierarquia – hoje os adultos é que recebem ordens e reprimendas, e não demora serão colocados de castigo.
          Segundo os pedagogos, precisamos voltar a dizer não para a pirralhada. É a ausência do não que faz com que meninas saiam de madrugada sem avisar para onde estão indo, garotos peguem o carro do pai sem ter habilitação e todos sejam estimulados a consumir descontroladamente, a não dar explicações e a viver sem custódia. Mas onde encontrar energia para discutir com filho? Pai e mãe se jogam no sofá e pensam: “Façam o que bem entender, desde que nos deixem quietos vendo a novela”.
          Alguns adultos defendem-se dizendo que é impossível dar limites, vigiar e orientar, tendo que sair de manhã para o batente e voltar à noite demolidos pelo cansaço. Compreendo, é complicado mesmo. Se existe uma liberalidade e agressividade maior hoje entre as crianças, é claro que o fato de as mulheres terem entrado no mercado de trabalho e deixado em aberto o posto de rainhas do lar tem algo a ver com isso. Mas nem me passa pela cabeça estimular um meia-volta, volver. A sociedade avançou com a participação das mulheres e esse é um caminho sem retorno. O que compromete o destino de uma criança é não ter sido amada. E muitas não foram, mesmo com os pais por perto.
          A falta de amor é a origem de grande parte das neuroses, psicoses e desvios de conduta. Uma criança que não se sentiu amada pode cometer erros de avaliação sobre si própria e cometer desvarios para alcançar uma autoestima que está sempre fora de alcance. Não adianta o pai e a mãe passarem a mão na cabeça do filhote de vez em quando e repetir um “eu te amo” automático. A criança precisa se sentir amada de verdade, e as demonstrações não se dão apenas com beijos e abraços, e tampouco com proibições sem justa causa. O “não deixo, não pode” tem que ser argumentado. “Não deixo e não pode porque....” Tem que gastar o latim. Explicar. E prestar atenção no filho, controlar seus hábitos, perceber seus silêncios, demonstrar interesse pelo o que ele faz, pelo o que ele pensa, quem são seus amigos, quais suas aptidões, do que ele se ressente, o que está calando, por que está chorando, se sua rebeldia é uma maneira de pedir socorro, se está precisando conversar, se o que tem sentido é demasiado pesado pra ele, se precisa repartir suas dores, se está sendo bem acolhido pela escola, se não estão exigindo dele mais do que ele pode dar, se não foram transferidas responsabilidades para ele que são incompatíveis com sua idade, se há como entender e aceitar seus desejos, se ele está arriscando a própria vida e precisa de freio, se estamos deixando ele sonhar alto demais, se estamos induzindo que ele sonhe de menos, se ele está recebendo os estímulos certos ou desenvolvendo preconceitos generalizados. Dá uma trabalheira, mas isso é amar.
          Algumas crianças são criadas por empregadas, ou seja, são terceirizadas e depois o psiquiatra que junte os cacos. Com amor, ao contrário, toda criança sente-se ilustríssima, majestade, vossa excelência, sem fazer mau uso do cargo. Será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros (usando drogas ou imitando o que os outros fazem para ser aceita num grupo). Será o que é, afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O 1º ano do Pequeno Príncipe João

           Parabéns, filhão!!!!! Hoje você completa 1 aninho de vida! 
          Durante esse ano tentei escrever mês-a-mês o se desenvolvimento, mas se pudesse resumir em poucas palavras seria: João, bênção de Deus para a nossa família!



Recém-nascido:
João é um bebê lindo! Um sonho realizado! Gosta muito de dormir e mamar na mamãe.

1º mês:
Já não dorme tanto, mas é um bebê muito bonzinho. Mama à beça, para a alegria e realização da mamãe. Está crescendo e se desenvolvendo muito bem, graças a Deus e ao leitinho da mamãe.

2º mês:
Adora conversar e ri à toa. Cativa a todos com seu jeitinho doce e encantador. Está cada dia mais parecido com Clara.

3º mês:
Um príncipe! Está cada dia mais lindo e todos o acham parecido com Cacá. Agora que enxerga melhor, começou a estranhar algumas pessoas, mas quando fazem gracinhas se desmancha em sorrisos. Está ficando muito tagarela, ama falar ‘bruuuuuuu...’ com um biquinho lindo.

4º mês:
Está descobrindo o que é chorar e já faz alguma pirraça. Quase não durmo e mamo a noite toda.

5º mês:
Dorme muito pouco e mama à beça. É completamente apaixonado pela irmã, adora vê-la dançar e fazer bobeirinhas. É bastante risonho, mas continuo estranhando quem não vê todos os dias. O 1º dentinho nasceu no final desse  5º mês, assim como foi com a irmãzinha. Já consegue rolar de um lado para o outro e ficar de bruços ou de barriga pra cima. Está descobrindo a própria voz, por isso ama gritar.

6º mês:
O 2º dentinho nasceu logo que completou o 6 meses. A mamãe ficou muito preocupada porque não estava gostando muito das papinhas, mas aos poucos foi aceitando. É um rapazinho muito sorridente, mas dá sinais de timidez escondendo o rosto quando brincam com ele (um charme!) Já sabe sentar sozinho, mas precisa de apoio.

7º mês:
Fofo, guloso, maravilhoso! Come muito e ainda mama na mamãe. Senta sozinho com segurança. Pega tudo que está ao seu alcance e adora jogar no chão. Faz muita festa quando vê a bicicleta do papai e adora dar voltinhas com ele. Estende os bracinhos pedindo colo e dorme agarradinho com a mamãe na caminha de Clara. Ama escovar os dentes e pentear o cabelo.

8º mês:
Já fica em posição de engatinhar, mas só sabe se empurrar pra trás. Seu DVD preferido é “Galinha Pintadinha”. Vocaliza vários sons, mas gosta mesmo é de falar “Cacá”. Já tem 5 dentes.

9º mês:
O pediatra diz que João “tem uma carinha boa” e está sempre feliz. Começou a engatinhar e vai a todo canto. Dá tchauzinho, bate palminha e faz muita gracinha. É muito bonzinho, mas fica uma fera se tiram algo de suas mãos.

10º mês:
Engatinha rápido como um foguete, vai de um lado a outro num instante e, como um furacão, destrói tudo no seu caminho. “João Furacão” é o seu nome, mas nem liga que o chamem assim, continua fazendo suas bagunças numa boa. Seus brinquedos favoritos são bola e rodas de carrinhos.

11º mês:
Além de dar tchau, agora manda beijinhos com as mãozinhas. Adora jogar coisas no chão ou bater com elas até quebrarem.  Sobe em tudo, se apóia em qualquer coisa. É fã nº1 de Clara e fica chamando Cacá o dia todo. Também fala mamã e papá e imita todas as bobeirinhas que papai faz com ele.

12º mês:
Está crescendo e se desenvolvendo, como sempre, muito bem. O que tem de lindo, tem de bagunceiro. É o xodozinho de todos, uma bênção nas nossas vidas!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Família: Dom de Deus

          Esse não é o meu primeiro blog, já tive outros: o "Contagem Regressiva" que assinava com Sérgio, onde falávamos dos momentos pré-casório e depois o "Há Oceanos" que roubei dele, já que ele não postava e eu me aproveitei disso. Nesse último confesso que também quase não escrevi, mas há um post que é especial pra mim, por isso resolvi colocá-lo aqui também. Ei-lo:

Aniversário da mamãe - 1990


A vida passa... O tempo passa... De repente nos damos conta de como deixamos passar coisas, momentos, pessoas sem que nos “aproveitássemos” (se me entendem) ao máximo delas. Como somos egoístas e mesquinhos! Nossa! Quantas vezes só pensamos nas nossas dores de cabeça, nossos problemas, nosso trabalho, nossas contas e falta de grana para pagá-las. Somos praticamente obrigados a sermos individualistas, ou porque achamos que somos nós mesmos que devemos dar conta da nossa própria vida, sem reparti-la com quem está próximo a nós, ou porque não confiamos no outro, ou porque temos medo de nos decepcionarmos, ou porque, simplesmente, preferimos dar uma de super-heróis.
Mas, acredito, que o pior disso tudo é que, enquanto só olhamos para o nosso umbigo, nos esquecemos de olhar as dores e necessidades de quem mais está próximo a nós (muito menos as de quem está distante!).
Hoje minha mãe precisou ser levada mais uma vez ao hospital, por conta de sua saúde debilitada. Isso não é novidade, não é a primeira nem a segunda vez, aliás, já nem sei mais quantas dezenas de vezes... Mas hoje foi diferente. Os sintomas nela foram os mesmos, mas em mim não.
Me deu uma tristeza, uma angústia, uma sensação de impotência... Hoje cedo, quando recebi seu telefonema me pedindo, pelo Amor de Deus, pra levá-la ao hospital, porque ela já estava cansada, pude perceber que não era só seu cansaço físico que a incomodava, mas toda essa situação. Mamãe está colhendo tudo que ela plantou em uma vida inteira de fumante. E não somente ela, mas colhemos todos juntos. São frutos duros, amargos, dolorosos. Muito mais a ela que a nós, disso todos sabemos. Mas o que importa é que colhemos juntos. Não por solidariedade, nem por imposição, mas por amor. Afinal, não é para isso que serve a família?
Agora, que sou mãe, percebo o quanto poderia ter sido mais filha. E isso dói muito. O tempo não volta. Não posso mais dormir no aconchego do seu colo. Deixei passar as “dicas” que ela sempre me dava. Meu Deus, quanto arrependimento...
E cabe ressaltar a importância de papai nisso tudo. Um homem de Deus, disposto a tudo pela família, que se doa sempre, mesmo se esquecendo sempre de si mesmo. Um marido exemplar, praticamente um enfermeiro!, cuidando com todo carinho e atenção daquela que ele aceitou e escolheu, para a alegria e a tristeza, na saúde e na doença. Um pai carinhoso e presente, um avô brincalhão e muito, muito amoroso. Não sei como seria sem ele...
Hoje, mamãe precisa muito mais de mim, do que eu dela. Engraçado como que, com o tempo, os papéis se invertem, né... Me cobro muito não poder estar sempre tão presente quanto gostaria.
Mas, voltando ao começo, apesar de sermos levados a agirmos sempre de maneira tão egocêntrica, tenho uma família que é o oposto. Cada um cuida mais do outro do que de si mesmo. E é isso que nos une. Mamãe à beira do fogão preparando o jantar, papai esperando pra contar uma novidade cheio de entusiasmo, meu irmão tão querido, vai ser sempre meu caçulinha.
Amo vocês, minha família! Amo, amo, amo... Com menos palavras do que gostaria, mas com muitos gestos, simples e ordinários.
E, como se não bastasse toda essa maravilha, Deus me dá Sérgio e Clara(*). Meus amores. Minha vida. Meu porto-seguro. Onde posso ser quem eu sou (e olha que não sou fácil!), e ainda assim, ser muito amada e acolhida.
Meu Deus, como posso não agradecer? Como posso não me emocionar? Como posso, tantas vezes, me deixar levar pela tristeza? Me perdoe, meu Deus, me perdoe.
 (*) Texto escrito em 05/06/2010, ainda não estava grávida de João.