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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

12 dicas para passar pela adaptação sem traumas (nem para as mães, nem para os filhos)



Se o seu filho vai passar por adaptação escolar, seja pela primeira vez ou em uma nova instituição, quanto antes trabalhar isso, melhor – para ele e para você. Afinal, não dá para negar que é um momento delicado para toda a família. A criança, de repente, se vê no meio de pessoas estranhas e novas regras com as quais precisa conviver e os pais mal conseguem conter o pavor de imaginar seu “tesouro” sendo entregue aos cuidados dos educadores. A fase da preparação você já passou: pesquisou bastante, visitou diversas instituições e está seguro de sua escolha. No entanto, agora chegou a hora pra valer! Veja a seguir doze dicas para você e seu filho lidarem com a adaptação da melhor maneira possível.

Clara no seu primeiro dia de aula, em 28/03/2011, com a tia Jô


A PRIMEIRA VEZ

1) Um pedacinho de casa
Primeiro dia no berçário. Não dá para dizer que, porque seu filho não fala, a adaptação será mais fácil. Até completar 9 meses, o bebê guarda as informações na mente por meio de registros emocionais – e uma experiência que não seja tranquila pode fazer com que ele tema a escola por muito tempo. Para evitar problemas, você precisa estar disponível para passar essa fase ao lado dele.
Levar itens que tenham o cheiro do quarto dele, por exemplo, também vai confortá-lo: pode ser a naninha ou o brinquedo do berço. Só não se esqueça de manter atenção especial ao comportamento do seu filho. Como ele não fala, você precisa perceber se está se alimentando e dormindo bem, brincando normalmente ou se está com doenças respiratórias. Esses são indicadores de que algo não vai bem. Caso isso aconteça, visite a escola para ver se estão mantendo a rotina e converse com a coordenação.

2) Envolva seu filho
Para a criança que precisará encarar a rotina de aulas pela primeira vez, uma boa maneira de introduzir o assunto é dizer que ela está crescendo e que, por isso, precisa de um espaço para brincar com outras crianças e aprender coisas novas. Levá-la para comprar os materiais escolares ajuda a prepará-la de uma forma estimulante. Para não ficar caro, dê oportunidades de escolha, como “este ou aquele lápis?” ou “qual mochila entre essas três é a melhor?”.
É preciso, porém, sensibilidade para perceber se essa participação está se transformando em ansiedade. Evite tocar muito no assunto e perguntar se ele já está preparado muito antes da hora. Se possível, leve-o para conhecer o colégio quando estiver mais perto do primeiro dia de aula.

3) Se prometer, cumpra
A semana de adaptação das crianças que nunca foram à escola é muito parecida na maioria delas. Os pais levam seus filhos por pequenos períodos de tempo, que ficam maiores conforme eles vão se acostumando com a ideia de estarem longe da família. Durante esse processo, é fundamental que a criança se sinta segura e perceba que está no meio de pessoas dignas de sua confiança. Mentir ou sair de fininho pode dificultar as coisas. Se você disser que estará esperando no pátio, faça exatamente isso. Os pais que não podem se ausentar do trabalho devem explicar ao chefe que estão passando por um momento delicado e pode ser que precisem sair às pressas em uma emergência.

4) Mantenha o equilíbrio entre aconchego e firmeza
Prepare-se, porque as primeiras semanas de adaptação deixarão a criança mais sensível. A mudança traz insegurança, medo, frustração, irritação, muitas vezes traduzidos pelo choro. Embora seja difícil ver tudo isso acontecer, pense que aprender a lidar com essas emoções é uma etapa importante do desenvolvimento. Blindar seu filho disso só o deixará frágil. Quando o choro aparecer, o melhor é reforçar que a escola é importante, que você sabe que ele está sofrendo, mas acredita que ele vai conseguir superar. É difícil para a criança e para você, mas é necessário firmeza. Sem esquecer que ela precisará muito do seu colo e da sua paciência. Afinal, momentos de separação nunca são fáceis. Foi isso que ajudou a assistente comercial Hanã Carreiro, 25 anos, quando a filha Izabelly, 3, foi para a escola pela primeira vez. Ela tinha 1 ano e meio e chorava muito, mesmo na semana de adaptação, com a mãe junto. Hanã chegou a levá-la dia sim, dia não para ver se a filha se acostumava aos poucos. Mas o que funcionou mesmo foi ter muita paciência e conversar com ela todos os dias, valorizando a escola. “No dia anterior sempre conversava e explicava que o papai ia buscá-la no fim da aula. Também procurei mostrar que ir para a escola era legal, com brincadeiras e novos amigos”, lembra.

5) Rotina adaptada
Ao começar a vida escolar, o dia a dia da criança muda completamente. Por isso, alguns ajustes podem ser necessários para que ela se adapte de forma mais tranquila. Quando a auxiliar de cabeleireiro Cintia Santos de Souza, 27 anos, colocou o filho Luiz Paulo, 3, na escola, passou por dias difíceis. Na época com 2 anos, o menino chorava a ponto de se jogar no chão toda vez que chegava lá, não aceitava ficar na sala e não comia.
Então, a professora ligou para Cintia e propôs uma mudança na rotina de Luiz, pois ele dormia e acordava tarde, ficando sem tempo para ir com calma para a escola. A mãe começou a fazer atividades com ele de manhã, depois, era hora de uma soneca, banho, almoço e, então, a ida para o colégio. “No primeiro dia que fiz isso ele já não chorou tanto e, quando cheguei pra buscá-lo, a professora disse que ele era outra criança. Depois de uma semana, não chorava nem chamava por mim”, lembra.


MUDANÇA DE ESCOLA

6) Mundo novo
Se o seu filho entrou com poucos meses no berçário, a mudança de colégio é como se fosse a primeira vez. Nesse caso, siga também todas as dicas dadas anteriormente. Para aquelas crianças que já estão adaptadas ao ambiente escolar, mas vão enfrentar uma “mudança de ares”, o processo costuma ser mais simples, mas isso não quer dizer que elas não precisem de atenção. A separação dos amigos, dos professores e até da sala de aula antiga costuma ser dolorosa e a integração a um novo grupo, muitas vezes já formado, é um desafio. Nesse caso, mais do que disponibilidade física, seu filho precisará de ajuda emocional.
Deixe claro para ele que o contato com os amigos antigos pode ser mantido. E ressalte, de forma positiva, que ele está tendo a oportunidade de ampliar sua rede de amizades e aprender coisas novas. Não se esqueça de perguntar como foi o dia na escola nova e o que você pode fazer para ajudá-lo a se integrar melhor.

7) Este é meu filho!
A adaptação com os professores também é fundamental, principalmente para que eles conheçam detalhes de saúde e comportamento do seu filho que só você pode contar, como o que ele tem mais resistência para comer, quais são seus medos e dificuldades.
Também é interessante pensar em formas de seu filho se apresentar aos colegas para facilitar o entrosamento, como aconteceu com Júlia Gravinan, 3 anos, que é muito tímida. Quando a família precisou mudar de Belém (PA) para São Paulo, a maior preocupação era a dificuldade de relacionamento que ela teria. Então, escola e mãe se uniram. Na primeira semana de aula, Júlia levou uma muda de açaí para que as outras crianças conhecessem algo típico da região de onde veio. Além disso, para que perdesse a timidez nas rodas de conversa, a família foi orientada a guardar lembranças do fim de semana para que Júlia pudesse compartilhar com os amigos. “Se íamos ao cinema, ela levava o ingresso para contar sobre o filme. Se viajávamos para a praia, levava uma conchinha. Em pouco tempo, estava mais falante”, relembra a mãe, a publicitária Roberta Gravinan, 35 anos.

8) Como vai ser?
Você pode contar para a criança o que ela vai encontrar lá na frente. Explique o que aprenderá durante o ano e, se possível, antecipe a turma com que seu filho vai conviver, apresentando alguns alunos antes mesmo de as aulas começarem – converse com a escola e proponha que ela ajude. Foi o que aconteceu com Lucas, 3 anos. Três meses antes de mudar de Chapecó (SC) para Botucatu (SP), a professora teve uma ótima ideia, como conta o pai Marcos Panhoza, 36. “O colégio de Chapecó fez uma aula só sobre Botucatu, mostrando para os alunos tudo o que a cidade tinha de interessante. Também pediram que a escola nova mandasse uma foto daquela que seria a nova sala do Lucas.” Assim, o menino já chegou mais enturmado e a adaptação ocorreu de forma tranquila.

A SUA PREPARAÇÃO

9) Não deixe a tristeza pegar você de surpresa
Talvez você sinta a dor da separação mais do que seu filho e isso vai causar tristeza. Por isso, esteja preparado para lidar com esse sentimento ou, pelo menos, aceitá-lo, como fez a advogada Priscila Westphal, 31 anos. Quando levou José Augusto, 2, à escola pela primeira vez, não se conteve na hora em que precisou deixá-lo chorando com a professora. “Desmoronei. Fui para a recepção e veio tanta culpa e dor que meu choro se tornou compulsivo.”
Foi só quando a professora disse que o menino se acalmou no instante em que a mãe virou as costas que ela parou para refletir: “Como assim ele está bem sem mim? Passei dois anos achando que era imprescindível na vida dele. Depois lembrei que estou criando um filho para o mundo e ‘para o mundo’ é, muitas vezes, longe de mim. É a escola da vida, né? Deixar ir e aproveitar o voltar!”, opina Priscila.
Por mais que você se prepare, talvez não esteja pronto quando chegar o momento. Mas vale tentar: antes do começo das aulas, deixe seu filho brincar com outras pessoas ou, se possível, leve-o para a casa da avó ou da tia e vá fazer algo de que goste. Assim, vocês dois vão treinando ficar longe um do outro.

10) Segurança na chegada
Despedir-se do filho na entrada da escola é um dos momentos mais difíceis na vida de uma mãe ou um pai. Se o filho vai para o berçário com poucos meses, a aflição é por deixar alguém tão pequeno e indefeso nos braços de um “estranho”. Se a criança já é um pouco maior, pode ser difícil por estar mais acostumada a ficar em casa ou porque parte o coração dos pais ouvir: “Não quero ir pra escola, quero ficar com você”. Sabemos que é uma missão difícil, mas, nessa hora, estufe o peito, não deixe que ela perceba a sua angústia e estimule que se sinta confiante e independente.
Caso o seu filho ainda não ande, passe-o para o colo da professora com um beijo, mas sem muita enrolação, pois o bebê também sente a sua insegurança. Se ele já for maior, incentive-o a entrar na escola caminhando e levando a própria mochila. Agora, se é você que não consegue se controlar na hora do adeus, considere pedir para que outra pessoa leve seu filho para a escola durante alguns dias. Com o tempo, você estará mais tranquilo e poderá assumir a função outra vez.

11) Procure distrações
Será que ele está bem? Está comendo direito? A professora vai ajudá-lo quando ele precisar? Passar o dia pensando nessas questões só vai deixá-lo com rugas de preocupação. Por isso, procure manter a cabeça ocupada no período em que ficará sozinho. Que tal aproveitar para marcar um almoço com aquele amigo que você não vê faz tempo? Se estiver difícil de lidar com a angústia, procure conversar com outros pais que já passaram por isso. Eles podem transmitir conforto.

12) Faça parte da turma
Não é somente o seu filho que precisará passar por adaptação. Você também terá uma fase de integração com os novos pais e professores – e é importante estabelecer esse vínculo logo no início. Participe das atividades propostas pelo colégio, procure ir aos eventos sociais, como aniversários dos colegas, organize com outros pais piqueniques ou passeios, como uma ida ao teatro. Lidar com as diferenças e ressaltar a importância do convívio social são boas maneiras de dar o exemplo. E estabelecer esse contato é uma forma de incentivá-lo ainda mais a se abrir para novas amizades.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Para que eles cresçam

Gosto muito de conhecer histórias de outras mães com seus filhos e, quando encontro uma que acho que tem 'cara' de Mãe Humana, acabo não resistindo em pedir autorização para publicar aqui no nosso cantinho.
Sou fã da Camila Abadie por vários motivos, e esse último post publicado em seu blog me emocionou, apesar da simplicidade do cotidiano (se bem que vejo mesmo muito mais beleza na rotina que passa desapercebida do que em eventos extraordinários).
Reproduzo aqui mais um dia na casa dos Abadie. Espero que vocês conheçam seu blog e o acompanhem com frequência, vale muito a pena!
 
Hoje foi um dia de pequenas grandes conquistas.
Há tempos Chloe vem demonstrando ainda mais vontade de ajudar nas tarefas de casa e de aprender coisas novas, especialmente cozinhar. Durante toda a semana ela espontaneamente tem lavado a louça do almoço, uma tarefa extra além da arrumação obrigatória do próprio quarto. Hoje, no entanto, como havia tempo, resolvi deixá-la participar um pouco mais dos afazeres culinários e deixei que preparasse sozinha um ovo mexido com queijo que virou um dos acompanhamentos do seu almoço.

Foi com alegria que a vi preparando toda a simples receita com cuidado e felicidade. Na hora de comer o resultado não foi tão ao seu agrado quanto a preparação, de modo que mais ou menos metade do ovo ficou para a mamãe, mas tudo bem. Um passo a mais no caminho da autonomia e da autoconfiança.

À tardinha, outra conquista: Benjamin finalmente conseguiu fazer xixi sem a fralda. Reproduzo aqui o post que fiz lá no facebook:

- Mãe, minha "biga" tá cheia! - Então faz xixi, Bibi. - Não consigo! - Imagina que tu ainda está de fraldinha. - Mas eu não tô! - Pensa, imagina a fraldinha... 3 segundos depois: xiiiiii... E um rostinho iluminado de alegria por conseguir fazer xixi como o papai. \o/
Por último, na hora da janta, resolvi "liberar geral" e deixar o menino comer totalmente sem o meu auxílio e supervisão. Não foi uma decisão tomada voluntariamente, mas eu não queria deixar o Nathaniel chorando enquanto dava de comer ao Bibi. Assim, babeiro posto, prato preparado, deixei-o, pela primeira vez, totalmente sem ajuda. E qual foi a minha surpresa ao constatar que ele deu conta do recado muitíssimo bem, obrigada! Por ser um menino extremamente meticuloso, não deixou que mais de dois grãozinhos caíssem do prato, a cada colherada organizando o montinho de comida.
Agora, diante da tela do computador, chego à mesma conclusão a que cheguei outras vezes, em outras ocasiões, e parafraseio João Batista: é necessário que eles cresçam e eu diminua. Sim. Para que as crianças se desenvolvam é preciso que as deixemos um pouco por conta própria e que nos retraiamos outro pouco, tirando o time de campo e confiando em Deus e na própria natureza para que novas habilidades sejam desenvolvidas e novos patamares sejam atingidos. E como é gratificante ver que, naqueles aspectos em jogo, o cuidado e o preparo até então vigentes estabeleceram uma base sólida a partir da qual a criança pode ir - e de fato vai - mais longe!

Por outro lado, parece-me que muitas vezes o excesso de zelo materno e paterno é na verdade insegurança: um medo de não saber o que fazer se a situação não sair conforme o esperado. E com isso quem mais sai perdendo é a própria criança, que é dificultada em seu crescimento por conta de pais superprotetores.

Sim, sim, tudo isso por causa de um ovo mexido, um xixi no penico e uma janta com as próprias mãos, mas quem de nós pôde dar-se ao luxo de pular tais etapas? ;)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Desfralde - parte 1

Essa semana tentei tirar meu caçula das fraldas.
Foi em vão... Ele não fez xixi uma vez sequer nem no vaso, nem no peniquinho, nem no ralo do box do banheiro.
Toda vez que eu o colacava pra fazer xixi, lá vinha ele falando "tô com medo", tô com susto", mas era só vestir a cueca que logo vinha o xixi.

Confesso que me senti completamente frustrada, já que com minha primeira filha foi super fácil. Com Clara, com 2 anos e 5 meses, já no primeiro dia de tentativa, ficou de calcinha o dia todo sem 'escapulir' nada. Com João, hoje com 2 anos e 2 meses, além de só fazer 'nas calças', quando eu perguntava quem fez aquele xixi ele logo me respondia: "- O lulu", "- E de quem é esse lulu?", "- Não sei, mamãe!" rsrsrs (tem que rir pra não chorar!!!)

Decidi então esperar mais um tempinho. Esperar que ele amadureça mais um pouco.
 

Com quantos anos você conseguiu desfraldar seu menino?


* Matérias interessantes sobre Desfralde:
- A Hora do Desfralde
- Como fazer o Desfralde 
- Como desfraldar meninos e meninas 

domingo, 11 de dezembro de 2011

O 1º ano escolar de Cacá

(Texto escrito no último dia de aula de Clara - 09/12/11)

Hoje foi o último dia de aula de Clara. O ano letivo chegou ao fim. Mais um ciclo da sua vida se completa. Por mais que eu queira que minha bebezinha não cresça, não há como evitar. Agora ela vai para o Pré-I e é só o começo de uma longa caminhada de estudos e aprendizado. A palavra Maternal me dá a sensação de que ela ainda é minha, só minha, e não do mundo (apesar de ouvir repetidas vezes que criamos e educamos nossos filhos para ele). Não sei por qual motivo usam a palavra Maternal para nomear a turminha sem idade para ingressar no pré-escolar, talvez seja mesmo para acalmar nosso coração de mãe, sempre tão angustiado em deixar um serzinho tão pequeno e indefeso num lugar desconhecido, cheio de outras crianças, com pessoas até então estranhas. Ou talvez seja porque a “tia” passa a ser uma segunda mãe, com quem a criança cria um laço de total confiança e um amor imenso.
Para Clara, ainda nos seus 3 aninhos, tudo é festa: o colégio, os coleguinhas, as tias, as férias... mas confesso que estou com o coração apertado, meus olhos encheram-se de lágrimas ao deixá-la no portão (costumeiramente ela vai de Kombi, mas hoje fiz questão de levá-la).
Agradeço a Deus por colocar pessoas tão especiais na vida da minha filha.
Começo por tia Jane. Eu não a conhecia antes do colégio, foi um prazer e uma alegria muito grande conhecê-la. Chegar ao portão e encontrá-la sempre com um lindo sorriso, de braços abertos para receber minha pequena, me acalmavam o coração pois sabia que ela era muito bem acolhida.
Eu já conhecia a tia Nice, mas este ano foi de uma maneira muito especial. Sua alegria contagiante, seu entusiasmo, seu coração de criança, seus olhos sempre atentos me acalmavam o coração, pois eu tinha a certeza de que minha filhota estava sendo muito bem cuidada.
E o que dizer da tia Jô? Nos conhecemos desde crianças, mas agora passei a ser sua fã. Um dos motivos que mais pesou na minha decisão pelo Euclidinho foi saber que Juanita seria sua professora. Tia Jô é uma doçura de pessoa, super calma, mas firme. Sempre tive muita confiança e segurança em seu trabalho como educadora. Já sinto saudade dos bilhetinhos na agenda da “nossa gatinha”. Clara já sabia as cores, as formas, os números, algumas letras, ela sempre foi espertinha, mas como ela amadureceu nesse tempo de Maternal! Saber que ela tinha uma professora tão dedicada acalmava meu coração, pois sabia que ela não estava somente aprendendo, mas crescendo, se desenvolvendo com todos os trabalhinhos e atividades programados com tanto carinho.
Também quero agradecer a direção, coordenação e demais funcionários do Euclidinho. Vocês são maravilhosos! Que Deus derrame muitas bênçãos sobre cada um de vocês.
Desfile de 07 de Setembro de 2011
Não posso deixar de elencar os coleguinhas tão queridos de Clara Meirelles: Ana Beatriz, Ana Clara Matos, Ana Clara Richa, André Luís, Beatriz, Ellis, Gabriel Júlio, Henrique, José Ricardo, Laura, Luis Antonio, Maria Fernanda, Maria Flor, Marina, Melissa, Paola Stork, Paola Vollu, Pietro, Rafael.  Todos uns fofos!!! Obrigada a cada um por fazerem minha pretinha tão feliz com sua companhia.
Aproveito para dar os parabéns ao meu queridíssimo afilhado Henrique que completou o 1º ano do Ensino Fundamental (antigo C.A.) - Você, meu amorzinho, é o orgulho da dinda! E Também a Isabelle, nossa Bebeinha, que ingressa ano que vem no 1º ano – linda assim e inteligente como você... que se cuide seu Gilmar!
E que venham as férias! Que venham os passeios na praça, os banhos de piscina, as dormidinhas à tarde, o cansaço do descanso... E que sejamos cada dia mais felizes!

domingo, 18 de setembro de 2011

"A Cerimônia do Adeus"

É gente... chegou o tão-mal-esperado-dia... As horas deste domingo nunca passaram tão depressa... Amanhã preciso voltar ao meu trabalho e nem consigo saber o que posso escrever aqui. Meu coração está fervilhando de emoções: saudade, expectativa, preocupação, alegria em rever minhas colegas de trabalho, tristeza em não poder estar 100% disponível para meus filhos... Já passei por isso uma vez, quando Clara tinha apenas 5 meses, mas isso não diminui o sofrimento e a angustia.

Já que não consigo encontrar as palavras adequadas, deixo meu querido esposo falar por mim. Como sempre, ele lê minha alma e a transcreve como um poeta. Te amo, meu Camponês.




Essa foto foi tirada em novembro/2008, no dia do meu retorno ao trabalho

Joãozinho da mamãe, 7 meses e meio

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Trabalhar ou não: Eis a questão!

Não sou nenhuma celebridade, nem me acho interessante a ponto de ser vigiada o tempo todo.
Escrevo aqui como num diário. Espero que um dia meus filhos possam saber como foram suas histórias, lutas e alegrias. E, nessa nossa era digital, nada melhor que um blog, não é mesmo?

Esclarecimentos dados, vamos ao que interessa.

Ontem fiz minha última perícia da licença amamentação, que vence já nesse próximo dia 18 de agosto. Meu coração está apertadinho. Essa história de João não querer comer e só querer peito está me deixando muito insegura. Como posso ir trabalhar tranquila sabendo que ele vai ficar sem comer nada até eu chegar? Nossa, meu coração dispara quando penso nisso. Sei que não somos os primeiros nem os últimos a passarmos por mais esse período de adaptação, mas sou mãe, poxa... Mãe sofre quando sabe que o filho está sofrendo! Cheguei a pensar em largar o emprego. Ainda não descartei essa possibilidade! Todos me dizem que não devo fazer isso, que não posso abrir mão de um emprego público, etc etc etc... mas meu coração está inquieto demais. Conto, aqui, em primeira mão, uma promessa que fiz a mim mesma: Volto a trabalhar, mas se, num prazo breve (ainda não sei qual), meu coração não se aquietar, largo tudo e "pago" todas as consequências. Me chamem de doida, de inconseqüente, do que quiserem, mas estou disposta a tudo pelo bem-estar dos meus filhos. Assim como não sou a primeira a passar por essa dificuldade de voltar ao trabalho, também não serei a primeira a abandonar tudo pelos filhos. Só peço a Deus Sabedoria, Discernimento, Coragem e Força para fazer o que for melhor para minha família. *** Orem por mim!***

Pra selar esse final de tempo em casa, João começou a falar "Mamã" :)
Muito, muito, muito lindo!!!!!!!!! 
Ele ainda não percebeu que isso é só "mamãe" e acaba chamando o pai dele assim também, mas tudo bem, não tenho ciúme rsrs

Encerro com a "Oração da Serenidade", tudo que preciso nesse momento:
Concede-me, Senhor,
A Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar;
Coragem para modificar as que posso e
Sabedoria para distinguir a diferença.
Vivendo um dia de cada vez;
Desfrutando um momento de cada vez;
Aceitando as dificuldades como um caminho para alcançar a paz;
Aceitando, como Ele fez, o mundo pecador tal como é, e não como gostaria que fosse;
Confiando que Deus fará bem todas as coisas se eu me render à Sua vontade;
Para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e supremamente feliz com Ele para sempre na próxima.
Amém.

domingo, 3 de julho de 2011

O amor e os tabus


Certa vez li no perfil do orkut de uma amiga minha, que também é mãe, um texto muito bonito e verdadeiro. Não me lembro bem as palavras certas (pra falar a verdade, nem ela se lembra), mas dizia algo como:

Nunca pensei em gastar mais com outra pessoa do que comigo mesma... mas por você eu gastei.
                Nunca pensei em ganhar mais de 15 quilos... mas por você eu ganhei.
                Nunca pensei em passar dias sem dormir direito... mas por você eu passei.
                *** e por aí vai...

                Como eu disse, não me lembro bem o texto, mas retrata justamente a sensação de quebras constantes de tabus. Ser mãe é bem isso mesmo: quebrar um tabu todo dia.
                Quando Clara nasceu foi uma avalanche de tabus quebrados: chupeta, mamadeira, mamar em outra mãe (sei que não é certo, não me julguem por isso) já que ela não conseguia mamar em mim de maneira alguma, etc, etc, etc... Os tabus ainda existem e são diários e alguns deles prefiro não descrever.
Uma coisa é certa: depois que o filho chega, você não pensa mais com a cabeça, mas com o coração. Toda razão dá lugar à emoção. Nem sempre isso é bom, na verdade muitas vezes metemos os pés pelas mãos, mas quem nunca errou por amor. Amar demais não faz mal, principalmente em relação aos filhos.
Chegamos, Sérgio e eu, recentemente à conclusão de que temos mimado demais. Isso não é bom. Quem sofre é ela, porque agora precisamos corrigir e, às vezes, até com mais firmeza do que gostaríamos, mas se faz necessário. 
E, mais uma vez, precisamos pedir que Deus nos dê mais e mais do Seu Amor para podermos educar na medida certa.
Com todo o amor que temos por eles, nossos filhos, mais a graça de Deus, conseguiremos com certeza!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Menininha

Há menos de 1 mês para os 3 anos da minha princesinha, resolvi postar esse lindo poema de Vinicius de Moraes do livro "A Arca de Noé". Ele descreve bem o que sinto ao vê-la crescer.
Ei-lo:
2 meses



1 ano
2 anos
Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão

Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim e você
Vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
Também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim

De tudo o que eu amei.



quinta-feira, 31 de março de 2011

Apenas uma nota...

Hoje não fui levar Clara ao colégio. 
Fiquei em casa morrendo de saudade, contando os minutos para buscá-la. Meu tio foi buscá-la sem mim e minha saudade se tornou maior ainda. 
A professora disse que ela está se adaptando muito bem, mas chorou hoje na hora de ir embora... eu nem estava lá :( 
Agora ela dorme no sofá, exausta. 
Estou doida pra ela acordar!!!