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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

20/01/15 - Um lindo dia

Com essa vida corrida e enrolada que tenho (como muitos!) nunca consigo postar no blog tudo que gostaria e, com a advento das redes sociais, acaba ficando mais fácil facebookar  pelo celular para não deixar que datas importantes passem despercebidas, do que parar em frente ao computador. Também não seria justo deixar de publicar algo sobre um dia tão lindo. Então fiz o seguinte: a seguir, minhas palavras e as do meu digníssimo marido, postadas em nossos perfis no facebook, sobre o dia de ontem:



"Hoje, dia 20 de janeiro, é um dia duplamente feliz! Dia de comemorarmos nossos 19 anos de namoro e 4 anos do João.
Como não ser grata a Deus? Como encontrar palavras para agradecer-Lhe tamanha graça? Como não rezar à Nossa Senhora em agradecimento pelo pedido atendido?
O Senhor foi tão generoso comigo que, mesmo ainda em fase de infância (pois eu tinha apenas 13 anos) me separou um homem maravilhoso, do jeitinho que eu pedia em meus terços diários: um esposo temente a Deus. E foi assim: ganhei um namorado que buscava a santidade ardentemente e me arrastava junto com ele, sem me deixar desanimar jamais, sem me deixar pra trás nesse caminho. Hoje, já casados, não consigo deixar de ter aquele mesmo sentimento de encantamento diante de um homem tão maravilhoso que, em sua simplicidade, me conquista a cada dia mais e mais. Que, em propósito de fazer a Vontade de Deus, aceitou entregar nosso bem mais precioso, que era nosso amor, para nos dedicarmos ao Senhor e que, assim como Abraão entregou Isaac e teve seu filho devolvido, pôde me levar ao altar, pois o Deus viu que Ele mesmo é quem era o Senhor das nossas vidas. Que me fez mulher e que me faz mais mulher de Deus. Que me fez mãe, pois me deu meus dois tesouros preciosos: Clara e João. Esse mesmo João que hoje faz aniversário, que nasceu nos nossos 15 anos de namoro. Esse João que me revelou a Misericórdia Divina, que é filho da Providência, que é todo meu, que é todo de Deus. Que é a cópia do pai em tudo, em fisionomia, em beleza, em simplicidade, em afeto. Esse João que me lembra todos os dias o quanto sou amada, o quanto sou querida, que me abraça e me acolhe a todo instante, que vive me agradecendo pelas coisas mais simples, que me ensinou a leveza de ser mãe.
Obrigada, Senhor, pelos homens maravilhosos que o senhor colocou em minha vida!
Obrigada, pai, por pedir goiabas a Sergio, esperá-lo subir no pé e autorizar nosso namoro, mesmo sem eu saber de nada. Por ter sido tão sensível, percebendo meus sentimentos e adiantando-se porque sabia o que era melhor pra mim.
Obrigada, dona Angela e sr. Carlos, por terem educado tão bem seu filho e por terem sempre me aceitado em vossa família como verdadeira filha, desde o primeiro dia.
Obrigada, Sérgio, por ser quem você é. Te amo assim! Obrigada por me amar desde menina. Obrigada por ser luz de Deus pra mim. Obrigada por ser meu marido, meu namorado, meu amigo, meu mestre, meu confessor, meu guia... Obrigada por me dar Clara. Obrigada por me dar João, nosso João de 4 anos!
Obrigada, João, por me ensinar a ser uma mãe mais doce,mais paciente, mais compreensiva.. Cacá também agradece :)"





"1996 foi um ano bom. O dia de São Sebastião é logo no início do ano. Encontrei uma menina, meses antes, cabelos cacheados, olhos esguios, tímidos, de esquilo. Desviava o olhar, para o teto da Igreja, para o quadro de Santa Clara, para o de Santo Antônio, para a Santa Ceia, a Crucifixão, os anjos no teto. Vez em quando, os olhos dela batiam nos meus. Eu já sabia. Janeiro é um mês quente; mês das decisões, selar destinos, entrecruzar caminhos. Mês de longas histórias. Até maio, 4 meses. Até maio, 9 anos. Até maio, 10 anos. Até janeiro, 20 anos. O salmista rezou: ensina-nos a contar nossos dias. O segundo verso é mais importante: e dá ao nosso coração sabedoria. Não contamos números. Seria o reino da quantidade. Contar é viver. Contar é narrar. Contar, cantar. Também o salmista rezou: recolhe minhas lágrimas num odre. Nada está perdido, tudo está narrado, narrar para salvar os nossos dias. Nossa história é fragmentada, como este texto. Mas Deus narra tudo numa infinita unidade. No seu odre estão recolhidas todas as nossas lágrimas. As de alegria e as de tristeza. Tudo reunido numa única narrativa. No Livro, ou melhor, na Palavra, no Verbo. Nossa história ainda é vista pelo avesso, porque caminhamos , e caminhar é passar pelo deserto, pelo vale, pelo vale escuro, pelo vale das lágrimas, sob o Sol da Justiça... Nossa história de busca, de vocação, de quem aceita trabalhar com o que tem nas mãos. História de oferta, de sacrifício, de solidão a dois, a três, a quatro. De quem recita diariamente, na pobreza da oração: crer, adorar, esperar amar... História que tem fim, tem sentido, como disse Ratzinger, “Quem está nas mãos de Deus sempre cai nas mãos de Deus”. Nós sabemos onde tudo termina. Está tudo costurado, consumado. E mesmo no deserto, há flores. E mesmo nos vales mais escuros, há luz.
Como a luz deste dia. Dia feito para nós, onde celebramos nossos 19 anos juntos e a vida do nosso pequenino João. João, bondade e misericórdia de Deus. João que insiste em tirar, todos os dias, de nossos olhos as escamas da ilusão. Desafia-nos a olhar além do véu e relembrar: Deus viu que TUDO ERA BOM. Deus é bom, o mundo é bom. Sim o mundo é bom, a criação é boa, os céus narram a glória de Deus. Um dia conta a outro o seu segredo. E o maior mistério é: Deus é amor. Deus é bondade.
Celebremos este dia. Parabéns, Janine! Parabéns João! E viva a bondade de Deus!"

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Palavras de uma "médica humana"

Todo ano é a mesma coisa, não interessa o quanto o país cresça, o quanto o ser humano evolua, a ignorância permanece e as crianças são sempre as maiores vítimas. Não importa se pobre ou rica, não aceito desculpa para tanta negligência. Onde está o instinto materno, onde está aquele sexto sentido tão falado, onde está o amor de mãe, que coloca o filho sempre em primeiro lugar? O verão chega e as crianças chegam às emergências desidratadas, com vômitos e diarreias que nunca passam, porque comem na rua, alimentos gordurosos e mal conservados, não bebem água, só refrigerante, e existe até o absurdo de crianças que NUNCA comeram sequer uma fruta. Porque a mães estão cada vez mais preguiçosas... Chegam casos inacreditáveis de queimadura por exposição solar!!! E disso, eu vejo o motivo com meus próprios olhos, diariamente, de mãos atadas: mães que chegam com crianças, bebês de colo, depois do meio dia à praia. Devia ser considerado crime contra o menor esse tipo de irresponsabilidade dos pais. Eu sou adulta e meu corpo não tolera o sol depois de 11h da manhã, mas quando estou indo pra casa é que vejo os pais chegando com as crianças, sabe se lá se, no mínimo, estão usando protetor solar. Queria ter o poder de dar voz de prisão a esses criminosos. Obesos, muitos obesos, menores que se queixam de dor nas articulações por causa do excesso de peso, mal conseguem respirar ao fazer qualquer esforço. Pais que deixam os menores passando mal por dias e lotam as emergências na véspera dos feriados, dando todo o tipo de justificativa para pedir um atestado, já que hoje finalmente elas precisaram "matar o trabalho" porque o filho necessitava urgentemente de atendimento; ontem não! E quantas políticas governamentais, demagogas e eleitoreiras, essas mães têm a seu favor. Estão sempre protegidas pela hipocrisia dessa sociedade que não participa, não vê, mas defende seus ideais pseudo-socialistas de araque, baseados em teorias que jamais viveu ou sentiu na pele. As histórias só têm mesmo na prática a perspectiva que convém, ninguém quer realmente enxergar a verdade e nós compactuamos todos os dias com esse mundo dominado pela hipocrisia do benefício próprio e dessa "intelectualidade arrogante e burra" de alguns pensadores atuais. Talvez, minha fala seja inútil, mas sempre que puder vou falar... Vivemos numa luta desumana e desleal mas não vou abaixar a cabeça e atestar a minha derrota, enquanto eu tiver saúde pra trabalhar e inteligência pra não ser mais um ser humano vazio, alienado e conformado!!!

Mônica Coimbra - mãe e médica

 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Filhos, uma escola de amor.

Enquanto o vídeo, tão prometido, sobre minha experiência com o método natural não fica pronto, quero compartilhar com vocês o lindo testemunho de uma família querida e exemplar. Esse testemunho foi escrito por Renato Varges, responsável pelo blog "Vida sem Dúvida - Bioética à luz da verdade", que merece ser acompanhado diariamente, pois traz um material muito rico e essencial à favor da Vida.

Eis o testemunho:

No dia 07 de maio de 2013, meu quarto filho foi concebido. Poucos dias depois veio a confirmação da gravidez e naturalmente a notícia foi se espalhando.
Algumas pessoas como minha mãe e amigos próximos ficaram imensamente felizes e já foram logo dando palpite sobre o sexo do bebê. Outras pessoas já sorriram só com o canto da boca, respiraram fundo e deram uns parabéns amarelado ou por pura educação. Outras sequer conseguiram disfarçar seus pensamentos e teceram comentários divididos por categoria, os irônicos diziam: “vocês são animados hein!” ou “vocês não tem TV em casa?”; os pseudo-entusiastas: “vocês são guerreiros!” ou “nossa, que coragem!”; os calculistas: “mais um? meu Deus!” ou “quem vai pagar suas contas?” ou “vocês planejaram isso?” ou “já marcaram a laqueadura de trompas?”; e por fim os dramáticos: “foi um acidente?” ou “como vocês vão viver?” .
Comentários à parte, estamos imensamente felizes com a chegada do caçula da vez. No entanto, a decisão de escrever esse artigo é fruto do desejo de fazer uma pequena partilha do que vivo como pai e defensor da cultura da vida e expressar um pouco algo que me incomoda muito na cultura que vivemos atualmente.
Ah sim, você pode perguntar “E o que isso tem a ver com bioética?” Respondo: ABSOLUTAMENTE TUDO!!! Pois a bioética não pode ficar presa nos livros, conceitos e teorias, mas para defende-la e exercê-la com autoridade, é preciso antes de tudo acreditar nela na nossa própria vida.
Ao observar a postura de certos casais diante da realidade dos filhos, tenho me perguntado: Por que alguns casais estão convencidos de que os filhos são verdadeiros estraga prazeres da vida conjugal? De onde vem esta mentalidade de que os filhos diminuem a qualidade de vida do casal? Por que existe tanto espaço para a cultura materialista que só consegue enxergar os filhos como potenciais consumidores, gastadores e devoradores de salário? Por que alguns pais querem dar aos filhos um padrão de vida que não possuem como se isso fosse a fórmula do sucesso pessoal e familiar? Por que as pessoas tem tanto pavor do trabalho que as crianças dão em casa, enquanto se matam no trabalho para cumprir metas e conseguir promoções? Por que o cansaço e as exigências com a educação dos filhos são tão rejeitados? Por que as mulheres valorizam tanto o trabalho fora de casa como se educar um filho em casa não fosse um serviço tão ou mais nobre à sociedade quanto qualquer outro trabalho?
Passaria horas aqui somente escrevendo perguntas do tipo, mas esse não é meu objetivo, como também não é responde-las ou levantar um debate sobre cada um dos temas, isso daria um livro o qual eu não tenho competência para escrever.
Gostaria simplesmente de tentar descrever porque considero os filhos um dom preciosíssimo de Deus e uma verdadeira escola de amor. Nossos planos como casal nunca foram baseados no conforto, nem nas férias inesquecíveis na Disney, nem na casa dos sonhos, mas sempre foram baseados no papel que estávamos assumindo diante de Deus e da Igreja, ou seja, o compromisso de ser uma família. Não tenho nada contra as férias (aliás estou precisando das minhas), nem contra a Disney (dizem que é muito divertido), mas os que se casam confiando unicamente em planos materiais e só tomam decisões com a segurança da conta corrente não estão preparados para construir uma família que ama a Deus acima de todas as coisas e provavelmente não terão a fé como seu maior valor. Se você nunca pensou nisso ou simplesmente nem leva isso em consideração, sinceramente você tem meu respeito, mas, por experiência própria, posso garantir que o matrimônio como um empreendimento meramente humano perde uma dimensão que considero essencial.
Recordo quando descobrimos a gravidez do nosso 3º filho, uma pessoa chegou para mim e disse: “Ih… agora vocês se danaram. Saiba que o mundo foi feito pra quem tem no máximo dois filhos!” Eu estava um pouco destemperado no momento e respondi sem medir muito as palavras, mas expressando o que se passava no fundo do meu coração: – “E quem disse que nós geramos filhos pensando neste mundo minha senhora?”. Ela arregalou os olhos e viu que eu tinha me ofendido, mas fui obrigado a continuar, especialmente porque eu sabia que ela já havia criticado um outro casal amigo. Eu concluí dizendo: – “Uma família católica gera filhos para povoar o Céu e não nossas cidades, queremos gerá-los para a eternidade, pois é lá que desejamos encontrá-los um dia, a herança que temos para deixar para nossos filhos é a fé, o amor de Deus e a santidade, todo resto é consequência. O bem estar que ofereço é aquele que Divina Providência nos conceder” … Pelo silêncio acho que ela acabou entendendo. Mas é exatamente isso!
Um casal que rejeita o dom dos filhos ou se fecha irreversivelmente a essa possibilidade está invertendo em absoluto a razão de ser do matrimônio, do ato conjugal e do propósito de estarem unidos por um sacramento. Não estou aqui fazendo apologia à mera quantidade de filhos. Ninguém pode me acusar disso. Sobre esse assunto, o que digo é que existem quatro critérios que devemos adotar quando pensamos em ter filhos: 1. A confiança na vontade de Deus e na Divina Providência deve ser maior que nossos fundos de investimentos. 2. A quantidade de filhos não se calcula pela quantidade dos que já temos, mas pela generosidade com os que ainda podemos ter. 3. O próximo filho será ainda mais exigente, portanto, nos fará crescer ainda mais na partilha e no amor. 4. O melhor presente que posso dar aos meus filhos é o próximo irmão.
Ou seja, não é simplesmente uma questão ter muitos filhos, mas ter o máximo que o casal puder. Quanto mais filhos um casal tiver, mais experimentarão da Providência de Deus. Não estou fazendo apologia à irresponsabilidade, mas à generosidade.
Os filhos só terão sentido na vida de um casal e assim contribuir para a santidade da família se eles forem entendidos e acolhidos como dons de Deus e não como intrusos, vilões ou saqueadores de seu cheque especial. Você pode estar ai dizendo que isso é um exagero ou que eu vivo fora da realidade. Nada disso! Há momentos, não poucos, em que temos a impressão que os filhos exigem mais do que podemos dar, humana e financeiramente, ou que a educação que damos vai parar em qualquer outro lugar que não seja a cabecinha da criança. Isso tira qualquer um do sério, mas não justifica a rejeição dos filhos, nem a substituição do nosso papel na sua educação, muito menos achar que tudo que fizemos até hoje de nada valeu. Ultimamente, quando estou muito cansado e me pego rejeitando dar atenção ou calculando quanto amor vou dar a um filho, penso em três coisas, exatamente nessa ordem: 1. Como São José agiria nesse momento? 2. Nas crianças abortadas que não tiveram a chance de nascer. 3. Nas famílias que estão na fila da adoção na esperança de ter pelo menos um filho em casa. Pode parecer um pouco ingênuo, mas pelo menos funciona.
Há duas coisas que vem junto com os filhos. Uma é inversa e outra diretamente proporcional à sua quantidade. O tempo livre será sempre inversamente proporcional e o cansaço sempre diretamente proporcional à quantidade de filhos. Isso não tem escapatória! Quanto ao tempo, não tem jeito, se não tivessem os filhos, seria ocupado com outra coisa, talvez até menos nobre.
Nunca considero o tempo que passo com meus filhos uma perda, nem fico ponderando mentalmente o que eu poderia estar fazendo caso não estivesse ali com eles, pois isso seria uma espécie de traição e talvez diminuísse minha alegria de estar com eles. Não adianta, educação não se terceiriza e quem cai nessa cilada, muito cedo paga o preço. Educar os filhos exige muito mais esforço que os mais árduos trabalhos profissionais. Talvez por isso alguns preferem, consciente ou inconscientemente, distrair os filhos do que educá-los. Outros talvez tenham medo de colocar limites claros e dar punições para não perder a amizade dos filhos. Mas a realidade da boa educação exige exatamente o contrário. Meus filhos ainda são pequenos, ainda me idolatram como qualquer criança, mas tenho certeza que seria muito mais fácil eu perder a amizade futura dos meus filhos por não tê-los deixado aprender com as quedas do que pela liberdade que dei para aprenderem a caminhar com suas próprias pernas e entender que crescer e amadurecer dói. Educar é penoso e por vezes vergonhoso porque mostra muito mais os limites dos pais do que as capacidades dos filhos. Por isso, ao invés de fugir desta sadia responsabilidade, devemos abraça-la ainda com mais dedicação.
Quanto ao cansaço, esse é uma marca do sofrimento físico de quem ama. Um corpo sem as marcas do sofrimento, das exigências de quem se doa ao outro é um corpo que reflete muito mais o que faço para mim do que o que faço pelos outros. O corpo de quem ama é esculpido pelo amor e não pelas academias, por isso, nossos melhores “personal trainers” são nossos filhos. Um corpo que se desgasta por amor é um corpo sarado sim, mas sarado no sentido de ser curado a todo instante de um possível egoísmo ou fechamento aos outros.
Sempre confesso meu cansaço ao cuidar das crianças, mas ajudar nas tarefas de casa, dar as refeições, conviver com meus filhos, poder sorrir com eles, ouvir suas palhaçadas, consolar as dores das suas quedas, fingir que eles são engraçados, dar atenção, corrigir seus erros, tirar as dúvidas brincar, contar histórias, escovar os dentes, brigar, cantar e rezar com eles é um grande presente de Deus.
Concluo dizendo que só sabe educar quem decide amar. Definitivamente, amar não é uma emoção agradável, nem um sentimento gostoso, como descer numa montanha russa. Amor é uma decisão séria e comprometida que envolve em primeiro lugar a felicidade do outro e não a minha. Amar é um sim mútuo entre dois imperfeitos que se escolhem. Amar é decidir-se por fazer o que é melhor pelo outro ainda que isso custe o meu tempo, meus planos, meu sono, minha beleza, minhas últimas energias. Com alegria digo que Deus não me deu o dom da vida para ser retido, afinal, o que guardamos demais acaba perdendo a validade e apodrecendo. Nunca o cansativo cuidado com os meus filhos aliviou tanto meu cansaço.
Por fim, posso dizer, não se descansa apenas dormindo. Descansa-se acima de tudo amando e servindo aos outros. Quando se ama de verdade, até o sono é uma forma de amar, pois o repouso nos fará servir melhor aos outros ao despertar. Por essas e outras razões, posso afirmar que os filhos são uma escola de amor!

Renato, Luciana, Teresa, Laura, Tomé e Francisco, vocês são muito especiais para nossa família e seu testemunho de amor e servidão ao Senhor nos aproximam dEle a cada dia mais. Shalom! AE!


Nessa foto, três famílias que aceitaram o desafio de cumprirem a Vontade de Deus

domingo, 26 de agosto de 2012

O Terceiro Filho

          Impressionante como nossa vida é sempre repleta de cobranças. Como moro em cidade pequena e todos praticamente se conhecem desde que nasceram, é comum ouvir muitas perguntas e conselhos (mesmo sem pedi-los). 

No namoro: "Nossa! Mas já?! Você não é muito nova?" (comecei a namorar meu marido quando eu tinha 13 anos)
Depois dos primeiros anos de namoro: "Vocês não vão se casar nunca?" (namoramos por quase 10 anos)
No primeiro ano de casados: "Quando vem o primeiro filho?"
Minha filha recém-nascida: "Tá mamando no peito? Não?! Como pode? Você não está fazendo direito!" (Clara não 'pegou' peito de maneira alguma)
No aniversário de 2 anos da minha filha: "Já está na hora de encomendar o irmãozinho!" (eu já estava grávida mas ainda não tínhamos anunciado)
Logo na primeira semana de nascido do meu caçula: "Tá mamando?" Sim! "Você ligou, né?!" Não, não liguei! "Você está doida? Quer mais filhos pra quê???"

          Para essa última pergunta, respondo através das palavras de um amigo (apesar de não conhecê-lo pessoalmente):

Ao saber que estamos no terceiro filho, uma pessoa me disse: "Ih... Pois saiba que o mundo foi feito pra quem tem no máximo dois filhos!"...Nao aguentei e respondi: E quem disse que gero filhos para esse mundo minha senhora? Uma familia catolica tem seus filhos para povoar o Céu e não nossas cidades, queremos gerá-los para a eternidade, é lá que desejamos encontrá-los um dia, a herança que tenho para deixar para meus filhos é a fé, o amor de Deus e a santidade, todo resto é consequência. O bem-estar que ofereço é aquele que Divina Providencia nos conceder" ... Pelo silencio acho que ela entendeu...


*** Antes que me perguntem: Não, não estou grávida de novo... Ainda! :)


 

sexta-feira, 30 de março de 2012

"Estas Mãos Inquietas"



Estas Mãos Inquietas
Servir foi teu destino.
Se descobres uma pequena mancha,
ou um botão ausente,
logo te levantas,
com tuas mãos inquietas,
disposta a servir.
Serviste longamente.
Teu destino foi servir.
Queres limpar os sapatos,
queres costurar as roupas,
queres lavar o que está sujo,
as meias,
os corações.
Caminhas pelo mundo como um anjo.
Nasceste para ajudar.
Com que delicadeza,
com que pressa,
te levantas e te debruças,
ó infatigável enfermeira,
ó ser misericordioso e humilde.
És tão prestativa,
tão solícita,
tão serena em meio a todos os pesares,
tão fiel a ti mesma, a teu destino.
Tens o gosto do próximo,
do pobre,
do sofrimento que ninguém viu
e tu vês, tu descobres,
ó humana criatura.
Como um anjo serviste.
Insaciável, tu prossegues.
Tens a vocação do serviço –
- a pequena mancha,
o botão caído,
o sapato a engraxar ou a limpar,
a cotidiana tarefa, que ninguém percebe,
tu cumpres tudo isso,
como um ritual secreto,
que é a vida de tua vida,
a essência de ti mesma,
a verdade do teu destino,
leve,
gracioso,
………..verdade nítida. 
(Antônio Carlos Vilaça, Poema inédito, 11-09-1968)

                    Obrigada, Sérgio, meu amado, pelo carinho sempre... Você tem o poder de me surpreender a cada dia com seus gestos e palavras (ditas e escritas). Te amo!!!

sexta-feira, 16 de março de 2012

"As melhores clientes do mundo!"

Entrei no site Carinhas (coisa que faço sempre!) e olha só o que vi:


Minha vontade é encher a casa de Carinhas por todo lado... Um dia eu chego lá ;)

domingo, 22 de janeiro de 2012

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21/01 
* Ontem foi um dia muito especial: meu caçulinha completou 1 aninho e eu e Sergio completamos 16 anos de namoro. Não tenho palavras para agradecer a Deus tamanha felicidade!!! Mas não posso deixar de agradecer a meus amados que estão sempre ao meu lado me suportando, amparando e cuidando de mim. 
Ritinha Souza e Fernanda Falco: vcs são minhas bengalas... sem vcs não sei caminhar. Minhas comadres queridas! Amo vcs duas de uma forma especial e única. Obrigada por tudo! 
Matheus Huguenin: meu irmãozinho caçula, meu ajudante, meu babá nº3... Obrigada, irmão, por cuidar dos meus filhos enquanto eu fico resolvendo meus rolos. Te amo! 
Gustavo Curty Huguenin: Primoooooooooooooooooooo... Nada do que eu faça será suficiente para agradecer tudo que vc fez e sempre faz por mim e por minha família. Vc é nota 1.000.000.000... Sou sua fã! Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada... e me perdoe pelas chateações... te amo, viu ;) 
Janilson Faria Meirelles: pai, vc e a mamãe são tudo pra mim... e quando digo tudo é tudo!!! Obrigada por sempre abrir mão das suas próprias coisas pos mim e meus filhos. Amo vcs mais que a mim mesma!

 20/01
* Hoje faz 16 anos que eu e minha adorável esposa começamos a namorar. Com ela eu aprendi a ser homem e a conhecer a Deus. Foi ao seu lado que tive as minhas "experiências" com Deus e é com ela que caminho, caindo e levantando, na estrada rumo ao Céu. Com ela subi ao Altar de Deus para unir nossas vidas para sempre. Com ela tive Clara e João. Com ela chorei e choro, e sorrio, e me rejubilo, e canto, e ouço seu canto. Ela sabe meus segredos. Com ela tenho uma família. Estou com ela até o fim. Só com ela. E não abro mão. Que venham os anos! (por Sérgio, meu esposo)

* Hoje faz 1 ano que eu comecei a ter mais motivos pra sorrir; faz um ano onde eu ouvi o seu primeiro choro e já me apaixonei mais ainda; faz um ano onde meu amor, minha vontade de amar se tornaram maiores ainda; faz 1 ano que Janine de Souza e Sergio de Souza me deram um dos presentes mais lindo, o sorriso mais lindo, o olhar mais lindo, o carinho mais lindo! Hoje, meu lindo afilhado, o meu tão amado tá ficando um homenzinho e comemora se 1º aninho. Se nós aqui estamos tão felizes, imagina o céu?! Sem dúvidas nenhuma está em festa. Comemorando o dom mais lindo, que é o dom da vida. Dom da vida de João. E peço a Deus, pela intercessão do Beato João Paulo II, que o abençoe e lhe faça crescer em graça e sabedoria. Dinda Fefé ama você, meu Pequeno Príncipe! =) (por Fernanda, minha comadre)

* Um ano de nosso amado JOÃO! De onde vem seu nome: do Batista, do Evangelista, do Giovanni, depois Francisco, de João Paulo II? Seu próprio pai já declarou que a principal inspiração foi o beato João Paulo...Meu neto tem nome de santo e nasceu no dia de um grande santo: Sebastião! Louvo a Deus por trazê-lo à vida já num rastro de santidade, numa família que luta para viver o Cristo, o Evangelho.Isso tudo é uma imensa riqueza, a única que verdadeiramente nos importa.Para João só desejo um bem, o maior de todos os bens: que ele cresça no conhecimento profundo de Jesus Cristo, num grande encontro de amor que dure eternamente! (por Angela, minha sogra)