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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Olavo em Família

"A família é um lugar de amor, compreensão e ajuda mútua, não uma fábrica de gente bem comportadinha. O fato é que nunca tive uma discussão azeda com qualquer dos meus filhos. Simplesmente nunca."
"O que sempre ensinei aos meus filhos foi : 'Deus te deu um pai para te ajudar, não para te encher o saco'."
"Posso ter sido um pouco severo com os filhos mais velhos, mas logo aprendi que não é o certo."
"Também acho uma bobagem essa coisa de 'pai amigo'. Pai é pai, é o sujeito a quem você recorre na hora do aperto com a certeza de não ser deixado na mão, não um pateta da sua idade que joga futebol e toma uma cervejinha com você e depois lhe vira as costas quando você pede um dinheiro emprestado."
"Nunca na minha vida torrei o saco de um filho meu com aquela coisa de 'Porra, você nunca vem me visitar'."
"Aristóteles foi excelente pai de família. É o exemplo máximo."
"... se conheço meu pai, ele diria: 'ô filha, que bom, mais um netinho, família tem que ser grande', e aguentaria infinitamente o vagabundo. Meu pai é o contrário do 'chefe de máfia'." (Luiz Gonzaga, filho do Prof. Olavo)
"Gugu, obrigado pelo depoimento que, vindo dessa fonte, vale por mil."


As obrigações de um pai na educação dos filhos são: 
(1) Dar o exemplo e não exigir que o sigam com perfeição; 
(2) Ser gentil sempre, para que aprendam a ser gentis. Não gritar, para que não aprendam a gritar. 
(3) Protegê-los, de preferência sem que eles percebam. 
(4) Guardar uma certa distância, uma atitude de dignidade, não só para impor respeito, e sim também para lhes dar espaço de viver suas próprias vidas, mas estar sempre à disposição deles quando o procuram. 
(5) Compreender que você está aí para amá-los, e não para fazer deles a imagem de tudo o que você não conseguiu ser. 
(6) Quando pedem alguma coisa, dar a mais.
(7) Perdoar sempre e sem demora. Isso funciona.

Fonte: Esses trechos foram retirados de sua página no facebook

domingo, 16 de junho de 2013

Dica de Leitura: Bisa Bia, Bisa Bel


          Quando eu era bem pequena tive uma bisavó muito presente. Era minha verdadeira amiga, fazia roupinhas para minhas bonecas, deixava eu raspar a bacia da massa do bolo, me enchia de carinhos e elogios. Era minha Bibi.
          Certo dia, quando eu tinha por volta de 8 anos, depois de uma lindo domingo em família, o Senhor resolveu atender o pedido de Bibi e 'levá-la' para Seu convívio depois de um dia feliz e dormindo - esse era pedido recorrente em seus terços diários (aprendi a rezar o santo terço com ela inclusive). Desde então senti muito sua falta. E demorei a aceitar o fato de sua partida.
          Na escola, não me recordo bem o ano, enquanto ainda sofria com a ausência de Bibi, foi-se aplicado o livro "Bisa Bia, Bisa Bel" de Ana Maria Machado, que conta a história da relação de uma menina chamada Isabel com sua bisavó Bia que conheceu em um retrato de quando ela era pequena. De cara me identifiquei com o livro.
          Ana Maria Machado conta que escreveu esse livro pela saudade que sentia das avós e queria contar sobre elas para os filhos. Não imaginou que fosse fazer tanto sucesso, chegando a ser considerado um dos dez mais importantes livros infantis do Brasil. Sua narrativa lúdica traz as diferenças nos objetos e costumes vividos por diferentes gerações e as marcas que nossas relações amorosas deixam na nossa personalidade.
          Se você ainda não o leu, leia! Apesar de ser considerado um livro infantil, mexe muito com nossas lembranças e nos faz repensar muito do que queremos deixar como herança para nossos filhos. Esse é um daqueles livros que não basta pegá-lo na biblioteca, é preciso tê-lo em casa para que nós, nossos filhos e, um dia, nossos netos o leiam e releiam sempre.

primeira página do livro
casamento dos meus pais em 1981 -  na foto com meus bisavós - a Bibi a que me refiro é a de óculos


domingo, 2 de junho de 2013

Dica de Leitura: Poesia na Varanda

          Qual é a criança que não se derrete toda quando o papai ou a mamãe chegam com um belo livro e o contam com prazer e ternura?
          O Poesia na Varanda é um ótimo livro para os pequeninos e ideal para ser lido à cama. Com versos claros e suaves, Sonia Junqueira faz brotar poesia não somente do chão, mas das folhas de um belo livro. As ilustrações de Flávio Vargas dão vida às suas palavras e nos encantam de maneira profunda.
          Fica a dica ;)


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Come, meu filho


Clarice Lispector

- O mundo parece chato mas eu sei que não é. Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.
-...
- Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato, mamãe?
- Chat... raso, quer dizer.
- Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?
- Irreal.
- Por que você acha?
- Se diz assim.
- Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?
- Parece.
- Onde foi inventado feijão com arroz?
- Aqui.
- Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?
- Aqui.
- Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?
- Às vezes.
- Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!
- Não.
- E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.
- Não fala tanto, come.
- Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?
- Adivinhou. Come, Paulinho.
- Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

"Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998

primeira papinha do João em 20/07/2011



sábado, 5 de novembro de 2011

Leia para uma criança

Chegou a coleção de livros da Campanha "Leia para uma Criança" que o Banco Itaú está promovendo.
Foi super fácil ganhar, foi só entrar e me cadastrar no site.

Os livros são:

Chapeuzinho Amarelo


Adivinha quanto eu te amo


Festa no Céu


Nem preciso dizer o quanto Clara amou e o quanto ficamos felizes em poder ampliar sua biblioteca com bons livros...
No mesmo dia já lemos os três váááááááárias vezes.

Viva a leitura!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A vida e a morte... como lidar com elas?

  Um texto para refletirmos no dia de hoje:



“Recentemente, um amigo contou-me uma história sobre a conversa de uma menina e um menino, gêmeos, ainda no útero. A irmã disse ao irmão:
- Acho que há vida depois do nascimento.
Ao que o irmão protestou veementemente:
- Não,  não, isto é tudo o que existe, um lugar escuro e aconchegante. Não temos nada a fazer senão nos agarrarmos ao cordão que nos traz alimento.
A garotinha insistiu:
- Deve haver algo mais além deste lugar escuro. Tem de haver outra coisa, um lugar iluminado, onde haja liberdade de movimento.
Ainda assim, ela não conseguiu convencer o irmão gêmeo. Depois de um momento de silêncio, ela replicou, hesitante:
- Quero dizer outra coisa e temos que você não acredite, mas acho que existe uma mãe.
O irmão ficou furioso e gritou:
- Uma mãe! Do que você está falando! Nunca vi uma, nem você. Quem pôs essa idéia na sua cabeça? Eu já lhe disse, este lugar é tudo o que possuímos. Por que está querendo mais? Afinal, não é um lugar tão ruim assim. Temos tudo de que precisamos, então nos contentemos.
A irmã sentiu-se esmagada pela resposta do irmão e durante alguns minutos não ousou dizer uma palavra sequer. Mas não podia abandonar suas idéias e, já que não tinha ninguém com quem conversar, além do irmão gêmeo, disse, por fim:
- Você não sente de vez em quando esses apertos ? São bastante desagradáveis e, às vezes, até dolorosos.
- É verdade – ele respondeu. – E o que há de especial nisso?
- Bem – disse a irmã. – Acho que esses apertos existem porque estão nos preparando para outro lugar, muito mais bonito que este, onde veremos nossa mãe face a face. Não acha isso emocionante?
O irmão não respondeu. Estava farto daquela conversa tola e julgou que a melhor coisa a fazer era simplesmente desconsiderá-la e esperar que a irmã o deixasse em paz.

Essa história nos ajuda a pensar em nossa morte de uma nova maneira. Podemos viver como se esta vida fosse tudo o que temos e a morte fosse absurda, como se fosse melhor não tocar nesse assunto. Ou podemos reclamar nossa infância divina e acreditar que a morte é a passagem dolorosa, porém abençoada que nos colocará face a face com o nosso Deus.”

Texto retirado do blog O Camponês
Fonte:  Henri Nouwen,  Nossa Maior Dádiva – meditação sobre o morrer e o cuidar. Edições Loyola, 1994. PP. 31-32.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

" Vai Dormir, P*##@ "

Não se espantem com o título do post!!!
Esse é o nome de um livro recente, mas que já virou best-seller. O livro Go the Fuck to Sleep, do americano Adam Mansbach, está na lista dos 100 mais vendidos da Amazon, a maior livraria online do mundo. "Vai Dormir, P*##@" foi escrito para pais que não têm mais de onde tirar histórias e carneirinhos na hora de colocar as crianças na cama. O livro procura capturar a frustração desses pai que, com certeza, alguma vez já disse, mesmo que mentalmente, essa frase.
Li uma resenha no jornal O Globo e confesso que fiquei bem inclinada a comprá-lo (já que há 7 meses e meio não sei o que é dormir rs).
Uma versão sem palavrões está sendo preparada, pelo autor, para crianças. Acho que consigo esperar até lá, né ;)




terça-feira, 9 de agosto de 2011

Filhos e Livros

Lá em casa o que não falta é livro pra tudo que é lado. Meu marido é viciado em livros e minha filha vai pelo mesmo caminho (e eu adoro isso!)

Daí que li um artigo sobre o livro certo para cada criança e resolvi postar aqui. Vale a pena ler e depois dar uma passadinha na livraria ou biblioteca mais próxima ;)