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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

As 10 coisas que uma mãe NÃO deve dizer à outra!

     Quando acabamos de ter nossos filhos (principalmente o primeiro), ficamos superinseguras. É um mundo totalmente novo e queremos vivenciar todos os momentos intensamente e curtir os pequenos minuto a minuto.
         É nesse cenário que chega outra mamãe “mais experiente” e começa a fazer as famosas comparações! É verdade que muitas vezes elas não são feitas com maldade mas, mesmo assim, são coisas que ninguém gosta de ouvir. Esse tipo de comentário nos faz sentir como “mães-ruins”. E a insegurança que já estava alta, bate no topo do ponteiro! Sem falar que faz parecer que nossos filhos são menos capazes e espertos…

1) Seu filho não anda??? Nossa, o meu já dá cambalhotas!
Uauuuuuu, parabéns!!!! Gente, dá licença que o menino prodígio chegou!
Como é CHATO esse tipo de comparações!! Na boa, qual o intuito: valorizar o filho dela ou diminuir o seu??


2) Ele tem 1 ano e apenas dois dentes??? O meu, com três meses já tinha cinco!
Querida, nesse caso, o estranho é o seu filho!!
O que acontece é algumas mães acabam falando coisas que ficam na cara que foram inventadas! Resultados de estudos realizados no Reino Unido pelo site Netmums, dizem que as mães mentem ou escondem fatos sobre a forma como cuidam dos filhos em conversa com outras mães ou com seus próprios pais. 69% das 5.000 mulheres que participaram da pesquisa admitiram ter escondido a verdade sobre a facilidade com que lidam com as exigências da vida familiar ou com relação à educação de seus filhos!


3) Meu filho de 8 meses faz aulinhas de música, natação, artes, culinária, judô… E o seu? Não faz nada?
Não. Prefiro que meu filho brinque em casa e fique comigo!
Coitada da criança… EU fico cansada de ouvir a quantidade de atividades que um bebezinho faz hoje em dia. Especialistas dizem que crianças de até dois anos precisam brincar muito. A partir daí, algumas rotinas podem ser impostas, mas sempre respeitando seu ritmo! A agenda lotada do pequeno pode deixá-lo estressado e refletir em uma atitude agressiva, irritação, desatenção, pesadelos, ansiedade, choro excessivo, impaciência e dificuldade de relacionamento interpessoal. Temos que ficar atentas!


4) Você NÃO o colocou na escola bilíngue? Mas quem não sabe falar inglês, fica fora do mercado de trabalho!
Ah, tá bom!! Só existe essa possibilidade para uma pessoa aprender a falar inglês?
Eu escuto bastante essa… Acho superbacana escola bilíngue, mas cada um faz sua escolha, certo? Cada um decide o acha melhor para seu filho!


5) Ele AINDA usa fraldas? Nossa, o meu parou de usar com um ano e um mês!
Ok, eu sou uma péssima mãe, meu filho é atrasado ou o seu filho é incrível? O que você quer escutar?
Como disse acima, cada um tem o seu ritmo!!


6) Não pode dormir no colo! Depois acostuma! Meu filho dorme sozinho no berço!
É você que vai carregar meu filho à noite para dormir?
Eu ouvi MUITO isso, porque os meus dormiam com balancinho. E hoje dormem sozinhos, sem mágica nenhuma. Tudo no seu tempo!!


7) Nossa, ele tá com a mão fria! Coloca um casaquinho nele, tadinho!
Tadinho por quê, minha filha?
Isso me incomoda, sabia? Parece que eu não estou sabendo cuidar deles direito e que sou desatenta… A mão pode até estar friazinha, mas pode deixar que eu estou cuidando dos meus filhos!


8) Meu marido é quem acorda todas as madrugadas e faz todas as trocas de fraldas. E o seu?
O meu, graças a Deus, é um SUPER paizão!! Não troca as fraldas, não acorda nas madrugadas (e nem acho que isso seja necessário), mas é um pai muito presente, muito carinhoso, alucinado pelos filhos e vice-versa. Para mim, isso é o mais importante!!
As comparações são tantas que são transferidas até para nossos maridos!


9) Nossa, quanto você engordou na gravidez? Já voltou ao seu peso? Eu voltei ao meu peso normal em dois meses!
Não sei o que responder… O que é que se faz com uma pergunta dessas? Senta e chora? Bate? Finge que não escutou? Ou dizer: “Jura? Nossa, não parece que você já perdeu tudo!! Tem certeza?”…
Esse tipo de pergunta, especificamente, acho que é de maldade. Todas as outras podem ser mera curiosidade, mas essa… Uma recém-mãe realmente não fala para a outra na boa intenção, não acham?


10) Ele senta? Ele engatinha? Ele anda? Ele fala? Ele come sozinho? Ele bate palminhas? Ele… Ele… Ele…
A lista é imensa!! A verdade é que essas perguntas e comparações sempre existirão e não existe certo e errado! Cabe a nós filtrarmos o que realmente importa. Se o pediatra disser que há algum tipo de atraso no desenvolvimento de nossos filhos, devemos ir mais fundo e talvez nos preocuparmos mas, fora isso, vamos tentar levar na esportiva! E, principalmente, vamos seguir nossa intuição de mãe! O fundamental é darmos muito amor, segurança e respeito para os nossos pequenos. Para o resto, digam simplesmente: eu sou diferente de você e você é diferente de mim!!!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Anvisa proíbe a venda de 25 alimentos infantis

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda de todos os lotes de 25 alimentos infantis sem registro da empresa Nutrifam, de Votorantim (SP).
A proibição vale para sopinhas, risoto e sobremesas, entre outros alimentos. Vale lembrar que todos os produtos destinados ao público infantil precisam ser aprovados pela Agência.
Conversamos com a Anvisa para entender a proibição e, o mais importante, saber como consumir alimentos com segurança. Confira.

Na notícia liberada pela Anvisa, a agência alega que proibiu a venda porque os produtos estão sem registro, no entanto, a maioria dos alimentos é isenta de registro. Como isso é possível?
Anvisa: A resolução-RDC 27/2010 prevê obrigatoriedade de registro para seis categorias de alimentos, consideradas de maior risco sanitário, dentre elas, os alimentos infantis. Portanto, todos os alimentos destinados a lactentes (criança de zero a 12 meses de idade incompletos) e a crianças de primeira infância (criança de 12 meses a 3 anos de idade) devem ter registro na Anvisa.

Existe risco em ingerir tais alimentos?
Anvisa: Não há como saber se o alimento apresenta riscos à saúde até que ele possua registro e seja avaliado pela Anvisa.

Os produtos destinados ao público infantil precisam ser aprovados pela Agência. Como se dá a regularização destes produtos? Como o consumidor pode ter certeza que o produto foi aprovado pela agência?
Anvisa: Há uma série de normas relativo aos produtos destinados ao público infantil. A Anvisa possui em seu portal, uma área exclusiva para Consulta de Produtos e Notificação de problemas encontrados no uso dos produtos sob vigilância sanitária. Além disso, a Agência também disponibiliza de um número de telefone para o atendimento ao cidadão, que é o 0800-642 9782.

Veja a lista de produtos proibidos pela resolução da Anvisa, segundo o portal da Agência:
- Sopa de fubá marca Nutrifam Baby
- Sopa de legumes com arroz marca Nutrifam Baby
- Sopa tradicional com carne marca Nutrifam Baby
- Sopa de abóbora com espinafre marca Nutrifam Baby
- Sopa de mandioquinha com beterraba marca Nutrifam Baby
- Caldo verde marca Nutrifam Baby
- Sopa de beterraba marca Nutrifam Baby
- Sopa de mandioquinha e hortaliças marca Nutrifam Baby
- Sopa tradicional de frango marca Nutrifam Baby
- Sopa de macarrão com beterraba marca Nutrifam Baby
- Canja marca Nutrifam Baby
- Sopa completa de batata marca Nutrifam Baby
- Sopa de grão de bico marca Nutrifam Baby
- Sopa de soja marca Nutrifam Baby
- Sopa de feijão branco marca Nutrifam Baby
- Sopa de lentilha marca Nutrifam Baby
- Sopa de ervilha marca Nutrifam Baby
- Sobremesa de salada de frutas marca Nutrifam Baby
- Sobremesa de maçã com ameixa marca Nutrifam Baby
- Sobremesa de manga marca Nutrifam
- Risoto de frango marca Nutrifam Crescer
- Strogonoff de carne marca Nutrifam Crescer
- Jardineira de legumes marca Nutrifam Crescer
- Espaguetti à bolonhesa marca Nutrifam Crescer
- Espaguetti com frango marca Nutrifam Crescer


Fonte: Bebe.com.br

domingo, 5 de maio de 2013

Nadando contra a maré

          Meu marido, exemplar leitor de todo tipo de assuntos, me indicou algumas matérias muito interessantes que tudo a ver com o Mãe Humana.
          Um que me chamou muito a atenção é de um site português Pais&filhos, onde o escritor vai de encontro a muitas regras que a sociedade nos impõe acerca de sono, alimentação e cuidados com o bebê. A matéria "Para criar um bebê só é preciso senso comum" tem muito a ver com o que penso e com o que muitas mães vivem no dia-a-dia. Vale a pena ler cada palavra e repensar nossos atos com nossos filhos e os conselhos que espalhamos por aí.
          

Para criar um bebé só é preciso senso comum

O pediatra espanhol Carlos González, autor do livro Bésame Mucho, regressou a Portugal, a convite do projeto Mamar ao Peito, para uma conferência sobre amamentação. Em entrevista à Pais&filhos, falou dos temas que mais preocupam os pais. Basta ouvi-lo, lê-lo, para se ficar com a impressão de que ter filhos é a coisa mais fácil do mundo.

* Porque é que as crianças resistem tanto ao sono? Porque é que tantas vezes não querem dormir?
A minha teoria é que os bebés, na nossa sociedade, têm medo de ficarem sozinhos. A maioria das mulheres do mundo anda com os filhos às costas todo o dia. A nós, europeus, custa-nos compreender que somos muito poucos e que, na maior parte do mundo, não é como nós fazemos. Na maior parte do mundo, os bebés andam às costas da mãe durante todo o dia e dormem com a sua mãe à noite. Para os bebés africanos ou peruanos, que andam nas costas da mãe todo o dia, é igual estarem a dormir ou estarem acordados, porque adormecem e acordam e continuam junto da sua mãe. Mas, na nossa sociedade, assim que o bebé adormece pomo-lo no berço. Então, os bebés europeus passam várias vezes por dia pela experiência de que estão com a sua mãe quando adormecem e quando acordam estão sozinhos. E eu penso que chegam à conclusão de que é melhor não dormirem. Porque, senão, a mãe vai embora.

* Há muitas críticas ao co-sleeping. Que prejudica a autonomia da criança, que estraga o casamento…
Se não prejudica o marido, não vai prejudicar o bebé. Há muitas mulheres que dormem com os seus maridos e isso não prejudica a sua independência, o seu crescimento, não acontece nada.

* Mas não pode prejudicar a relação?
Todos os nossos avós dormiam com os filhos e tinham muitos mais filhos do que agora… De alguma maneira se consegue.
(abre o livro de Fernando Pessoa e lê)
“Quando eu morrer, filhinho,/Seja eu a criança, o mais pequeno./Pega-me tu ao colo/E leva-me para dentro da tua casa./Despe o meu ser cansado e humano/E deita-me na tua cama./E conta-me histórias, caso eu acorde,/Para eu tornar a adormecer./E dá-me sonhos teus para eu brincar/Até que nasça qualquer dia/Que tu sabes qual é.
Isto era o normal em 1914.


* A solução para as crianças que acordam muitas vezes à noite é levá-las para a cama dos pais?
O problema é que existe uma grande desconfiança em relação às mães e a tudo o que elas fazem. A desconfiança existe na sociedade e nas próprias mães, que não têm confiança em si próprias. Os bebés acordam várias vezes durante a noite, principalmente a partir dos quatro meses. Se eu digo: «Quando o bebé acordar de noite, faz-lhe uma massagem» e a mãe faz e o bebé adormece. A mãe pensa: «Que bem que funciona a massagem». Se digo para pôr a cama virada para oriente, seguindo as indicações do Feng Shui, e ele adormece, a mãe pensa: «Que bom é o Feng Shui». Mas se digo: «Mete-o na cama contigo», e ele adormece, ninguém diz: «Que bom é ele dormir comigo». Em vez disso, dizem: «Este bebé não dorme, se não o ponho na minha cama não dorme». Ou seja, é algo que funciona, mas parece que é mau. E passa-se o mesmo com o chorar. Dizemos: «Este bebé só chora, enquanto não lhe dou colo não se cala». Mas se lhe dermos um medicamento e ele se calar dizemos que o medicamento é maravilhoso.
Os bebés são muito fáceis de criar, muito fáceis de cuidar, só há que usar um pouco o senso comum, ver o que funciona e o que não funciona, lembrarmo-nos de quando fomos crianças. Não é assim tão difícil.

* Porque é que tantas crianças não querem comer?
Quando dou uma conferência, estou numa sala com 100 mães e pergunto: alguma vez, algum médico ou enfermeiro lhes disse que o seu filho tinha pouco peso? Metade da assistência levanta a mão. Depois, pergunto: alguma vez, o seu médico ou enfermeiro lhes disse que o seu filho pesava muito ou estava gordo? Levantam a mão duas ou três. Como é possível que, num país onde o maior problema de saúde é a obesidade infantil, os médicos só encontrem três gordos e encontrem 50 magrinhos? Estamos loucos. Nós, os médicos, estamos a recomendar uma quantidade exagerada de comida e, às vezes, conseguimos que as crianças comam o que recomendamos. A obesidade infantil é devida, além de outros fatores, a milhares de médicos que dizem aos pais que os seus filhos têm de comer mais. Não é cair no absurdo de dizer que pese o que pese é normal e não tem importância. Há coisas que não são normais. O estar demasiado magro é estar fora do gráfico [de percentis]. O cinco por cento é normal, assim como o 95. Até o percentil um é normal.

* Os pais fazem muitas coisas para tentar convencer os filhos a comerem: o aviãozinho, cantam. Sei que é contra tudo isto.
Sim. Não há que fazer nada nunca para obrigar o bebé a comer. Nem coisas boas, nem coisas más. Nem dar-lhe castigos por não comer, nem dar-lhe prémios por comer tudo, nem distraí-lo para que coma. Porque um bebé saudável comerá o que precisa e um bebé doente não ganha nada se o obrigarmos a comer.

* Como é que uma mãe pode saber que o bebé está a mamar o suficiente?
Na realidade, é muito difícil saber. Serve de pouco ver quanto tempo o bebé está na mama, porque uns demoram mais tempo do que outros, uns mamam mais vezes do que outros. Costuma dizer-se às mães que vejam se o bebé faz chichi, se faz cocó. Mas isso é pouco útil e leva muitas mães a ficarem obcecadas, a apontarem sempre quando o bebé faz chichi e cocó. A única coisa que pode comprovar se o bebé está a comer bem é o seu peso. Por isso, é importante controlar o peso dos bebés nos primeiros dias, logo a partir dos dois, três primeiros dias de vida. Depois, é absurdo pesar um bebé todas as semanas. Basta olhar e vê-se que está bem. Mas é muito difícil dar confiança a uma mulher, porque parece que há como uma tendência espontânea para ter medo de tudo.  Penso que as mulheres necessitam é de informação, de apoio, acho que é muito útil ir a um grupo de mães durante a gravidez, sem esperar por ter um problema.

* Defende muito o natural, mas faz questão sempre de frisar a importância das vacinas…
Eu não defendo o natural, defendo o que é melhor para as crianças. Defendo que se deve dar colo às crianças. Porque é natural? Não, porque é o melhor para as crianças. Também acho que as crianças devem andar calçadas e isso não é nada natural.
Há gente muito tonta que diz que o poder dos laboratórios obriga as vacinas a estarem no plano de vacinação. Em Espanha, por exemplo, fecharam-se pisos inteiros de hospitais por causa da crise. Mas não se atrevem a retirar as vacinas do calendário. Se os laboratórios têm tanto poder, como permitiram que houvesse tantos cortes na saúde? O governo sabe que se cortasse a vacina da difteria, daqui a cinco anos haveria uma epidemia de difteria. É curioso como algumas pessoas usam a bandeira da Organização Mundial de saúde para defender o parto natural e a amamentação, mas se a OMS recomenda as vacinas dizem que está vendida aos laboratórios. Uma vacina nem custa dez euros. Houve alturas em que os governos quase tiveram de obrigar os laboratórios a fabricarem vacinas, porque elas são tão baratas que o seu fabrico não rendia.

* Os bebés têm mesmo cólicas?
Sim... mas as cólicas não são nada. É uma maneira de dizer que ele chora e não sabe o que se passa.

* Mas doi-lhes a barriga ou não?
Não há maneira de saber. Não lhe podemos perguntar o que se passa. O que sabemos é que uns bebés choram menos, outros choram mais. Alguns ficam bem no berço outros não. E sabemos que os bebés choram menos se lhes dermos mais colo.

* O colo e o mimo são a melhor solução?
Sim, claro. Há pessoas que dizem: «Se dás muito colo a um bebé, ele habitua-se». Se é assim, se o deixares chorar, ele também se habituará. Mas as duas coisas são mentira. Esta teoria da habituação é absurda. Muita gente crê que as crianças se habituam a tudo por repetição. «Se a pões na tua cama: habitua-se e não vai querer sair da tua cama. Se lhe dás colo: habitua-se e vai querer sempre colo.» Então se lhe puseres a fralda, habitua-se vai querer sempre fralda. É absurdo. Ninguém usará fralda aos 18 anos por causa disso. Quando o teu filho é criança faz coisas de criança e quando for adulto fará coisas de adulto. Não muda porque o educaste, muda porque cresceu.

* O que é que um bebé precisa para ser feliz e saudável?
Para ser feliz, basicamente, precisa da sua mãe (ou alguém que faça o papel da mãe). Para ser saudável… precisa de sorte. Há coisas que podem ajudar, mas, no fundo, é tudo uma questão de sorte.


* As crianças sabem o que têm de comer?

Todas as crianças sabem, todos os animais sabem. Um leão quando tem de comer come.  Um mosquito quando tem fome pica. Até um mexilhão, que não tem cérebro, sabe quando tem de comer. É automático.


* Mas as crianças, muitas vezes, preferem comer bolachas e iogurtes em vez de carne e peixe.

As crianças gostam mais de uns alimentos do que de outros. É normal. Nós adultos também. Mas os pais perguntam: «se as deixarmos comer o que querem não comerão só doces?» Uma criança de dois anos só comerá doces se em casa houver doces. Se os pais não querem que os filhos comam doces, não devem ter doces em casa. Devem ter em casa apenas a comida que achem que seja saudável. E assim, a criança poderá comer o que quiser, pois tudo será saudável.


* E os legumes e as verduras? Porque é que as crianças os odeiam tanto?

A maioria das crianças não gosta de verduras, não gosta de fruta, não gosta de sopa porque são alimentos baixos em calorias. As verduras são muito saudáveis, mas são mais saudáveis para os adultos e com o tempo o nosso gosto muda. De certeza que agora comes mais verduras do que há 20 anos. As crianças têm o estômago muito pequeno e se o enchem de coisas com poucas calorias não conseguem comer o suficiente. Em África, por exemplo, há crianças desnutridas, mas os pais estão bem. Porquê? Porque só comem mandioca e outras coisas que têm poucas calorias. Um adulto pode comer dois quilos de mandioca, mas às crianças essa quantidade não lhe cabe na barriga. E é por isso que quase todas as crianças preferem alimentos com muitas calorias, como massa, batatas fritas, pizza, bolos e a fruta que preferem é a banana, porque tem mais calorias. Há purés de verduras com menos de 15 calorias, não é comida!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Come, meu filho


Clarice Lispector

- O mundo parece chato mas eu sei que não é. Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.
-...
- Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato, mamãe?
- Chat... raso, quer dizer.
- Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?
- Irreal.
- Por que você acha?
- Se diz assim.
- Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?
- Parece.
- Onde foi inventado feijão com arroz?
- Aqui.
- Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?
- Aqui.
- Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?
- Às vezes.
- Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!
- Não.
- E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.
- Não fala tanto, come.
- Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?
- Adivinhou. Come, Paulinho.
- Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

"Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998

primeira papinha do João em 20/07/2011



domingo, 9 de dezembro de 2012

Vinte sugestões para o seu filho amar comidas saudáveis


Já que é nos primeiro anos de vida que se aprende a comer, conheça as principais sugestões de especialistas para oferecer uma boa educação alimentar ao seu filho
Um estudo americano publicado na revista Clinical Pediatrics, depois de avaliar crianças e adolescentes obesos, concluiu que é nos primeiros anos de vida que uma pessoa aprende a comer, pois descobriu que mais da metade já se encontrava nessa situação aos 2 anos de idade. Segundo os pesquisadores, os hábitos alimentares aprendidos nessa primeira fase orientam a criança em seu futuro e são difíceis de serem modificados. Justamente nesse período, os pais têm mais dúvidas à mesa tentando cumprir bem o seu papel. Conheça as principais sugestões dos especialistas para oferecer uma boa educação alimentar ao pequeno.



1. Seja o exemplo
Papai e mamãe são os maiores exemplos, mas isso nem sempre é bom. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, 40% dos adultos brasileiros são obesos, o que prova: a alimentação dos pais não reflete bons hábitos. Não adianta nada o casal acostumado a pedir sanduíche no almoço e comida chinesa no jantar imaginar que ensinarão o filho a comer saudavelmente. Se ele não presenciar a mãe saboreando uma deliciosa salada, não vai fazer o mesmo. Iniciar as modificações desses hábitos ainda durante a gravidez - que também exige uma boa alimentação - dará mais tempo para efetivá-las até que o bebê comece com as papinhas. A mudança, em geral, é difícil, principalmente nas primeiras semanas, mas o investimento vale a pena. Caso a criança vá ficar aos cuidados de outra pessoa, como parentes e berçários, verifique como é a conduta deles também.

2. Aprenda a cozinhar
Segundo a maioria dos especialistas, o fato de as famílias comerem de maneira inadequada tem a ver com a falta de tempo e a disposição para cozinhar. Primeiro passo: distribua tarefas e organize os horários para que alguém consiga ser o cozinheiro. Muitas pessoas descobrirão que preparar um prato saudável requer menos tempo do que se imagina. Pedir ajuda a parentes, amigos e vizinhos gourmet também é uma boa dica. Já existem no mercado livros de culinária destinados aos cozinheiros de primeira viagem, com fotos e textos bem didáticos. Quando aprendem a cozinhar, os pais também ficam mais conscientes sobre as vantagens de uma alimentação saudável. E podem (por que não?) descobrir um prazer nisso.

3. Diversifique a papinha
Uma boa papinha precisa incluir os três grupos alimentares: construtores (carnes de boi, de frango e de peixe, feijão, ervilha, proteínas), energéticos (arroz, macarrão, batata, carboidratos em geral) e reguladores (legumes, verduras, fibras). Diversifique bastante. Oferecer o máximo possível de variedades de alimentos é importante para garantir o fornecimento de todos os nutrientes necessários ao crescimento do bebê. É importante também para ele conhecer e se acostumar com a comida, descobrir suas preferências e tolerâncias. Quando é colocada em contato com muitos tipos de alimento, a tendência da criança é aceitar tudo, incluindo frutas, legumes e verduras. Quanto menos variado for o cardápio, mais seletiva ela será, principalmente na adolescência, o que pode prejudicar seu desenvolvimento e até o futuro controle de peso.

4. Prepare combinações apetitosas
Comida de criança tem de ser gostosa e não apenas uma soma de ingredientes. Crie combinações que um adulto também apreciaria, com bom senso, levando em conta os diferentes sabores e as misturas possíveis - e cabíveis. Não é recomendável utilizar sal, pois os alimentos já contêm sódio suficiente para suprir as necessidades diárias de uma criança - em excesso, ele causa hipertensão e problemas renais. Personalize a receita com temperos in natura, como cebola, alho, salsa, cebolinha e outras ervas, para deixar a papinha mais gostosa. Comida malfeita desestimula o bebê a gostar de comer.

5. Respeite cada fase
Respeitar cada fase até os 2 anos incentiva o apetite infantil. Sem os dentes não tiverem nascido, o bebê consegue apenas ingerir papinhas pastosas, preparadas com alimentos amassados (jamais batidos no liquidificador). Depois disso, a consistência deve caminhar gradualmente para uma sopa pedaçuda. Entre os 8 e 9 meses de idade, já é possível oferecer alimentos macios em pedaços. Carnes podem ser moídas, picadas ou desfiadas. Quando a mastigação não é estimulada, a criança tende a não aceitar saladas, carnes em pedaços, frutas e alimentos que exijam mais, principalmente os que são boas fontes de proteínas e fibras.

6. Ofereça muita água
Acostume seu filho a beber água ou ele poderá crescer sem esse hábito. A água é muito importante na infância para ajudar no bom funcionamento do intestino e diminui o risco de problemas como dores de cabeça e musculares, dificuldade na digestão e sobrecarga nos rins. Não existe uma recomendação médica específica sobre a quantidade, mas ofereça depois das refeições - nunca durante - e entre elas. Faça o mesmo com os sucos. Com o tempo, a própria criança aprenderá a indicar que está com sede.

7. Evite as guloseimas
Evite açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas sempre, mas, principalmente, nos dois primeiros anos. São alimentos de grande valor calórico e sem nenhum nutriente, além de não acrescentarem nada ao organismo. Muitos contêm aditivos químicos. Um bebê criado saudavelmente vai entender que a sobremesa é fruta, e não doce. Mesmo que mais para a frente tenha contato com as guloseimas, a criança terá outra relação com elas.

8. Deixe a criança comer o quanto quiser
Até os 2 anos, ela tem a capacidade de saber exatamente quando está saciada e obedece a essa ordem do organismo. Se os pais insistem para que ela se alimente mais, acabará fazendo isso para agradá-los e corre o risco de perder tal habilidade. Não saberá mais distinguir quando a fome acabou. Com o tempo, seu estômago pode dilatar, aumentando o risco de se tornar uma pessoa obesa.

9. Observe o quanto seu filho come
Cuidado com o quanto oferece de comida. Uma grande quantidade pode assustar a criança e até desestimular seu apetite. A tendência do adulto é fazer o prato semelhante ao seu, esquecendo que o estômago infantil é menor - a capacidade gástrica de um bebê de 1 ano, por exemplo, é de 250 ml, enquanto a de um adulto é de 1,3 mil ml. Para não exagerar, observe durante algumas semanas o quanto seu filho come. Em alguns dias, ele come mais e, em outros, menos, mas você notará que existe uma quantidade-padrão que pode servir como referência.

10. Mantenha os mesmos horários de refeição
Isso ajuda na organização do metabolismo da criança, que conseguirá entender melhor as sensações de fome e saciedade. A atitude também vai ajudar na rotina de casa: fica mais fácil saber a hora de ir para a cozinha preparar o almoço ou a antecedência necessária para fazer compras. Sem falar que os pais também conseguem administrar melhor o tempo e estar presentes na mesa com o filho - ou procurar que alguém adequado esteja.

11. Não force a criança a comer
Tente um pouco, mas não insista. É difícil ver o filho não se alimentar, mas controle a ansiedade. Guarde a comida na geladeira, espere meia hora e ofereça novamente. Às vezes, é apenas uma questão de o apetite estar com horários errados. Se ela recusar novamente, descarte essa comida e adiante o horário da próxima refeição. Jamais ofereça doces, bolachas e salgadinhos no lugar do que foi recusado.

12. Ofereça comidinhas para pegar com as mãos
Um jeito de incentivar o apetite do bebê e ainda ajudar o seu desenvolvimento motor fino é criar comidinhas que possam ser consumidas com as mãos. Pedacinhos de pão, frutas e legumes picados, carnes desfiadas, são alguns exemplos do que pode ser oferecido em um pratinho de plástico. A criança vai se divertir tentando comer sozinha e associará esse prazer ao ato de se alimentar.

13. Observe a qualidade e a quantidade das refeições
É necessário mudar a imagem de que uma criança saudável é a que come muito. Os pais têm a sensação de missão cumprida quando o filho limpa o prato, mas isso não é sinônimo de saúde. Cuidar não é só alimentar mas também observar a quantidade e a qualidade das refeições. A obesidade não ocorre porque alguém come demais uma ou duas vezes, e sim porque uma pessoa come um pouco a mais todos os dias. Não deixe esse costume fazer parte da sua família.

14. Faça uma refeição com o pequeno
Os pais devem organizar a vida para fazer, pelo menos, uma refeição com os filhos, não importa qual. Além de observar os hábitos alimentares dos adultos e tentar imitá-los, a criança também vai aprender que o horário das refeições pode ser divertido, uma fonte de prazer. Conversas agradáveis, brincadeiras e, lógico, uma boa comida só ajudam.

15. Não incremente demais os pratos
Adultos podem achar delicioso um bom filé de frango ao molho curry, mas, com certeza, a criança não. Quando o bebê entra na fase de comer o mesmo que a família, ao completar 1 ano de idade, isso não significa que vai apreciar qualquer coisa. Receitas muito elaboradas ou com temperos mais picantes podem desagradá-lo. O ideal é fazer uma adaptação do que os pais irão comer. Também não é recomendável estimular sabores acentuados, pois eles incentivam o desenvolvimento de preferências futuras que não serão saudáveis. Excesso de sal causa hipertensão, problemas gástricos e renais, e o açúcar leva ao diabete tipo 2 e obesidade. Bebês não precisam disso. O açúcar do leite materno (lactose) tem baixo poder adoçante e adoçar as preparações, mesmo com mel, é completamente desnecessário e prejudicial.

16. Nada de comer em frente à TV
Resista à tentação de dar comida para a criança na frente da televisão. Isso se tornará uma prática que a seguirá até a vida adulta. Ela precisa aprender que o ato de comer é prazeroso e dispensa outras distrações. Assim, prestará atenção na comida, em seu gosto, sua textura e, principalmente, saberá quando a fome acabou. Quem se alimenta realizando outras tarefas come de maneira automática, sem distinguir quando está saciado e come a mais. Existe ainda a possibilidade de a criança ficar tão distraída com a tela iluminada que não comerá nada. O correto é o bebê ter um cadeirão e fazer as refeições à mesa, de preferência juntamente com a família.

17. Cuidado com o exagero de carboidratos
O excesso pode levar à predisposição de doenças como obesidade e diabetes. Não só arroz, pão e massas podem ser os vilões. Estudos recentes mostram que o consumo excessivo de proteínas, especialmente nos primeiros anos de vida, está relacionado com o desenvolvimento de obesidade no futuro. O grupo dos alimentos reguladores (legumes e verduras) é o que deve aparecer em maior número na hora de pensar no preparo da comida.

18. Improvise na cozinha
Com o tempo, você vai notar que o bebê tem preferências. Aproveite esse conhecimento quando ele estiver doente - dar o que mais gostam (entre os alimentos saudáveis) pode ser a única maneira de alimentá-los. Isso também pode ajudar na hora de introduzir os vegetais: combinado com o prato preferido, fica mais fácil conhecer o alface, a escarola, o chuchu etc. Facilite a aceitação improvisando novas maneiras de apresentação. O ideal é que a criança coma as frutas ao natural, com as mãos. No começo e para os apetites mais difíceis, vale picar o mamão ou fazer um espetinho (sem ponta) com morangos e bananas, por exemplo.

19. Respeite o horário de comer da criança
Quando comer fora de casa, seja em restaurantes, seja na casa de amigos, garanta que o bebê tenha seu horário respeitado. O ideal é alimentá-lo antes de sair de casa, assim ninguém fica ansioso e evitam-se choradeiras. A criança não terá paciência para esperar a chegada dos pedidos e nem sempre apreciará as experiências culinárias do anfitrião. Há quem resolva o problema com as papinhas prontas. Usadas uma vez ou outra, elas não são prejudiciais - são feitas com ingredientes naturais e não possuem conservantes. A longo prazo, não oferecem a variedade necessária para incentivar o apetite do bebê nem o carinho que ele merece, recebendo comidinhas feitas na hora e com alimentos frescos.

20. Tenha paciência, criatividade e tempo
A tendência deles é cuspir a comida, fazer "não" com a cabeça, jogar os talheres no chão, tudo para brincar com você. Podem rejeitar sabores novos e os pais não devem desistir - é necessário oferecer pelo de oito a dez vezes o mesmo alimento até ter certeza de que a criança não gosta dele. Haverá momentos em que o apetite está ótimo, em outros não, e sem razão alguma. Um dia vão adorar frango, em outros só vão querer saber da banana. Não existe uma lógica. Com o tempo, explorar os ambientes e brincar vai se tornar mais interessante do que comer - o apetite da criança pode diminuir e é necessário se adequar às expectativas. Quando isso não acontece, as refeições se tornam momentos de ansiedade e frustração, um exemplo nada bom para as crianças. Pais que acreditam não ter a paciência necessária para tudo isso podem delegar a tarefa para outra pessoa sem a menor culpa, mas devem continuar por perto e cuidar da alimentação do filho com o mesmo carinho.

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Texto retirado do site  http://bebe.abril.com.br/
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Espero que funcione com os meus ;)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Alimentação Infantil e o Desespero Materno



O João completou 6 meses e, assim como manda o figurino, comecei a introduzeir os alimentos.
Como estava em obra na minha casa, comecei apenas com frutinhas e, há 1 semana, introduzi papinha no almoço.
Pra minha surpresa, ele odiou tudo isso!!!
Digo que fiquei surpresa porque com Clara foi bem diferente. Além do fato de que "cada filho é um filho diferente", ela não mamava no peito, portanto só subistituí a mamadeira do meio da manhã pelas frutas, a do horário do almoço pela papinha, a do meio da tarde pela vitamina e a da tardinha pela janta. Ela aceitou muito bem, comida tudinho, ficou muito gordinha entre 6 e 8 meses.
Já com João é TUDO diferente. Ele mama no peito e não consigo colocar horários nesse rapazinho. Ele até prova a comida, mas não come de jeito nenhum... o pouco que consigo fazê-lo comer, ele põe pra fora.
Se tem uma coisa que mexe com minhas estruturas é alimentação de filho, principalmente essa primeira fase.
Clara já chegou a um ponto que entendi que ela não tem apetite mesmo. Come quando quer. É claro que insisto em comida saudável, em horários regrados, etc, mas não me descabelo mais quando ela deixa comida no prato ou quando nem quer comer (apesar de todo meu empenho, histórias e agrados).
O que me preocupa é o fato de ter que voltar ao trabalho no fim desse mês e deixar o João sem o peito e sem comer direito.
Por favor, alguém ajuda essa mãe desesperada???????