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domingo, 12 de janeiro de 2014

Papa incentiva mães a amamentarem seus bebês durante a Missa



O Papa Francisco incentivou, este domingo, as mães a alimentarem os filhos durante a cerimônia de batismo de 32 crianças, na Capela Sistina, em Roma.

«Hoje o coro vai cantar, mas o coro mais belo é aquele das crianças, algumas delas quererão chorar porque têm fome ou porque não estão confortáveis. Estejam à vontade mamães, se elas tiverem fome deem-lhes de comer, porque elas são as pessoas mais importantes aqui», disse, durante a homilia.

Entre as crianças batizadas este domingo pelo Papa, estão o filho de uma mulher solteira e a filha de um casal casado apenas civilmente.

Os batismos coletivos no Vaticano são uma tradição no Vaticano e são geralmente organizados na Capela Sistina para os filhos dos empregados locais. Este ano o Papa Francisco fez questão de receber outros bebês.

Assistam a reportagem no link aqui

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida



Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu. Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados.

No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você que chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer ficar mais comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus 3 meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que anda fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe.

Até lá, já podemos nos entender, inclusive através das palavras. Sinto a agústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulra consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei andam tudo é tão novo pra mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que vou aprender tudinho o que você me ensinar através dos seus sentimentos em relação a mim.

Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salte logo para o meu quarto desesperada, como se o mundo fosse acabar.

Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficam bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim você pode me colocar no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranquilidade e nós não teremos mais noites desagradáveis. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

Sempre seu, gu-gu dá-dá!

(Texto 
de Claudia Rodrigues autora do livro "Mamães mais que Perfeitas", distribuído no Curso de Gestantes da Maternidade Nossa Senhora de Fátima, Curitiba, PR)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pernambucana doa mais de 300 litros de leite e quer entrar para o Guinness

Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que apenas 38% das crianças do planeta são aleitadas pelas mães até os seis meses, algumas mulheres têm produção que ultrapassa o normal. De acordo com o Guinness World Records, a maior doadora de leite no mundo é a norte-americana Sara Pascale, com 331,22 litros. No entanto, uma brasileira de Pernambuco diz ter batido este recorde com 335,2 litros, doados em sete meses para instituições do estado.
Michele Rafaela Maximino, de 31 anos, é mãe de três filhos, pesa 53kg, diz ser saudável e obtém o excedente de 1,5 litro de leite por dia. “Eu pensava que era a produção normal, até que passei a pesquisar sobre aleitamento”, afirma. E o excesso acabou mudando os rumos dela. “Eu era técnica de enfermagem e hoje sou dona de casa. Abandonei a profissão para doar. Agora eu tenho outras famílias”, diz Michele Rafaela.

A dona de casa mora na cidade de Quipapá, Mata Sul de Pernambuco, e começou a doar em fevereiro, quando esteve no Recife. Desde então, encontrou um banco mais perto, no Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru, Agreste. Nesta segunda-feira (30), ela doou oito litros à unidade e recebeu um certificado pelo histórico de ajudas.
Segundo a médica Flora Freitas, diretora do Hospital Jesus Nazareno, há 39 doadoras registradas no banco e Michele Rafaela é excepcional. “O habitual é a mulher doar um litro de leite por semana”, informou. Ederval Trajano afirma que foram realizados vários exames que atestaram normalidade. “Ela fez até o de prolactina [hormônio estimulante das glândulas e mamas], que está alto, mas compatível à produção saudável”, diz.


Fonte: G1

domingo, 29 de julho de 2012

A Doença, o Desmame, a Faculdade e a Providência de Deus


                Sabe quando você tem a sensação de que não consegue mais achar a solução para um problema e daí surge a luz e no fim do túnel? Comigo é sempre assim! Quem me conhece mais de perto sabe que, apesar da minha aparente segurança e tranqüilidade, sou bem insegura e estressada. Não sei o que seria de mim se não fosse minha família, meus amigos e, principalmente, a Intervenção Divina. Contando os últimos acontecimentos vocês vão entender.
                A história começou assim:
                Uma gripe associada com uma virose violentíssima derrubou todo mundo lá em casa. Quando enfim percebi que os três já estavam melhores e que dava pra eu me cuidar, fui ao hospital. A médica de plantão (em quem tenho muita confiança) me passou alguns medicamentos que comecei a tomar no mesmo dia. Depois de tomar os remédios por dois dias me veio o pensamento de que talvez não pudesse amamentar por causa do antibiótico. Liguei pra ela e ela disse que o ideal era mesmo não amamentar enquanto estivesse tomando o remédio, mas se eu achasse difícil (ou melhor, se João não conseguisse ficar sem mamar) não teria tanto problema porque ele já não mamava mais durante o dia e se alimenta muito bem. À noite desse mesmo dia, conversando com uma amiga, também excelente médica, fiz a mesma pergunta e, como já esperava, recebi a mesma resposta. Mas continuamos conversando e percebi que esse, então, seria o melhor momento para o desmame. Uma das contra-indicações daquele antibiótico na amamentação é o fato dele “secar” o leite. Pronto! Decisão tomada! Filhote dorme com o pai e vai dar tudo certo! Para o bem dele mesmo.
                No dia seguinte, logo pela manhã, me lembrei que o resultado do vestibular que eu havia feito saíra no dia anterior, mas, por estar envolvida com toda a preocupação do remédio e do desmame, me esqueci completamente. Para minha total surpresa fiquei em sétimo lugar. Fui aprovada!
                E o que isso tudo tem a ver com a Providência de Deus? Tudo! Com certeza, se eu soubesse que não poderia amamentar tomando o Tamiran, não o tomaria e, além de não melhorar logo, não desmamaria João. Se não tivesse desmamado João, continuaria sem dormir à noite. Se eu continuasse a não dormir à noite, não conseguiria estudar e levar essa vida múltipla de mãe/esposa/dona-de-casa/trabalhadora/estudante.
                É sempre assim: Deus cuida de mim mesmo que eu não mereça... 
                Que Ele me dê forças para prosseguir nessa nova fase da minha vida.


sábado, 7 de julho de 2012

O desmame (ou o desabafo sobre ele)

Qual é a hora certa para desmamar o bebê?
6 meses? 1 ano? 2 anos? Hoje mesmo?????
Pois é... Ô dúvida cruel!
Este é um projeto para as tão esperadas férias do marido: desmamar João.
A princípio pensei em amamentar até seu primeiro aninho (quando o pai entraria de férias), mas não tive coragem e o pai continuou trabalhando. Amo amamentar e sempre sonhei em poder fazê-lo. Não me incomodo de ter poucas opções para roupas nem de ficar tempos perdidos com ele ao peito. Meu problema todo é que esse mocinho não dorme e no dia seguinte eu preciso trabalhar.
Desde que ele nasceu passamos a noite assim: pai e filha na cama do casal, mãe e filho na cama da filha, em quartos separados. São quase 18 meses dormindo longe do marido! Mas esse nem é o ponto principal. O problema todo não está em amamentar, está em querer ficar penduradinho o tempo todo, a noite toda. Não dá pra trabalhar de 8h às 17h, de segunda à sexta, tendo ficado noites sem fim em claro...
Depois de muita conversa e, ainda, com bastante insegurança, resolvemos então que o pai dormiria com ele até que ele se acostume a passar a noite sem o peito. Por isso resolvemos esperar suas férias.
Mas as férias chegaram... e ainda não vai dar pra desmamar... Papai Sérgio está passando por uma paresia facial (não chega a ser 'paralisia', mas comprometeu os movimentos do lado esquerdo do seu rosto, a causa provável é estresse) e eu não quero estressá-lo ainda mais durante a noite.
Confesso que não sei o quê, como ou quando fazer...
Ô Senhor, dá uma luz aí???


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Amamentação A La Carte

Cada vez que vou à consulta do pediatra é um dilema: ele sempre me ordena espaçar as mamadas, principalmente as do período noturno. Nunca consigo. É só João resmungar mais um pouquinho e lá vou eu oferecer mais peito a ele e nem me importo com a hora, às vezes nem chegou a completar 1 hora, outras vezes passa das 2 horas, mas não fico marcando horário não.
Daí que acabei lendo um artigo que me consolou o coração e me tirou a culpa por não conseguir regrar os nossos horários de mamadas. Acho interessante postá-lo:

Amamentação a La Carte

Amamentação em intervalos pré-determinados é um mito. Houve um tempo em que se pensava que bebês deveriam mamar a cada 3 horas, ou a cada 4 horas e por exatamente 10 minutos de cada lado! Você já se perguntou o porquê de 10 minutos e não 9 ou 11?

Claro, adultos nunca comem por “10 minutos em cada prato a cada 4 horas”. Quanto tempo a gente leva para terminar o prato? Isso depende do quão rápido a gente come. É o mesmo com bebês. Se eles mamam rápido, podem gastar menos que 10 minutos, mas se mamam devargar, podem gastar bem mais.

O adultos comem em horários pré-determinados somente porque as obrigações de trabalho forçam-nos a organizar suas refeições desta forma. Normalmente, nos dias de folga, a rotina usual é mudada sem qualquer dano à saúde. Contudo, ainda existem pessoas que acreditam que os bebês precisam ser acostumados a mamadas de horário e fazem referências vagas à disciplina ou boa digestão.

Para um adulto, a comida pode esperar. Nosso metabolismo permite que esperemos por uma refeição e a comida é exatamente a mesma agora ou daqui a uma hora. Mas seu bebê não pode esperar. Sua fome é urgente e a comida dele muda se a refeição se atrasa. O leite humano não é um alimento morto, mas uma matéria viva em constante processo de mudança. A quantidade de gordura no leite aumenta à medida em que a amamentação progride. O leite do início da mamada tem baixo conteúdo gorduroso e o leite do final é altamente rico em gordura; chegando a ser 5 vezes mais gordo.
média de gordura em qualquer mamada depende de quatro fatores:
1. Intervalo da mamada anterior (quanto maior o intervalo, menor a quantidade de gordura);
2. Concentração de gordura no final da mamada anterior;
3. Quantidade de leite ingerido na última mamada;
4. Quantidade de leite ingerido nesta mamada.

Quando a criança mama os dois seios, ela raramente esvazia o segundo seio. Para simplificar, basta dizer que ela toma 2/3 de leite desnatado e 1/3 de creme de leite. Contudo, a criança que mama somente um seio por mamada toma ½ leite desnatado e ½ creme de leite. Se ela toma um leite menos gordo (menos calórico), ela pode aceitar grandes volumes e consumir mais proteínas. Então o bebê que mama 50 ml de cada seio não mama o mesmo que um que toma 100 ml de um seio só; e a dieta do bebê que toma 80 ml a cada 2 horas é totalmente diferente da dieta do bebê que toma 160 ml a cada 4 horas.

Os fatores que controlam a composição do leite ainda estão sendo estudados e ainda não se sabe muita coisa. Por exemplo, sabe-se que um dos seios geralmente produz mais leite, com maior concentração de proteínas que o outro. Talvez seja só coincidência ou talvez seu filho decida isso, dando preferência a um seio em relação ao outro, escolhendo uma refeição com mais ou com menos calorias.

E você pensou que seu bebê mamasse sempre o mesmo leite? Você pensava que era entediante passar meses e meses tomando somente leite? Isso não é verdade com o leite materno. Seu bebê tem à disposição dele um grande cardápio para escolher, desde sopa leve a uma sobremesa bem cremosa. Uma vez que o seio não fala (nem pode entender o bebê), o bebê faz seu pedido de 3 formas:
1. Pelo tanto de leite que ele toma a cada mamada (mamando por um longo ou curto tempo e com mais ou menos intensidade);
2. Pelo intervalo entre uma mamada e outra;
3. Mamando um ou os dois seios.

O que seu bebê faz quando mama para obter exatamente o que ele precisa de um dia para o outro é uma obra de engenharia. O bebê tem total e perfeito controle da sua dieta, desde que ele possa mudar as variáveis de acordo com seu desejo. É isso que a livre demanda significa: deixar o bebê decidir quando ele quer mamar, por quanto tempo ele vai ficar no seio e se ele quer mamar um ou os dois seios.

Quando o bebê não tem o direito de controlar um dos mecanismos, na maioria das vezes ele tenta mudar uma ou outra variável. Num experimento, alguns bebês foram colocados para mamar somente em um seio por mamada, durante uma semana e nos dois seios na semana seguinte (a ordem foi variável). Em teoria, os bebês teriam ingerido muito mais gordura nos dias em que mamaram somente de um lado do que quando mamaram nos dois seios. Contudo, os bebês espontaneamente modificaram a freqüência e a duração das mamadas e foram capazes de ingerir quantidades similares de gordura (mas volumes diferentes de leite).

Se o bebê não tem a chance de modificar a freqüência ou duração das mamadas e ele não tem a oportunidade de decidir se quer mamar de um lado ou dos dois, ele fica perdido. Ele não consegue tomar a quantidade de leite de que precisa, mas acaba tomando o que lhe é oferecido. Se a sua dieta está muito longe das necessidades reais do bebê, ele terá problemas em ganhar apropriadamente ou passará o dia faminto e irritado. É por isso que amamentação em horários pré-estabelecidos raramente funciona e quanto mais rígido for o esquema, mais catastrófico é o resultado. Os bebês precisam mamar irregularmente, somente assim eles têm uma dieta balanceada.

Desde o primeiro dia, embora pareça que ela está tomando somente leite, a criança está escolhendo sua dieta a partir de uma gama de opções e ela sempre escolhe sabiamente, tanto na qualidade, quanto na quantidade.

Do livro My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González.
A tradução é de Flavia Oliveira Mandic.

E ainda mais, penso que o direito que a mãe tem em ficar em casa, de licença amamentação, é para poder estar à disposição do filho e alimentá-lo sempre que necessário. Pra mim, amamentar a todo instante e lugar é um prazer!
Viva a livre demanda!!!