sábado, 1 de fevereiro de 2014

Porque mães beijam seus bebês



Depois que um bebê nasce, é natural ver sua mãe o beijando. Alguém poderia pensar que isso é simplesmente por causa do vínculo emocional que se formou entre mãe e filho. Embora isto seja verdade, existem também outras razões bioquímicas muito convincentes por que ele ocorre. Essas razões reforçam o entendimento de que o nosso corpo tem sabedoria interior que raramente reconhecem ou confiam. Assim como nosso corpo sabe como dar à luz, mesmo se não temos conhecimento intelectual do processo, os sistemas biológicos dos nossos corpos também têm razões para a interação social complexa entre a mãe e o bebê. Ele só vai para mostrar que, mais do que nunca, devemos confiar em nossos instintos maternais.

Quando um animal dá à luz, você vai notar que a mãe passa muito tempo lambendo seus filhotes. Isso expõe seus cinco sentidos para o jovem para que ela conhece o gosto, o cheiro, sentir, som e visão de seu novo bebê. Desta forma, a mãe afirma o filho como seu.

Quando uma mãe humana dá a luz um bebê em um ambiente que permite a ela acesso imediato e livre para seu filho, você vai notar que ao longo de um período de tempo que ela executa determinados comportamentos chamados " claiming behaviours". Ela vai acariciar a criança, explorar a suavidade a pele do bebê, e, provavelmente, contar e acariciar os dedos das mãos e dos pés.

Ela provavelmente se maravilha sobre o quanto o bebê se parece com ela ou o marido ou outro membro da família. Ela vai notar a cor do cabelo e dos olhos e outras características físicas. Ela ouve os gritos do bebê e aprende a distingui-los de todos os outros gritos. Como ela se inclina para beijar a criança, ela, sem dúvida, cheira o perfume de seu novo bebê e através do ato de beijar, ela vem a saber o gosto dele ou dela.

Assim como uma mãe animal, ela já expôs seus cinco sentidos para o bebê, para que ele a reconheça. Ela agora sente que o bebê é ela própria. Não é incomum encontrar que as mulheres que estão privadas da privacidade exigida para criar esta ligação imediata logo após o nascimento, muitas vezes dizem que se sentem a distância entre eles e seu bebê.

Comportamentos como beijar fornecem, não só emocional, mas fixação biológica. Há um benefício de saúde muito real para o bebê que se está beijando.

“Quando uma mãe beija seu bebê, recolhe amostras dos germes patógenos que estão no rosto do bebê a ponto de serem ingeridos. Os órgãos linfoides secundários da mãe, como as amídalas, e as células "b" de memória são reestimuladas. Estas células "b" migram até as mamas da mãe onde se produzem os antibióticos específicos que seu bebê precisa”, Diz Lauren Sompayrac, autor de Como funciona o sistema imunológico .

Falamos muito sobre o leite materno e como ele transmite anticorpos para o bebê ajudando a prevenir a doença. No entanto anticorpos feitos para a mãe durante a gravidez não são o que o bebê precisa. O bebê  precisa de anticorpos para o ambiente ao seu redor que estão em constante contato com a empresa. Beijar seu bebê é uma atividade muito importante para além do seu valor agradável e de promoção da ligação óbvia. Ela ajuda a reivindicação mãe do bebê, e ajuda seu corpo a determinar os anticorpos que o bebê precisa no leite materno.

Então mães, beijem nesses bebês!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Olavo em Família

"A família é um lugar de amor, compreensão e ajuda mútua, não uma fábrica de gente bem comportadinha. O fato é que nunca tive uma discussão azeda com qualquer dos meus filhos. Simplesmente nunca."
"O que sempre ensinei aos meus filhos foi : 'Deus te deu um pai para te ajudar, não para te encher o saco'."
"Posso ter sido um pouco severo com os filhos mais velhos, mas logo aprendi que não é o certo."
"Também acho uma bobagem essa coisa de 'pai amigo'. Pai é pai, é o sujeito a quem você recorre na hora do aperto com a certeza de não ser deixado na mão, não um pateta da sua idade que joga futebol e toma uma cervejinha com você e depois lhe vira as costas quando você pede um dinheiro emprestado."
"Nunca na minha vida torrei o saco de um filho meu com aquela coisa de 'Porra, você nunca vem me visitar'."
"Aristóteles foi excelente pai de família. É o exemplo máximo."
"... se conheço meu pai, ele diria: 'ô filha, que bom, mais um netinho, família tem que ser grande', e aguentaria infinitamente o vagabundo. Meu pai é o contrário do 'chefe de máfia'." (Luiz Gonzaga, filho do Prof. Olavo)
"Gugu, obrigado pelo depoimento que, vindo dessa fonte, vale por mil."


As obrigações de um pai na educação dos filhos são: 
(1) Dar o exemplo e não exigir que o sigam com perfeição; 
(2) Ser gentil sempre, para que aprendam a ser gentis. Não gritar, para que não aprendam a gritar. 
(3) Protegê-los, de preferência sem que eles percebam. 
(4) Guardar uma certa distância, uma atitude de dignidade, não só para impor respeito, e sim também para lhes dar espaço de viver suas próprias vidas, mas estar sempre à disposição deles quando o procuram. 
(5) Compreender que você está aí para amá-los, e não para fazer deles a imagem de tudo o que você não conseguiu ser. 
(6) Quando pedem alguma coisa, dar a mais.
(7) Perdoar sempre e sem demora. Isso funciona.

Fonte: Esses trechos foram retirados de sua página no facebook

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A primeira janelinha de Clara


          Hoje, dia 28 de janeiro de 2014, Clara perdeu seu primeiro dentinho e, contrariando à maioria, não foi o 71 ou o 81, mas o 61 :D





cai um dente, vai-se um mundo
finda uma bela viagem
passa o velho, vem o novo:
é um rito de passagem!

Carta aberta

Hoje é dia de São Sebastião. Há dezoito anos atrás encontrei aquela por quem meu coração bate. Não há como não dizer que foi ela que me ensinou a ser o homem que sou hoje. Ao seu lado aprendi a rezar, a perdoar, a pedir desculpas, a chorar na frente de uma mulher, a me sacrificar. Com ela vivi os momentos mais difíceis da vida e aqueles em que a felicidade era tão indizível que transbordava silenciosa. Ela me deu tudo o que tenho e deu a si mesma. E deu sentido à minha vida. E me deu família. Me deu lar, me deu casa. Me deu um lar onde pudesse retornar todos os dias: seus braços. Chegar em casa é chegar em seus braços.Ela me fez sentir o carinho e o amor que nenhum outro homem no mundo sentiu. Me fez ficar perplexo diante do mistério de uma mulher. Me fez ficar dias e noites tentando compreender o que se passava em sua cabeça. Me fez tentar montar o quebra-cabeças indecifrável que é um homem se esforçar para entender uma mulher. E me faz aceitar que jamais a compreenderei por inteiro e que basta saber que o seu amor é garantido para sempre. Ela me deu filhos. E esse é um capítulo maior de nossa história. Depois dos filhos nada mais seria como antes. A Janine mãe, foi outro ser que emergiu da profundidade da dor e da alegria secreta de ser mãe. E é uma mãe como poucas, mãe como o mundo parece começar a se esquecer que existe. Mãe das entranhas. Daquelas que sangram e dão o que não têm porque sabem que a graça de ser mãe de verdade só pode vir do Céu para aquelas que já esgotaram suas forças na terra.Ela me deu filhos que o tempo todo testemunham que jamais ficaremos distantes um do outro nesse mundo. Meu deu João, me deu Clara. Me deu uma família para que o suor, o sangue e a lágrima de cada dia tivessem sentido. Nenhum segundo de dor é vão para quem tem família. São os primeiros dezoito anos de uma vida inteira. Já não posso dizer que a felicidade é uma ilusão. Ela se apresenta inteira para mim, todos dias, todos os dias. Encontrei o meu tesouro e não o deixarei.E eu a conheci no dia de São Sebastião. Obrigado São Sebastião! Obrigado Janine! Você tem todo o meu amor.

          Essas foram as palavras que abriram minha manhã de 20 de janeiro deste ano, dia em que meu marido e eu completamos 18 anos de namoro. Meu marido é um poeta! Bem diferente de mim, pobre mortal, que mal sabe escrever o português corretamente. Ao ler seu texto disse-lhe que, enquanto não houvesse palavras à altura, não lhe responderia. Já se passaram dias e ainda não as encontrei... Não me arriscarei a tentar escrever algo bonito, a beleza nas minhas palavras não vêm do uso certo de regras gramaticais, muito menos da poesia. Não sei escrever. Mas, assim como faço quando me atrevo a cozinhar (outro ato um tanto quanto custoso pra mim), escrevo porque amo, não as palavras, mas a quem as dirijo.
          Conheci o amor da minha vida quando tinha apenas 13 anos. Antes mesmo de conhecê-lo eu já participava ativamente das atividades pastorais da Igreja, cantava em Grupo de Oração, em ‘Evangelizashows’, em retiros, já rezava meu terço diariamente, já fazia jejuns e abstinências, já lia a Palavra e fazia a ‘Bíblia no meu dia-a-dia’. Lembro-me com bastante clareza de, em uma noite, enquanto rezava o terço, pedir a Nossa Senhora que me trouxesse um namorado que fosse temente a Deus, que me amasse de verdade, que fosse o melhor pai que os meus filhos poderiam ter. Como uma mãe zelosa, ela não tardou em atender meu pedido. Poucos meses depois um rapaz lindo, de uma família de bem, que servia ao Senhor (apesar de, na época, ele ainda não estar convertido), que ia frequentemente à missa, que tinha pais zelosos e que eram exemplos de fé, entrou no Grupo Santa Cecília (ministério de música onde eu servia). Pois bem, preciso dizer mais alguma coisa? Meu pedido estava sendo atendido! A partir daí comecei a pedir à Mãe que ele começasse a sentir por mim o mesmo que eu estava sentindo por ele. Apesar da diferença de idade, ele com 20 e eu com 13 anos, apesar de ser uma criança ainda e ele já um rapaz formado, ele se interessou por mim. Até hoje me pergunto o que eu tinha de tão atrativo naquela época. Tenho a certeza de que não era minha beleza nem minha ‘linda voz’, pois tanto uma quanto a outra eram bem características de criança entrando na adolescência. Mesmo tentando esconder meus olhares direcionados a ele, os seus olhos me elegeram.
          A partir daí começamos uma linda história de amor. Tropeçamos, caímos, levantamos, nos perdoamos, nos amamos... Desde sempre fomos companheiros e amigos: “meu melhor amigo é o meu amor”! Passamos por muitos momentos, como Sérgio mesmo disse em seu texto. Assim como ele, posso afirmar: Foi você, Sérgio, quem me fez ser a mulher que sou hoje. Você me fez crescer... Crescer na vida, crescer na fé. Tudo que sou hoje tem o seu dedo, o seu olhar, o seu carinho, a sua paciência, o seu cuidado, o seu jeito... Já vivi muito mais com você do que sem você. Você é meu porto-seguro, minha referência, meu professor, meu amigo, meu confidente. Como não amar um homem como você? Te admiro na sua dedicação ao Senhor, no seu empenho na busca da santidade, na sua reponsabilidade no trabalho, na sua honestidade, na sua fidelidade. Você é um ótimo marido porque é um ótimo filho e, mais ainda, um pai maravilhoso. Um homem que não se cansa de amar, de se doar a nós e por nós.
          Meus pais me deram a vida e você me deu o maior presente que alguém poderia me dar depois disso: a maternidade. Depois que me tornei mãe me conheci de uma maneira que nem eu mesma sabia que eu era. Com essa descoberta, nem sempre agradável, você mais uma vez me ajudou a crescer, a ser melhor para as crianças, a realizar na vida da nossa família tudo o que o Senhor deseja para nós. Tenho orgulho em olhar para Clara e João e perceber seus lindos traços neles. E não somente os físicos, mas a personalidade. João é sua miniatura! Como ele é lindo! Clara é minha ‘mini-mim’, tanto nos sentimentos, quanto nos dramas homéricos, mas ainda assim é sua carinha que vejo quando olho nos olhos dela.
          Obrigada, dona Angela e Sr. Carlos, pelo filho maravilhoso que vocês educaram com tanto amor e dedicação. Obrigada, pai, por usar da desculpa de pegar goiabas para, enquanto Sérgio estava ainda lá em cima da goiabeira, autorizar nosso namoro (desse momento eu só soube anos depois). Agradeço a todos os ‘Araújo’ e ‘de Souza’ por me acolherem como da família. Agradeço aos nossos irmãos de caminhada que sempre estiveram conosco durante todo esse tempo, intercedendo e torcendo por nós.
          Obrigada, Senhor, por ouvir a intercessão de Vossa Mãe e providenciar para mim o melhor homem que eu poderia ter na minha vida!
          Obrigada, Sérgio, por se deixar encantar pelo olhar de uma menina que, hoje mulher feita, não sabe fazer outra coisa senão te amar.

Acampamento de Músicos na Canção Nova em 1996,
quando Sérgio se converteu

Volte Logo, Quinininha!

Ah, Quinininha, Quinininha,
Se eu soubesse uma toada triste,
Um acorde absorto,
Eu mandaria tocar.
O sino da Igreja,
Eu mandaria tocar.

Ah, Quinininha da roupa branca
Listrada de vermelho,
Tão feinha caindo da bicicleta
Escolhida entre todas as bonecas.
Volte logo, volte para casa.

Já é tarde, Quinininha, volte logo
Que a menina desconsolada
Entre as bonecas de pilha
E aquelas de vozes eletrônicas,
Te espera, te espera.

Que tu és a escolhida
E só tu sabes os segredos
Do corações de menina.

Que os braços da menina
(e de todas as meninas!)
Te esperam,
Para te apertar contra o peito
E sentir a fundura de seus amores,
Seus amores de mãe-ainda-filha,
Quando você voltar.



Cantagalo, 27 de janeiro de 2013, quando Quinininha caiu da bicicleta e nunca mais voltou.
Texto escrito por Sérgio, 'avô' da Quinininha

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Desapega, desapega!

Quem tem filhos sabe o quanto os brinquedos se multiplicam pela casa. No meu caso, houve época em que tinha, em todos os cômodos da casa, uma gaveta, uma sacola, uma caixa cheia deles. Como sou daquelas que adora uma faxina em roupas ou objetos não usados (estando velhos ou novos) não faço diferente com os brinquedos.

Até pouco tempo fazia isso sozinha e a escolha sobre o que dar ou o que ficar era de minha responsabilidade. Agora que as crianças já estão maiores eles participam e têm voz de peso na decisão.

Escolho duas épocas do ano para o "desapega" dos brinquedos: após o dia das crianças, que é alguns meses depois do aniversário de Clara, e após o aniversário de João, que é logo após o Natal. Assim, além de substituirmos os antigos pelos novos, temos a chance de demonstrar às crianças que 'de graça recebemos, de graça devemos dar'.

Essa semana fizemos uma limpa e conseguimos esvaziar um baú inteirinho de brinquedos.



O lindo disso tudo é ver Clara (que já tem mais consciência das coisas) perguntando ao irmão: "João você vai dar esse carrinho pra algum menino que não pode ter um desses?" E ouvi-lo responder com sorriso no rosto: "Pode sim!"

Graças a Deus, essa não é uma tarefa difícil pra eles. Às vezes preciso até intervir e dizer: "Esse ainda não, precisamos valorizar as coisas que ganhamos com tanto carinho!", porque, acho eu, dariam tudo pelos que não tem, o que alegra imensamente o meu coração!

Ainda temos muito mais do que necessitamos e peço ao Senhor que dê aos meus filhos esse coração disposto em doar, não somente suas coisas, mas também suas vidas pelos outros.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Papa incentiva mães a amamentarem seus bebês durante a Missa



O Papa Francisco incentivou, este domingo, as mães a alimentarem os filhos durante a cerimônia de batismo de 32 crianças, na Capela Sistina, em Roma.

«Hoje o coro vai cantar, mas o coro mais belo é aquele das crianças, algumas delas quererão chorar porque têm fome ou porque não estão confortáveis. Estejam à vontade mamães, se elas tiverem fome deem-lhes de comer, porque elas são as pessoas mais importantes aqui», disse, durante a homilia.

Entre as crianças batizadas este domingo pelo Papa, estão o filho de uma mulher solteira e a filha de um casal casado apenas civilmente.

Os batismos coletivos no Vaticano são uma tradição no Vaticano e são geralmente organizados na Capela Sistina para os filhos dos empregados locais. Este ano o Papa Francisco fez questão de receber outros bebês.

Assistam a reportagem no link aqui