quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Os primeiros dias de volta às aulas





Ah, as férias escolares! Mas elas acabam e as famílias precisam “entrar nos eixos” novamente... A volta às aulas vem muitas vezes acompanhada de chororô. Para gerenciar esse período de transição na sua família, confira dicas reorganizar a rotina familiar e escolar.

Em casa, os pais devem...

1) Acordar as crianças mais cedo, para que possam se adequar novamente à rotina escolar. Quando necessário, ser um pouco mais rígido, sim. O importante é readaptá-los às atividades diárias, pois a criança precisa ter certeza de que suas férias acabaram.

2) Conversar bastante com a criança, procurando mostrar o quanto é bacana voltar às aulas. Falar, por exemplo, sobre as novidades que estão sendo produzidas na escola, o reencontro com os colegas e todos os pontos que a criança mais gosta.

3) Verificar se o material escolar está em ordem e ver se há algum tipo de tarefa para o retorno. Fazer isso junto com os filhos enquanto relembra as coisas legais que eles produziram ao longo do semestre anterior para que eles entrem no clima de volta às aulas.

4) De segunda à sexta, preferir comidas saudáveis. Já nos finais de semana, deixá-los mais à vontade em suas escolhas. “A alimentação deve acompanhar a rotina da criança”, diz Gabriele Berton Cunha Bueno, especialista em nutrição clínica infantil.

5) Permitir que as crianças tirem uma soneca depois do período escolar. Porque as atividades propostas em sala de aula são realmente cansativas, e é mais do que natural que o relógio biológico delas demore um pouquinho para se reajustar.

6) Valorizar o convívio familiar. Esteja por perto, dê atenção às crianças e mostre que você está ao lado deles.

7) Manter a rotina de mudanças estabelecida em julho. Processos não devem ser interrompidos. Se durante as férias, a criança estava deixando a chupeta ou as fraldas, ela deve continuar com essa transição naturalmente.

8) Informar à escola sobre possíveis mudanças que ocorreram nas férias na vida das crianças, como uma doença, separação, desemprego ou até a chegada de um irmãozinho. Isso poderá interferir no comportamento e no rendimento escolar.

9) Fazer um balanço do semestre anterior. Seu filho (e você) deu conta de fazer natação, judô, inglês e ainda as lições de casa? As notas foram mais baixas que o comum e ele se mostrou cansado? É hora de rever a rotina da família para que os próximos meses sejam proveitosos e que haja tempo livre para brincar.

10) Se a criança fizer birra, seja firme, mas carinhoso. O importante é explicar que é natural sentir preguiça, ao mesmo tempo mostrando o lado gostoso, de reencontrar os colegas e acompanhar as atividades propostas. A ausência da criança no primeiro dia de aula só deve ser justificada por conta de doença ou uma viagem que a família só conseguiu fazer naquela data.

Na escola, os professores devem...

1) Criar atividades agradáveis e prazerosas - algo que possa ter continuidade em casa, junto dos pais.

2) Preestabelecer atividades para o dia seguinte. Isso transmite a ideia de continuidade e, deste modo, as crianças ficam estimuladas a voltar para a sala de aula.

3) Pedir para os alunos trazerem um jogo ou uma foto daquilo que fizeram nas férias, assim, sentirão vontade de contar as novidades para os colegas.

4) Preferir alimentos que tenham mais aceitação entre eles. “Como, por exemplo, um pãozinho francês com queijo, que costuma agradar a todos os paladares”, diz a nutricionista Gabriele.

5) Voltar à dinâmica das aulas aos poucos, para dar a sensação de segurança à criança.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

12 dicas para passar pela adaptação sem traumas (nem para as mães, nem para os filhos)



Se o seu filho vai passar por adaptação escolar, seja pela primeira vez ou em uma nova instituição, quanto antes trabalhar isso, melhor – para ele e para você. Afinal, não dá para negar que é um momento delicado para toda a família. A criança, de repente, se vê no meio de pessoas estranhas e novas regras com as quais precisa conviver e os pais mal conseguem conter o pavor de imaginar seu “tesouro” sendo entregue aos cuidados dos educadores. A fase da preparação você já passou: pesquisou bastante, visitou diversas instituições e está seguro de sua escolha. No entanto, agora chegou a hora pra valer! Veja a seguir doze dicas para você e seu filho lidarem com a adaptação da melhor maneira possível.

Clara no seu primeiro dia de aula, em 28/03/2011, com a tia Jô


A PRIMEIRA VEZ

1) Um pedacinho de casa
Primeiro dia no berçário. Não dá para dizer que, porque seu filho não fala, a adaptação será mais fácil. Até completar 9 meses, o bebê guarda as informações na mente por meio de registros emocionais – e uma experiência que não seja tranquila pode fazer com que ele tema a escola por muito tempo. Para evitar problemas, você precisa estar disponível para passar essa fase ao lado dele.
Levar itens que tenham o cheiro do quarto dele, por exemplo, também vai confortá-lo: pode ser a naninha ou o brinquedo do berço. Só não se esqueça de manter atenção especial ao comportamento do seu filho. Como ele não fala, você precisa perceber se está se alimentando e dormindo bem, brincando normalmente ou se está com doenças respiratórias. Esses são indicadores de que algo não vai bem. Caso isso aconteça, visite a escola para ver se estão mantendo a rotina e converse com a coordenação.

2) Envolva seu filho
Para a criança que precisará encarar a rotina de aulas pela primeira vez, uma boa maneira de introduzir o assunto é dizer que ela está crescendo e que, por isso, precisa de um espaço para brincar com outras crianças e aprender coisas novas. Levá-la para comprar os materiais escolares ajuda a prepará-la de uma forma estimulante. Para não ficar caro, dê oportunidades de escolha, como “este ou aquele lápis?” ou “qual mochila entre essas três é a melhor?”.
É preciso, porém, sensibilidade para perceber se essa participação está se transformando em ansiedade. Evite tocar muito no assunto e perguntar se ele já está preparado muito antes da hora. Se possível, leve-o para conhecer o colégio quando estiver mais perto do primeiro dia de aula.

3) Se prometer, cumpra
A semana de adaptação das crianças que nunca foram à escola é muito parecida na maioria delas. Os pais levam seus filhos por pequenos períodos de tempo, que ficam maiores conforme eles vão se acostumando com a ideia de estarem longe da família. Durante esse processo, é fundamental que a criança se sinta segura e perceba que está no meio de pessoas dignas de sua confiança. Mentir ou sair de fininho pode dificultar as coisas. Se você disser que estará esperando no pátio, faça exatamente isso. Os pais que não podem se ausentar do trabalho devem explicar ao chefe que estão passando por um momento delicado e pode ser que precisem sair às pressas em uma emergência.

4) Mantenha o equilíbrio entre aconchego e firmeza
Prepare-se, porque as primeiras semanas de adaptação deixarão a criança mais sensível. A mudança traz insegurança, medo, frustração, irritação, muitas vezes traduzidos pelo choro. Embora seja difícil ver tudo isso acontecer, pense que aprender a lidar com essas emoções é uma etapa importante do desenvolvimento. Blindar seu filho disso só o deixará frágil. Quando o choro aparecer, o melhor é reforçar que a escola é importante, que você sabe que ele está sofrendo, mas acredita que ele vai conseguir superar. É difícil para a criança e para você, mas é necessário firmeza. Sem esquecer que ela precisará muito do seu colo e da sua paciência. Afinal, momentos de separação nunca são fáceis. Foi isso que ajudou a assistente comercial Hanã Carreiro, 25 anos, quando a filha Izabelly, 3, foi para a escola pela primeira vez. Ela tinha 1 ano e meio e chorava muito, mesmo na semana de adaptação, com a mãe junto. Hanã chegou a levá-la dia sim, dia não para ver se a filha se acostumava aos poucos. Mas o que funcionou mesmo foi ter muita paciência e conversar com ela todos os dias, valorizando a escola. “No dia anterior sempre conversava e explicava que o papai ia buscá-la no fim da aula. Também procurei mostrar que ir para a escola era legal, com brincadeiras e novos amigos”, lembra.

5) Rotina adaptada
Ao começar a vida escolar, o dia a dia da criança muda completamente. Por isso, alguns ajustes podem ser necessários para que ela se adapte de forma mais tranquila. Quando a auxiliar de cabeleireiro Cintia Santos de Souza, 27 anos, colocou o filho Luiz Paulo, 3, na escola, passou por dias difíceis. Na época com 2 anos, o menino chorava a ponto de se jogar no chão toda vez que chegava lá, não aceitava ficar na sala e não comia.
Então, a professora ligou para Cintia e propôs uma mudança na rotina de Luiz, pois ele dormia e acordava tarde, ficando sem tempo para ir com calma para a escola. A mãe começou a fazer atividades com ele de manhã, depois, era hora de uma soneca, banho, almoço e, então, a ida para o colégio. “No primeiro dia que fiz isso ele já não chorou tanto e, quando cheguei pra buscá-lo, a professora disse que ele era outra criança. Depois de uma semana, não chorava nem chamava por mim”, lembra.


MUDANÇA DE ESCOLA

6) Mundo novo
Se o seu filho entrou com poucos meses no berçário, a mudança de colégio é como se fosse a primeira vez. Nesse caso, siga também todas as dicas dadas anteriormente. Para aquelas crianças que já estão adaptadas ao ambiente escolar, mas vão enfrentar uma “mudança de ares”, o processo costuma ser mais simples, mas isso não quer dizer que elas não precisem de atenção. A separação dos amigos, dos professores e até da sala de aula antiga costuma ser dolorosa e a integração a um novo grupo, muitas vezes já formado, é um desafio. Nesse caso, mais do que disponibilidade física, seu filho precisará de ajuda emocional.
Deixe claro para ele que o contato com os amigos antigos pode ser mantido. E ressalte, de forma positiva, que ele está tendo a oportunidade de ampliar sua rede de amizades e aprender coisas novas. Não se esqueça de perguntar como foi o dia na escola nova e o que você pode fazer para ajudá-lo a se integrar melhor.

7) Este é meu filho!
A adaptação com os professores também é fundamental, principalmente para que eles conheçam detalhes de saúde e comportamento do seu filho que só você pode contar, como o que ele tem mais resistência para comer, quais são seus medos e dificuldades.
Também é interessante pensar em formas de seu filho se apresentar aos colegas para facilitar o entrosamento, como aconteceu com Júlia Gravinan, 3 anos, que é muito tímida. Quando a família precisou mudar de Belém (PA) para São Paulo, a maior preocupação era a dificuldade de relacionamento que ela teria. Então, escola e mãe se uniram. Na primeira semana de aula, Júlia levou uma muda de açaí para que as outras crianças conhecessem algo típico da região de onde veio. Além disso, para que perdesse a timidez nas rodas de conversa, a família foi orientada a guardar lembranças do fim de semana para que Júlia pudesse compartilhar com os amigos. “Se íamos ao cinema, ela levava o ingresso para contar sobre o filme. Se viajávamos para a praia, levava uma conchinha. Em pouco tempo, estava mais falante”, relembra a mãe, a publicitária Roberta Gravinan, 35 anos.

8) Como vai ser?
Você pode contar para a criança o que ela vai encontrar lá na frente. Explique o que aprenderá durante o ano e, se possível, antecipe a turma com que seu filho vai conviver, apresentando alguns alunos antes mesmo de as aulas começarem – converse com a escola e proponha que ela ajude. Foi o que aconteceu com Lucas, 3 anos. Três meses antes de mudar de Chapecó (SC) para Botucatu (SP), a professora teve uma ótima ideia, como conta o pai Marcos Panhoza, 36. “O colégio de Chapecó fez uma aula só sobre Botucatu, mostrando para os alunos tudo o que a cidade tinha de interessante. Também pediram que a escola nova mandasse uma foto daquela que seria a nova sala do Lucas.” Assim, o menino já chegou mais enturmado e a adaptação ocorreu de forma tranquila.

A SUA PREPARAÇÃO

9) Não deixe a tristeza pegar você de surpresa
Talvez você sinta a dor da separação mais do que seu filho e isso vai causar tristeza. Por isso, esteja preparado para lidar com esse sentimento ou, pelo menos, aceitá-lo, como fez a advogada Priscila Westphal, 31 anos. Quando levou José Augusto, 2, à escola pela primeira vez, não se conteve na hora em que precisou deixá-lo chorando com a professora. “Desmoronei. Fui para a recepção e veio tanta culpa e dor que meu choro se tornou compulsivo.”
Foi só quando a professora disse que o menino se acalmou no instante em que a mãe virou as costas que ela parou para refletir: “Como assim ele está bem sem mim? Passei dois anos achando que era imprescindível na vida dele. Depois lembrei que estou criando um filho para o mundo e ‘para o mundo’ é, muitas vezes, longe de mim. É a escola da vida, né? Deixar ir e aproveitar o voltar!”, opina Priscila.
Por mais que você se prepare, talvez não esteja pronto quando chegar o momento. Mas vale tentar: antes do começo das aulas, deixe seu filho brincar com outras pessoas ou, se possível, leve-o para a casa da avó ou da tia e vá fazer algo de que goste. Assim, vocês dois vão treinando ficar longe um do outro.

10) Segurança na chegada
Despedir-se do filho na entrada da escola é um dos momentos mais difíceis na vida de uma mãe ou um pai. Se o filho vai para o berçário com poucos meses, a aflição é por deixar alguém tão pequeno e indefeso nos braços de um “estranho”. Se a criança já é um pouco maior, pode ser difícil por estar mais acostumada a ficar em casa ou porque parte o coração dos pais ouvir: “Não quero ir pra escola, quero ficar com você”. Sabemos que é uma missão difícil, mas, nessa hora, estufe o peito, não deixe que ela perceba a sua angústia e estimule que se sinta confiante e independente.
Caso o seu filho ainda não ande, passe-o para o colo da professora com um beijo, mas sem muita enrolação, pois o bebê também sente a sua insegurança. Se ele já for maior, incentive-o a entrar na escola caminhando e levando a própria mochila. Agora, se é você que não consegue se controlar na hora do adeus, considere pedir para que outra pessoa leve seu filho para a escola durante alguns dias. Com o tempo, você estará mais tranquilo e poderá assumir a função outra vez.

11) Procure distrações
Será que ele está bem? Está comendo direito? A professora vai ajudá-lo quando ele precisar? Passar o dia pensando nessas questões só vai deixá-lo com rugas de preocupação. Por isso, procure manter a cabeça ocupada no período em que ficará sozinho. Que tal aproveitar para marcar um almoço com aquele amigo que você não vê faz tempo? Se estiver difícil de lidar com a angústia, procure conversar com outros pais que já passaram por isso. Eles podem transmitir conforto.

12) Faça parte da turma
Não é somente o seu filho que precisará passar por adaptação. Você também terá uma fase de integração com os novos pais e professores – e é importante estabelecer esse vínculo logo no início. Participe das atividades propostas pelo colégio, procure ir aos eventos sociais, como aniversários dos colegas, organize com outros pais piqueniques ou passeios, como uma ida ao teatro. Lidar com as diferenças e ressaltar a importância do convívio social são boas maneiras de dar o exemplo. E estabelecer esse contato é uma forma de incentivá-lo ainda mais a se abrir para novas amizades.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Porque mães beijam seus bebês



Depois que um bebê nasce, é natural ver sua mãe o beijando. Alguém poderia pensar que isso é simplesmente por causa do vínculo emocional que se formou entre mãe e filho. Embora isto seja verdade, existem também outras razões bioquímicas muito convincentes por que ele ocorre. Essas razões reforçam o entendimento de que o nosso corpo tem sabedoria interior que raramente reconhecem ou confiam. Assim como nosso corpo sabe como dar à luz, mesmo se não temos conhecimento intelectual do processo, os sistemas biológicos dos nossos corpos também têm razões para a interação social complexa entre a mãe e o bebê. Ele só vai para mostrar que, mais do que nunca, devemos confiar em nossos instintos maternais.

Quando um animal dá à luz, você vai notar que a mãe passa muito tempo lambendo seus filhotes. Isso expõe seus cinco sentidos para o jovem para que ela conhece o gosto, o cheiro, sentir, som e visão de seu novo bebê. Desta forma, a mãe afirma o filho como seu.

Quando uma mãe humana dá a luz um bebê em um ambiente que permite a ela acesso imediato e livre para seu filho, você vai notar que ao longo de um período de tempo que ela executa determinados comportamentos chamados " claiming behaviours". Ela vai acariciar a criança, explorar a suavidade a pele do bebê, e, provavelmente, contar e acariciar os dedos das mãos e dos pés.

Ela provavelmente se maravilha sobre o quanto o bebê se parece com ela ou o marido ou outro membro da família. Ela vai notar a cor do cabelo e dos olhos e outras características físicas. Ela ouve os gritos do bebê e aprende a distingui-los de todos os outros gritos. Como ela se inclina para beijar a criança, ela, sem dúvida, cheira o perfume de seu novo bebê e através do ato de beijar, ela vem a saber o gosto dele ou dela.

Assim como uma mãe animal, ela já expôs seus cinco sentidos para o bebê, para que ele a reconheça. Ela agora sente que o bebê é ela própria. Não é incomum encontrar que as mulheres que estão privadas da privacidade exigida para criar esta ligação imediata logo após o nascimento, muitas vezes dizem que se sentem a distância entre eles e seu bebê.

Comportamentos como beijar fornecem, não só emocional, mas fixação biológica. Há um benefício de saúde muito real para o bebê que se está beijando.

“Quando uma mãe beija seu bebê, recolhe amostras dos germes patógenos que estão no rosto do bebê a ponto de serem ingeridos. Os órgãos linfoides secundários da mãe, como as amídalas, e as células "b" de memória são reestimuladas. Estas células "b" migram até as mamas da mãe onde se produzem os antibióticos específicos que seu bebê precisa”, Diz Lauren Sompayrac, autor de Como funciona o sistema imunológico .

Falamos muito sobre o leite materno e como ele transmite anticorpos para o bebê ajudando a prevenir a doença. No entanto anticorpos feitos para a mãe durante a gravidez não são o que o bebê precisa. O bebê  precisa de anticorpos para o ambiente ao seu redor que estão em constante contato com a empresa. Beijar seu bebê é uma atividade muito importante para além do seu valor agradável e de promoção da ligação óbvia. Ela ajuda a reivindicação mãe do bebê, e ajuda seu corpo a determinar os anticorpos que o bebê precisa no leite materno.

Então mães, beijem nesses bebês!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Olavo em Família

"A família é um lugar de amor, compreensão e ajuda mútua, não uma fábrica de gente bem comportadinha. O fato é que nunca tive uma discussão azeda com qualquer dos meus filhos. Simplesmente nunca."
"O que sempre ensinei aos meus filhos foi : 'Deus te deu um pai para te ajudar, não para te encher o saco'."
"Posso ter sido um pouco severo com os filhos mais velhos, mas logo aprendi que não é o certo."
"Também acho uma bobagem essa coisa de 'pai amigo'. Pai é pai, é o sujeito a quem você recorre na hora do aperto com a certeza de não ser deixado na mão, não um pateta da sua idade que joga futebol e toma uma cervejinha com você e depois lhe vira as costas quando você pede um dinheiro emprestado."
"Nunca na minha vida torrei o saco de um filho meu com aquela coisa de 'Porra, você nunca vem me visitar'."
"Aristóteles foi excelente pai de família. É o exemplo máximo."
"... se conheço meu pai, ele diria: 'ô filha, que bom, mais um netinho, família tem que ser grande', e aguentaria infinitamente o vagabundo. Meu pai é o contrário do 'chefe de máfia'." (Luiz Gonzaga, filho do Prof. Olavo)
"Gugu, obrigado pelo depoimento que, vindo dessa fonte, vale por mil."


As obrigações de um pai na educação dos filhos são: 
(1) Dar o exemplo e não exigir que o sigam com perfeição; 
(2) Ser gentil sempre, para que aprendam a ser gentis. Não gritar, para que não aprendam a gritar. 
(3) Protegê-los, de preferência sem que eles percebam. 
(4) Guardar uma certa distância, uma atitude de dignidade, não só para impor respeito, e sim também para lhes dar espaço de viver suas próprias vidas, mas estar sempre à disposição deles quando o procuram. 
(5) Compreender que você está aí para amá-los, e não para fazer deles a imagem de tudo o que você não conseguiu ser. 
(6) Quando pedem alguma coisa, dar a mais.
(7) Perdoar sempre e sem demora. Isso funciona.

Fonte: Esses trechos foram retirados de sua página no facebook

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A primeira janelinha de Clara


          Hoje, dia 28 de janeiro de 2014, Clara perdeu seu primeiro dentinho e, contrariando à maioria, não foi o 71 ou o 81, mas o 61 :D





cai um dente, vai-se um mundo
finda uma bela viagem
passa o velho, vem o novo:
é um rito de passagem!

Carta aberta

Hoje é dia de São Sebastião. Há dezoito anos atrás encontrei aquela por quem meu coração bate. Não há como não dizer que foi ela que me ensinou a ser o homem que sou hoje. Ao seu lado aprendi a rezar, a perdoar, a pedir desculpas, a chorar na frente de uma mulher, a me sacrificar. Com ela vivi os momentos mais difíceis da vida e aqueles em que a felicidade era tão indizível que transbordava silenciosa. Ela me deu tudo o que tenho e deu a si mesma. E deu sentido à minha vida. E me deu família. Me deu lar, me deu casa. Me deu um lar onde pudesse retornar todos os dias: seus braços. Chegar em casa é chegar em seus braços.Ela me fez sentir o carinho e o amor que nenhum outro homem no mundo sentiu. Me fez ficar perplexo diante do mistério de uma mulher. Me fez ficar dias e noites tentando compreender o que se passava em sua cabeça. Me fez tentar montar o quebra-cabeças indecifrável que é um homem se esforçar para entender uma mulher. E me faz aceitar que jamais a compreenderei por inteiro e que basta saber que o seu amor é garantido para sempre. Ela me deu filhos. E esse é um capítulo maior de nossa história. Depois dos filhos nada mais seria como antes. A Janine mãe, foi outro ser que emergiu da profundidade da dor e da alegria secreta de ser mãe. E é uma mãe como poucas, mãe como o mundo parece começar a se esquecer que existe. Mãe das entranhas. Daquelas que sangram e dão o que não têm porque sabem que a graça de ser mãe de verdade só pode vir do Céu para aquelas que já esgotaram suas forças na terra.Ela me deu filhos que o tempo todo testemunham que jamais ficaremos distantes um do outro nesse mundo. Meu deu João, me deu Clara. Me deu uma família para que o suor, o sangue e a lágrima de cada dia tivessem sentido. Nenhum segundo de dor é vão para quem tem família. São os primeiros dezoito anos de uma vida inteira. Já não posso dizer que a felicidade é uma ilusão. Ela se apresenta inteira para mim, todos dias, todos os dias. Encontrei o meu tesouro e não o deixarei.E eu a conheci no dia de São Sebastião. Obrigado São Sebastião! Obrigado Janine! Você tem todo o meu amor.

          Essas foram as palavras que abriram minha manhã de 20 de janeiro deste ano, dia em que meu marido e eu completamos 18 anos de namoro. Meu marido é um poeta! Bem diferente de mim, pobre mortal, que mal sabe escrever o português corretamente. Ao ler seu texto disse-lhe que, enquanto não houvesse palavras à altura, não lhe responderia. Já se passaram dias e ainda não as encontrei... Não me arriscarei a tentar escrever algo bonito, a beleza nas minhas palavras não vêm do uso certo de regras gramaticais, muito menos da poesia. Não sei escrever. Mas, assim como faço quando me atrevo a cozinhar (outro ato um tanto quanto custoso pra mim), escrevo porque amo, não as palavras, mas a quem as dirijo.
          Conheci o amor da minha vida quando tinha apenas 13 anos. Antes mesmo de conhecê-lo eu já participava ativamente das atividades pastorais da Igreja, cantava em Grupo de Oração, em ‘Evangelizashows’, em retiros, já rezava meu terço diariamente, já fazia jejuns e abstinências, já lia a Palavra e fazia a ‘Bíblia no meu dia-a-dia’. Lembro-me com bastante clareza de, em uma noite, enquanto rezava o terço, pedir a Nossa Senhora que me trouxesse um namorado que fosse temente a Deus, que me amasse de verdade, que fosse o melhor pai que os meus filhos poderiam ter. Como uma mãe zelosa, ela não tardou em atender meu pedido. Poucos meses depois um rapaz lindo, de uma família de bem, que servia ao Senhor (apesar de, na época, ele ainda não estar convertido), que ia frequentemente à missa, que tinha pais zelosos e que eram exemplos de fé, entrou no Grupo Santa Cecília (ministério de música onde eu servia). Pois bem, preciso dizer mais alguma coisa? Meu pedido estava sendo atendido! A partir daí comecei a pedir à Mãe que ele começasse a sentir por mim o mesmo que eu estava sentindo por ele. Apesar da diferença de idade, ele com 20 e eu com 13 anos, apesar de ser uma criança ainda e ele já um rapaz formado, ele se interessou por mim. Até hoje me pergunto o que eu tinha de tão atrativo naquela época. Tenho a certeza de que não era minha beleza nem minha ‘linda voz’, pois tanto uma quanto a outra eram bem características de criança entrando na adolescência. Mesmo tentando esconder meus olhares direcionados a ele, os seus olhos me elegeram.
          A partir daí começamos uma linda história de amor. Tropeçamos, caímos, levantamos, nos perdoamos, nos amamos... Desde sempre fomos companheiros e amigos: “meu melhor amigo é o meu amor”! Passamos por muitos momentos, como Sérgio mesmo disse em seu texto. Assim como ele, posso afirmar: Foi você, Sérgio, quem me fez ser a mulher que sou hoje. Você me fez crescer... Crescer na vida, crescer na fé. Tudo que sou hoje tem o seu dedo, o seu olhar, o seu carinho, a sua paciência, o seu cuidado, o seu jeito... Já vivi muito mais com você do que sem você. Você é meu porto-seguro, minha referência, meu professor, meu amigo, meu confidente. Como não amar um homem como você? Te admiro na sua dedicação ao Senhor, no seu empenho na busca da santidade, na sua reponsabilidade no trabalho, na sua honestidade, na sua fidelidade. Você é um ótimo marido porque é um ótimo filho e, mais ainda, um pai maravilhoso. Um homem que não se cansa de amar, de se doar a nós e por nós.
          Meus pais me deram a vida e você me deu o maior presente que alguém poderia me dar depois disso: a maternidade. Depois que me tornei mãe me conheci de uma maneira que nem eu mesma sabia que eu era. Com essa descoberta, nem sempre agradável, você mais uma vez me ajudou a crescer, a ser melhor para as crianças, a realizar na vida da nossa família tudo o que o Senhor deseja para nós. Tenho orgulho em olhar para Clara e João e perceber seus lindos traços neles. E não somente os físicos, mas a personalidade. João é sua miniatura! Como ele é lindo! Clara é minha ‘mini-mim’, tanto nos sentimentos, quanto nos dramas homéricos, mas ainda assim é sua carinha que vejo quando olho nos olhos dela.
          Obrigada, dona Angela e Sr. Carlos, pelo filho maravilhoso que vocês educaram com tanto amor e dedicação. Obrigada, pai, por usar da desculpa de pegar goiabas para, enquanto Sérgio estava ainda lá em cima da goiabeira, autorizar nosso namoro (desse momento eu só soube anos depois). Agradeço a todos os ‘Araújo’ e ‘de Souza’ por me acolherem como da família. Agradeço aos nossos irmãos de caminhada que sempre estiveram conosco durante todo esse tempo, intercedendo e torcendo por nós.
          Obrigada, Senhor, por ouvir a intercessão de Vossa Mãe e providenciar para mim o melhor homem que eu poderia ter na minha vida!
          Obrigada, Sérgio, por se deixar encantar pelo olhar de uma menina que, hoje mulher feita, não sabe fazer outra coisa senão te amar.

Acampamento de Músicos na Canção Nova em 1996,
quando Sérgio se converteu

Volte Logo, Quinininha!

Ah, Quinininha, Quinininha,
Se eu soubesse uma toada triste,
Um acorde absorto,
Eu mandaria tocar.
O sino da Igreja,
Eu mandaria tocar.

Ah, Quinininha da roupa branca
Listrada de vermelho,
Tão feinha caindo da bicicleta
Escolhida entre todas as bonecas.
Volte logo, volte para casa.

Já é tarde, Quinininha, volte logo
Que a menina desconsolada
Entre as bonecas de pilha
E aquelas de vozes eletrônicas,
Te espera, te espera.

Que tu és a escolhida
E só tu sabes os segredos
Do corações de menina.

Que os braços da menina
(e de todas as meninas!)
Te esperam,
Para te apertar contra o peito
E sentir a fundura de seus amores,
Seus amores de mãe-ainda-filha,
Quando você voltar.



Cantagalo, 27 de janeiro de 2013, quando Quinininha caiu da bicicleta e nunca mais voltou.
Texto escrito por Sérgio, 'avô' da Quinininha