domingo, 18 de dezembro de 2011

Folhas

             Eu e Clara, minha filha de três anos e meio, criamos uma espécie de lenda íntima entre nós. Colhemos duas folhas da árvore que fica na janela de nossa sala. Cada um fica com uma folha. Clara guarda a dela entre os meus livros e eu trago a minha na mochila. Durante o dia, quando um fica com saudade do outro, olhamos para as folhas e nos relembramos. São os pequenos sacramentos de amor que só um coração de criança pode entender…
 
 
Texto extraído do blog do meu esposo 'O Camponês'

domingo, 11 de dezembro de 2011

O 1º ano escolar de Cacá

(Texto escrito no último dia de aula de Clara - 09/12/11)

Hoje foi o último dia de aula de Clara. O ano letivo chegou ao fim. Mais um ciclo da sua vida se completa. Por mais que eu queira que minha bebezinha não cresça, não há como evitar. Agora ela vai para o Pré-I e é só o começo de uma longa caminhada de estudos e aprendizado. A palavra Maternal me dá a sensação de que ela ainda é minha, só minha, e não do mundo (apesar de ouvir repetidas vezes que criamos e educamos nossos filhos para ele). Não sei por qual motivo usam a palavra Maternal para nomear a turminha sem idade para ingressar no pré-escolar, talvez seja mesmo para acalmar nosso coração de mãe, sempre tão angustiado em deixar um serzinho tão pequeno e indefeso num lugar desconhecido, cheio de outras crianças, com pessoas até então estranhas. Ou talvez seja porque a “tia” passa a ser uma segunda mãe, com quem a criança cria um laço de total confiança e um amor imenso.
Para Clara, ainda nos seus 3 aninhos, tudo é festa: o colégio, os coleguinhas, as tias, as férias... mas confesso que estou com o coração apertado, meus olhos encheram-se de lágrimas ao deixá-la no portão (costumeiramente ela vai de Kombi, mas hoje fiz questão de levá-la).
Agradeço a Deus por colocar pessoas tão especiais na vida da minha filha.
Começo por tia Jane. Eu não a conhecia antes do colégio, foi um prazer e uma alegria muito grande conhecê-la. Chegar ao portão e encontrá-la sempre com um lindo sorriso, de braços abertos para receber minha pequena, me acalmavam o coração pois sabia que ela era muito bem acolhida.
Eu já conhecia a tia Nice, mas este ano foi de uma maneira muito especial. Sua alegria contagiante, seu entusiasmo, seu coração de criança, seus olhos sempre atentos me acalmavam o coração, pois eu tinha a certeza de que minha filhota estava sendo muito bem cuidada.
E o que dizer da tia Jô? Nos conhecemos desde crianças, mas agora passei a ser sua fã. Um dos motivos que mais pesou na minha decisão pelo Euclidinho foi saber que Juanita seria sua professora. Tia Jô é uma doçura de pessoa, super calma, mas firme. Sempre tive muita confiança e segurança em seu trabalho como educadora. Já sinto saudade dos bilhetinhos na agenda da “nossa gatinha”. Clara já sabia as cores, as formas, os números, algumas letras, ela sempre foi espertinha, mas como ela amadureceu nesse tempo de Maternal! Saber que ela tinha uma professora tão dedicada acalmava meu coração, pois sabia que ela não estava somente aprendendo, mas crescendo, se desenvolvendo com todos os trabalhinhos e atividades programados com tanto carinho.
Também quero agradecer a direção, coordenação e demais funcionários do Euclidinho. Vocês são maravilhosos! Que Deus derrame muitas bênçãos sobre cada um de vocês.
Desfile de 07 de Setembro de 2011
Não posso deixar de elencar os coleguinhas tão queridos de Clara Meirelles: Ana Beatriz, Ana Clara Matos, Ana Clara Richa, André Luís, Beatriz, Ellis, Gabriel Júlio, Henrique, José Ricardo, Laura, Luis Antonio, Maria Fernanda, Maria Flor, Marina, Melissa, Paola Stork, Paola Vollu, Pietro, Rafael.  Todos uns fofos!!! Obrigada a cada um por fazerem minha pretinha tão feliz com sua companhia.
Aproveito para dar os parabéns ao meu queridíssimo afilhado Henrique que completou o 1º ano do Ensino Fundamental (antigo C.A.) - Você, meu amorzinho, é o orgulho da dinda! E Também a Isabelle, nossa Bebeinha, que ingressa ano que vem no 1º ano – linda assim e inteligente como você... que se cuide seu Gilmar!
E que venham as férias! Que venham os passeios na praça, os banhos de piscina, as dormidinhas à tarde, o cansaço do descanso... E que sejamos cada dia mais felizes!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Meu filho vai ter nome de santo

Ando meio sumidinha da net por muita falta de tempo, mas o que não me faltou nesses últimos dias foi idéias de post para o blog. Nesse meio-tempo 'encomendei' um post ao meu amadíssimo esposo. Eu amei e acho que vcs também vão gostar ;)


Janine me pediu para escrever um texto para o seu blog sobre o significado do nome de nossos filhos. Demorei. Mas, inspirado pela maravilhosa trilha sonora do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, de Yann Tiersen, que toca enquanto escrevo, cumpro esta tarefa.

Eles chamam-se Clara e João. Clara veio primeiro, há três anos e meio, mas seu nome foi escolhido muitos anos antes, para homenagear Santa Clara de Assis. Poderia ser Chiara Luce Badano (aliás, cogitamos batizá-la “Chiara”, mas o sangue brasileiro falou mais alto), ou Claire de Castelbajac, ou até Chiara Lubic, mas a presença franciscana é tão forte aqui em casa que a Santa de Assis, parceira de São Francisco, adoradora fervorosa do Santíssimo Sacramento e padroeira da televisão pulou na frente das outras.

O nome de Clara é auto-explicativo. Nossa princesa é assim: toda-luz, inteira luminosidade. Se não é clara fisicamente, pois é uma moreninha de tirar o chapéu, seu sorriso é luminar, sua graciosidade é uma torrente de luz que abençoa nossa vida. Clara é toda música, e dança, e poesia, e arte, e beleza, e palavra, e ternura. E tudo isso é luz. Luz: um coração de criança. Luz: delicadezas sem fim. Clara é assim:  um poema de luz.

João veio depois. Um presente-surpresa. Uma misericórdia de Deus encontrada no meio do caminho, como uma fonte no deserto. Há muitos “Joões”. Há o discípulo amado, que deita sobre o coração do mestre, que permanece ao pé da cruz com a Virgem e que recebe a Revelação em Patmos. Há o Batista, o primo do Senhor, o precursor, o homem do deserto, a Voz. Mas o João de onde tiramos o nome de nosso filho é outro, e nem se chama João. Chama-se Karol, chama-se Pedro: João Paulo II, sacerdote do mundo inteiro, um homem-sacrifício pendendo no madeiro da Sé de Pedro. O homem que deu tudo, até o fim.

Assim é João, nosso pequeno: todo misericórdia, “aurora de uma primavera de alegria” (Daniel-Ange). João deu novo rumo à nossa vida, desvelando um caráter sacerdotal de nossa vocação familiar: cada sacrifício feito em nome de nossos filhos é válido. Eles valem o nosso suor e o sangue de nossas lágrimas porque valeram o sangue e o suor do Verbo Divino feito carne.

E eu rezo todos os dias para que o nosso pequenino João descubra também ele, no tempo propício, o caráter sacerdotal de sua vocação, se assim for a vontade de Deus. E há de ser, há de ser, há de ser...

Como viver numa casa sem filhos?

Enfim, digo: nossos filhos têm nome de santo! E oferecemos suas vidas ao Senhor para que se tornem aquilo que seus nomes significam:

Luz!
Bondade!
Amém!


domingo, 13 de novembro de 2011

"A mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor."

A liturgia de hoje é maravilhosa (como em todo domingo, como em cada dia...). Mas achei a de hoje especial para nós - mulheres, mães, trabalhadoras, donas-de-casa.

A Primeira Leitura está no livro de Provérbios:
10Uma mulher forte, quem a encontrará? Ela vale muito mais do que as joias. 11Seu marido confia nela plenamente, e não terá falta de recursos. 12Ela lhe dá só alegria e nenhum desgosto, todos os dias de sua vida. 13Procura lã e linho, e com habilidade trabalham as suas mãos.
19Estende a mão para a roca, e seus dedos seguram o fuso. 20Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre.
30O encanto é enganador e a beleza é passageira; a mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor.
31Proclamem o êxito de suas mãos, e na praça louvem-na as suas obras!

Salmo 127:
— Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!
— Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

— Feliz és tu, se temes o Senhor/ e trilhas seus caminhos!/ Do trabalho de tuas mãos hás de viver,/ serás feliz, tudo irá bem!

— A tua esposa é uma videira bem fecunda/ no coração da tua casa;/ os teus filhos são rebentos de oliveira/ ao redor de tua mesa.
— Será assim abençoado todo homem/ que teme o Senhor./ O Senhor te abençoe de Sião,/ cada dia de tua vida.

Evangelho de São Mateus:
 Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens.
15A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou.
16O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco.
17Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois.
18Mas aquele que havia recebido um só saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão.
19Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados.
20O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco, que lucrei’. 21O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’
22Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’
24Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’.
26O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e ceifo onde não semeei? 27Então, devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’.
28Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes’”.


O Senhor nos deu dons, talentos, e espera algo de nós. O que estamos fazendo com eles? Como estamos correspondendo? Ele nos confiou um maravilhoso presente - nossa família - estamos preparadas para devolver a Ele um dia?
Pois é... Hoje é domingo, dia do Senhor, dia de nos encontrarmos com Ele na Santa Eucaristia, dia de nos abandonarmos em Suas Mãos e pedirmos sua bênção para que possamos prosseguir nesse caminho sacrificante e lindo.




sábado, 5 de novembro de 2011

Leia para uma criança

Chegou a coleção de livros da Campanha "Leia para uma Criança" que o Banco Itaú está promovendo.
Foi super fácil ganhar, foi só entrar e me cadastrar no site.

Os livros são:

Chapeuzinho Amarelo


Adivinha quanto eu te amo


Festa no Céu


Nem preciso dizer o quanto Clara amou e o quanto ficamos felizes em poder ampliar sua biblioteca com bons livros...
No mesmo dia já lemos os três váááááááárias vezes.

Viva a leitura!!!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Essência de ser Mãe

Depois que me tornei mãe passei a ter outros olhos para muitos assuntos, para muitas atitudes, para tudo... O que leio, o que falo, o que vejo sempre é convertido para a maternidade.
Dia desses, vendo TV, passou um comercial do desodorante Rexona que achei o máximo.
Vai o link pra você ver também:


Não é lindo ?!?!?!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A vida e a morte... como lidar com elas?

  Um texto para refletirmos no dia de hoje:



“Recentemente, um amigo contou-me uma história sobre a conversa de uma menina e um menino, gêmeos, ainda no útero. A irmã disse ao irmão:
- Acho que há vida depois do nascimento.
Ao que o irmão protestou veementemente:
- Não,  não, isto é tudo o que existe, um lugar escuro e aconchegante. Não temos nada a fazer senão nos agarrarmos ao cordão que nos traz alimento.
A garotinha insistiu:
- Deve haver algo mais além deste lugar escuro. Tem de haver outra coisa, um lugar iluminado, onde haja liberdade de movimento.
Ainda assim, ela não conseguiu convencer o irmão gêmeo. Depois de um momento de silêncio, ela replicou, hesitante:
- Quero dizer outra coisa e temos que você não acredite, mas acho que existe uma mãe.
O irmão ficou furioso e gritou:
- Uma mãe! Do que você está falando! Nunca vi uma, nem você. Quem pôs essa idéia na sua cabeça? Eu já lhe disse, este lugar é tudo o que possuímos. Por que está querendo mais? Afinal, não é um lugar tão ruim assim. Temos tudo de que precisamos, então nos contentemos.
A irmã sentiu-se esmagada pela resposta do irmão e durante alguns minutos não ousou dizer uma palavra sequer. Mas não podia abandonar suas idéias e, já que não tinha ninguém com quem conversar, além do irmão gêmeo, disse, por fim:
- Você não sente de vez em quando esses apertos ? São bastante desagradáveis e, às vezes, até dolorosos.
- É verdade – ele respondeu. – E o que há de especial nisso?
- Bem – disse a irmã. – Acho que esses apertos existem porque estão nos preparando para outro lugar, muito mais bonito que este, onde veremos nossa mãe face a face. Não acha isso emocionante?
O irmão não respondeu. Estava farto daquela conversa tola e julgou que a melhor coisa a fazer era simplesmente desconsiderá-la e esperar que a irmã o deixasse em paz.

Essa história nos ajuda a pensar em nossa morte de uma nova maneira. Podemos viver como se esta vida fosse tudo o que temos e a morte fosse absurda, como se fosse melhor não tocar nesse assunto. Ou podemos reclamar nossa infância divina e acreditar que a morte é a passagem dolorosa, porém abençoada que nos colocará face a face com o nosso Deus.”

Texto retirado do blog O Camponês
Fonte:  Henri Nouwen,  Nossa Maior Dádiva – meditação sobre o morrer e o cuidar. Edições Loyola, 1994. PP. 31-32.