domingo, 12 de janeiro de 2014

Papa incentiva mães a amamentarem seus bebês durante a Missa



O Papa Francisco incentivou, este domingo, as mães a alimentarem os filhos durante a cerimônia de batismo de 32 crianças, na Capela Sistina, em Roma.

«Hoje o coro vai cantar, mas o coro mais belo é aquele das crianças, algumas delas quererão chorar porque têm fome ou porque não estão confortáveis. Estejam à vontade mamães, se elas tiverem fome deem-lhes de comer, porque elas são as pessoas mais importantes aqui», disse, durante a homilia.

Entre as crianças batizadas este domingo pelo Papa, estão o filho de uma mulher solteira e a filha de um casal casado apenas civilmente.

Os batismos coletivos no Vaticano são uma tradição no Vaticano e são geralmente organizados na Capela Sistina para os filhos dos empregados locais. Este ano o Papa Francisco fez questão de receber outros bebês.

Assistam a reportagem no link aqui

sábado, 11 de janeiro de 2014

Para que eles cresçam

Gosto muito de conhecer histórias de outras mães com seus filhos e, quando encontro uma que acho que tem 'cara' de Mãe Humana, acabo não resistindo em pedir autorização para publicar aqui no nosso cantinho.
Sou fã da Camila Abadie por vários motivos, e esse último post publicado em seu blog me emocionou, apesar da simplicidade do cotidiano (se bem que vejo mesmo muito mais beleza na rotina que passa desapercebida do que em eventos extraordinários).
Reproduzo aqui mais um dia na casa dos Abadie. Espero que vocês conheçam seu blog e o acompanhem com frequência, vale muito a pena!
 
Hoje foi um dia de pequenas grandes conquistas.
Há tempos Chloe vem demonstrando ainda mais vontade de ajudar nas tarefas de casa e de aprender coisas novas, especialmente cozinhar. Durante toda a semana ela espontaneamente tem lavado a louça do almoço, uma tarefa extra além da arrumação obrigatória do próprio quarto. Hoje, no entanto, como havia tempo, resolvi deixá-la participar um pouco mais dos afazeres culinários e deixei que preparasse sozinha um ovo mexido com queijo que virou um dos acompanhamentos do seu almoço.

Foi com alegria que a vi preparando toda a simples receita com cuidado e felicidade. Na hora de comer o resultado não foi tão ao seu agrado quanto a preparação, de modo que mais ou menos metade do ovo ficou para a mamãe, mas tudo bem. Um passo a mais no caminho da autonomia e da autoconfiança.

À tardinha, outra conquista: Benjamin finalmente conseguiu fazer xixi sem a fralda. Reproduzo aqui o post que fiz lá no facebook:

- Mãe, minha "biga" tá cheia! - Então faz xixi, Bibi. - Não consigo! - Imagina que tu ainda está de fraldinha. - Mas eu não tô! - Pensa, imagina a fraldinha... 3 segundos depois: xiiiiii... E um rostinho iluminado de alegria por conseguir fazer xixi como o papai. \o/
Por último, na hora da janta, resolvi "liberar geral" e deixar o menino comer totalmente sem o meu auxílio e supervisão. Não foi uma decisão tomada voluntariamente, mas eu não queria deixar o Nathaniel chorando enquanto dava de comer ao Bibi. Assim, babeiro posto, prato preparado, deixei-o, pela primeira vez, totalmente sem ajuda. E qual foi a minha surpresa ao constatar que ele deu conta do recado muitíssimo bem, obrigada! Por ser um menino extremamente meticuloso, não deixou que mais de dois grãozinhos caíssem do prato, a cada colherada organizando o montinho de comida.
Agora, diante da tela do computador, chego à mesma conclusão a que cheguei outras vezes, em outras ocasiões, e parafraseio João Batista: é necessário que eles cresçam e eu diminua. Sim. Para que as crianças se desenvolvam é preciso que as deixemos um pouco por conta própria e que nos retraiamos outro pouco, tirando o time de campo e confiando em Deus e na própria natureza para que novas habilidades sejam desenvolvidas e novos patamares sejam atingidos. E como é gratificante ver que, naqueles aspectos em jogo, o cuidado e o preparo até então vigentes estabeleceram uma base sólida a partir da qual a criança pode ir - e de fato vai - mais longe!

Por outro lado, parece-me que muitas vezes o excesso de zelo materno e paterno é na verdade insegurança: um medo de não saber o que fazer se a situação não sair conforme o esperado. E com isso quem mais sai perdendo é a própria criança, que é dificultada em seu crescimento por conta de pais superprotetores.

Sim, sim, tudo isso por causa de um ovo mexido, um xixi no penico e uma janta com as próprias mãos, mas quem de nós pôde dar-se ao luxo de pular tais etapas? ;)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

tempo x culpa x missão

meu marido pregando com os filhos às barras da calça


Depois do Vaticano II, quando as portas da Igreja se escancararam para o protagonismo dos leigos e suas famílias na evangelização do mundo moderno inseridos em sua escola, trabalho e lazer, o dilema de que tempo consagrar a Deus e que tempo dedicar ao trabalho, à família e ao lazer começou a ser fonte de todo tipo de culpa.
Se o trabalho se torna mais exigente e me rouba algumas “horas extra”, culpo-me por não estar com meus filhos ou não estar no meu ministério. Já imagino as crianças traumatizadas, nas drogas, grudadas nos games ou na TV, futuros adultos medíocres e inseguros a arrastar-se indiferentes pelo mundo. E o culpado? A culpada? Eu, é claro!
Se é o apostolado que me arranca de casa em finais de semana de eventos em noites de serviço, já vejo meus pimpolhos a odiar a Deus, a ter ciúmes dele, revoltados contra este ladrão de pais e mães. Imagino-os mudando de religião, resistentes à fé, refratários à verdade. A culpa, naturalmente, é minha.
A culpa me engasga quando estou de saída e as crianças se grudam em minhas pernas com seu choro ora chantagista, ora desesperado. Tira meu sono quando, ao chegar, vejo todos dormindo. Tira meu sossego quando constato que ninguém responde ao meu animado “Oi pessoal!”, grudados que estão na TV que tanto condeno, dentro e fora de casa.
Quando meu pouco tempo deve-se ao excesso de trabalho ou estudo (sim, também o estudo pode ser excessivo!), a culpa é minorada pela estóica desculpa: “Estou-me esforçando para dar-lhes o melhor!” Mas quando meu pouco tempo deve-se ao apostolado, não encontro nenhuma desculpa-clichê que se adeque. Resultado: caio mais facilmente na culpa e, lançando mão de um mecanismo de defesa, acuso a Igreja, o movimento, a comunidade, o padre, o coordenador.
Madre Teresa de Calcutá, com a simplicidade dos santos, resolveu facilmente este problema com a seguinte fórmula, que costumava recomendar aos seus“colaboradores leigos”: “Se você quer servir os pobres, se quer trabalhar em minha obra, retire para os meus pobres e doentes do seu próprio tempo e não do tempo dos seus filhos”.
Não é espantosamente simples e prático? Não é sumamente libertador de todas as culpas? Por uma questão de justiça, há um tempo para tudo, como ensina Eclesiastes 3. Há um tempo para mim, há um tempo para meu cônjuge, há um tempo para meus filhos. Em qual categoria se encaixa o trabalho, o estudo, o cabeleireiro, a TV, a happy hour com os colegas de trabalho? Em qual categoria se encaixa o ouvir, o dar atenção, o partilhar, o planejar, o sonhar junto? Qual a categoria do rir, do brincar, do sarar o dodói, de corrigir e orientar?
Fácil responder. É daí, do tempo legitimamente separado para você que você deve tirar para seu ministério. Como no serviço à família não tem patrão nem relógio de ponto, nossa tendência é “roubar” o tempo dela. No entanto, o tempo dedicado ao apostolado, ao ministério, não pode ser tempo roubado. Deve, necessariamente, ser tempo doado. Tempo que eu tiro daquele a que tenho direito e livremente dou para o serviço aos outros.
Há também o tempo que livremente minha família decide doar para o serviço ao outro. Lembro-me de quando o meu caçula tinha cerca de cinco anos. Ao rezarmos o terço em família, a irmã ofereceu o mistério “para a viagem da mamãe amanhã, que ela faça uma boa pregação”. A reação do menor foi imediata. Recusou-se terminantemente a rezar aquele mistério porque não queria que a mamãe viajasse mais uma vez.
Foi então que eu – e Deus – recebemos um dos maiores presentes de nosso trabalho juntos. Com muita calma, meu marido foi claro: “Deus chamou a mamãe para esta missão e nós queremos que ela a cumpra. A parte dela é pregar. A nossa parte é rezar por ela e ficar alegres em casa sabendo que a estamos repartindo com Deus para fazer outras pessoas felizes.”
Estava resolvido o problema. Extinta a culpa, solucionado o dilema. Minha família, nos mistérios seguintes do terço, já não era mais a mesma. Não havia mais divisão de quem fica e quem vai. Todos iriam, cada um a seu modo. Haviam entendido que a família inteira é chamada a evangelizar, cada um ao seu modo, no seu ministério, como diz São Paulo em I Cor 12. Naquela noite, havíamos nos tornado, verdadeiramente, uma igreja doméstica, sonho do VaticanoII, orientação de João Paulo II, esperança da Igreja.
Ao longo de minha caminhada de 30 anos, tenho entendido que há um só amor, uma só missão, um só tempo. O amor a Deus não compete com o amor ao cônjuge e aos filhos que, por sua vez, não compete com o amor àqueles que meu ministério atinge. É um só amor que se manifesta de várias formas, conforme a legítima necessidade de cada um, cuja satisfação me pede um serviço a que se chama ministério ou exercício de um carisma.
Casar-se, como bem diz São Paulo, é um carisma. O exercício deste carisma, selado pelo sacramento, é um ministério que se exerce no serviço amoroso aos filhos e ao cônjuge. Este carisma e ministério convive em harmonia e jamais compete com outros serviços e ministérios que Deus deu a mim como pessoa e à minha família como Igreja Doméstica. Pelo contrário, são complementares e alimentam-se mutuamente.
Assim como há um só amor, também há um só tempo: tempo de amar a Deus, como explica Santa Teresinha. O tempo dividido me esquarteja. Unificado, me unifica e unifica minha missão que é uma só: amar a Deus e ao meu irmão segundo a Sua vontade, lembrado que meu irmão se chama marido, filha, filho, genro, nora, pai, mãe, sogro, sogra, cunhados e vizinhos, colegas de trabalho e porteiro. Lembrada, igualmente, que ele se chama ouvinte de uma pregação, leitor de um artigo, espectador de um dvd, ouvinte da rádio, formando, pessoa necessitada de oração, enfermo, pobre, pessoa que me bate à porta, pessoa que nunca ouviu falar o nome de Jesus.
Há um só amor, um só tempo, uma só missão, uma só família, uma só Igreja. Quando entendermos isso, saberemos discernir qual é o tempo que nos pertence e do qual podemos dispor para doar com gratuidade e alegria. Saberemos também como motivar nossos filhos e cônjuges para dizerem “sim” à mesma missão e à mesma Igreja, ao mesmo Deus. 
Maria Emmir Nogueira
cofundadora da Comunidade Católica Shalom

Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida



Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu. Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados.

No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você que chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer ficar mais comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus 3 meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que anda fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe.

Até lá, já podemos nos entender, inclusive através das palavras. Sinto a agústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulra consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei andam tudo é tão novo pra mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que vou aprender tudinho o que você me ensinar através dos seus sentimentos em relação a mim.

Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salte logo para o meu quarto desesperada, como se o mundo fosse acabar.

Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficam bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim você pode me colocar no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranquilidade e nós não teremos mais noites desagradáveis. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

Sempre seu, gu-gu dá-dá!

(Texto 
de Claudia Rodrigues autora do livro "Mamães mais que Perfeitas", distribuído no Curso de Gestantes da Maternidade Nossa Senhora de Fátima, Curitiba, PR)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Palavras de uma "médica humana"

Todo ano é a mesma coisa, não interessa o quanto o país cresça, o quanto o ser humano evolua, a ignorância permanece e as crianças são sempre as maiores vítimas. Não importa se pobre ou rica, não aceito desculpa para tanta negligência. Onde está o instinto materno, onde está aquele sexto sentido tão falado, onde está o amor de mãe, que coloca o filho sempre em primeiro lugar? O verão chega e as crianças chegam às emergências desidratadas, com vômitos e diarreias que nunca passam, porque comem na rua, alimentos gordurosos e mal conservados, não bebem água, só refrigerante, e existe até o absurdo de crianças que NUNCA comeram sequer uma fruta. Porque a mães estão cada vez mais preguiçosas... Chegam casos inacreditáveis de queimadura por exposição solar!!! E disso, eu vejo o motivo com meus próprios olhos, diariamente, de mãos atadas: mães que chegam com crianças, bebês de colo, depois do meio dia à praia. Devia ser considerado crime contra o menor esse tipo de irresponsabilidade dos pais. Eu sou adulta e meu corpo não tolera o sol depois de 11h da manhã, mas quando estou indo pra casa é que vejo os pais chegando com as crianças, sabe se lá se, no mínimo, estão usando protetor solar. Queria ter o poder de dar voz de prisão a esses criminosos. Obesos, muitos obesos, menores que se queixam de dor nas articulações por causa do excesso de peso, mal conseguem respirar ao fazer qualquer esforço. Pais que deixam os menores passando mal por dias e lotam as emergências na véspera dos feriados, dando todo o tipo de justificativa para pedir um atestado, já que hoje finalmente elas precisaram "matar o trabalho" porque o filho necessitava urgentemente de atendimento; ontem não! E quantas políticas governamentais, demagogas e eleitoreiras, essas mães têm a seu favor. Estão sempre protegidas pela hipocrisia dessa sociedade que não participa, não vê, mas defende seus ideais pseudo-socialistas de araque, baseados em teorias que jamais viveu ou sentiu na pele. As histórias só têm mesmo na prática a perspectiva que convém, ninguém quer realmente enxergar a verdade e nós compactuamos todos os dias com esse mundo dominado pela hipocrisia do benefício próprio e dessa "intelectualidade arrogante e burra" de alguns pensadores atuais. Talvez, minha fala seja inútil, mas sempre que puder vou falar... Vivemos numa luta desumana e desleal mas não vou abaixar a cabeça e atestar a minha derrota, enquanto eu tiver saúde pra trabalhar e inteligência pra não ser mais um ser humano vazio, alienado e conformado!!!

Mônica Coimbra - mãe e médica

 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Castidade no Matrimônio





Essa autenticidade do amor requer fidelidade e retidão em todas as relações matrimoniais. Comenta São Tomás de Aquino que Deus uniu às diversas funções da vida humana um prazer, uma satisfação; esse prazer e essa satisfação são, portanto, bons. Mas se o homem, invertendo a ordem das coisas, procura essa emoção como valor último, desprezando o bem e o fim a que deve estar ligada e ordenada, perverte-a e desnaturaliza-a, convertendo-a em pecado ou em ocasião de pecado.

A castidade – que não é simples continência, mas afirmação decidida de uma vontade enamorada – é uma virtude que mantém a juventude do amor, em qualquer estado de vida. Existe uma castidade dos que sentem despertar em si o desenvolvimento da puberdade, uma castidade dos que se preparam para o casamento, uma castidade daqueles a quem Deus chama ao celibato, uma castidade dos que foram escolhidos por Deus para viverem no matrimônio.

Como não recordar aqui as palavras fortes e claras com que a Vulgata nos transmite a recomendação do Arcanjo Rafael a Tobias, antes de este desposar Sara? O anjo admoestou-o assim: Escuta-me e eu te mostrarei quem são aqueles contra os quais o demônio pode prevalecer. São os que abraçam o matrimônio de tal modo que excluem Deus de si e de sua mente, e se deixam arrastar pela paixão como o cavalo e o mulo, que estão desprovidos de entendimento. Sobre esses o diabo tem poder.

Não há amor humano puro, franco e alegre no matrimônio se não se vive a virtude da castidade, que respeita o mistério da sexualidade e o faz convergir para a fecundidade e a entrega. Nunca falei de impureza e sempre evitei descer a casuísticas mórbidas e sem sentido, mas, de castidade e de pureza, da afirmação jubilosa do amor, sim, falei muitíssimas vezes e devo falar.

     A respeito da castidade conjugal, assevero aos esposos que não devem ter medo de expressar o seu carinho, antes pelo contrário, pois essa inclinação é a base da sua vida familiar. O que o Senhor lhes pede é que se respeitem e que sejam mutuamente leais, que se confortem com delicadeza, com naturalidade, com modéstia. Dir-lhes-ei também que as relações conjugais são dignas quando são prova de verdadeiro amor e, portanto, estão abertas à fecundidade, aos filhos.


 Cegar as fontes da vida é um crime contra os dons que Deus concedeu à humanidade e uma manifestação de que a conduta se inspira no egoísmo, não no amor. Então tudo se turva, os cônjuges chegam a olhar-se como cúmplices; e produzem-se dissensões que, a continuar nessa linha, são quase sempre insanáveis.

Quando a castidade conjugal acompanha o amor, a vida matrimonial torna-se expressão de uma conduta autêntica, marido e mulher compreendem-se e sentem-se unidos; quando o bem divino da sexualidade se perverte, a intimidade se destrói, e marido e mulher já não se podem olhar nobremente nos olhos.

Os esposos devem edificar a sua vida em comum sobre um carinho sincero e limpo, e sobre a alegria de terem trazido ao mundo os filhos que Deus lhes tenha conferido a possibilidade de ter, sabendo renunciar a comodidades pessoais e tendo fé na Providência. Formar uma família numerosa, se tal for a vontade de Deus, é penhor de felicidade e eficácia, embora afirmem outra coisa os autores de um triste hedonismo.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Se o aniversário é de Jesus, porque damos presentes aos outros?

A noite de hoje é uma noite muito especial! Hoje comemoramos o Nascimento do Nosso Salvador. Aquele que dá sentido à nossa vida e que por nós se entregou por inteiro.

Na nossa casa foi fácil explicar o sentido da troca de presentes fugindo do espírito consumista que nos cerca nessa época.

Contei a história do Nascimento de Jesus e, claro, expliquei os presentes dos Reis Magos. Foi instantânea a pergunta: "Se o aniversário é de Jesus, porque damos presentes aos outros?"
Noite de comemorarmos, confraternizarmos, trocarmos presentes!
Ao que respondi: "Não somos a imagem e semelhança de Deus? Portanto, cada vez que presenteamos alguém querido no Natal é porque reconhecemos Jesus nessa pessoa."
Os olhos brilharam e os sorrisos aumentaram. Tenho certeza de que não foi pelo presente, mas pela descoberta de que Jesus resplandece em nós.

Que a presença de Jesus encha sua casa e sua família com seu Amor e sua Misericórdia!
Feliz Natal!