sábado, 20 de julho de 2013

A ORDEM DE NASCIMENTO DOS FILHOS



*** Porque um pouco de humor não faz mal a ninguém ;)
Ordem de nascimento dos filhos
O 1º filho é de vidro
O 2º é de borracha
O 3º é de ferro

Planejamento
O 1º filho é (em geral) planejado
O 2º é desejado
O 3º é escorregado

O TRATAMENTO (PELA ORDEM DE NASCIMENTO DAS CRIANÇAS)

1º- Irmão mais velho têm um álbum de fotografia completo, um relato minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite guardados.
2º – O segundo mal consegue achar fotos do primeiro aniversário.
3º- Os terceiros, não fazem idéia das circunstâncias em que chegaram à família

O que vestir
1º bebê – Você começa a usar roupas de grávidas assim que o exame dá positivo.
2º bebê – Você usa as roupas normais o máximo que puder.
3º bebê – As roupas para grávidas são suas roupas normais, pq vc já deixou de ter um corpinho de sereia e passou a ter um de baleia.

Preparação para o nascimento
1º bebê – Você faz exercícios de respiração religiosamente.
2º bebê – Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal lembra que, na última vez, eles não funcionaram.
3º bebê – Você pede para tomar a peridural no 8º mês pq se lembra que dói demais.

O guarda-roupas
1º bebê – Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta.
2º bebê – Você vê se as roupas estão limpas e só descarta aquelas com manchas escuras.
3º bebê – Meninos podem usar rosa, né? Afinal o seu marido é liberal e tem certeza que o filho vai ser macho igual ao pai! (será que vai mesmo?)

Preocupações
1º bebê – Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo.
2º bebê – Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o irmão mais velho..
3º bebê – Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço ou manda o marido ir até o quarto das crianças.

A chupeta
1º bebê – Se a chupeta cair no chão, você guarda até que possa chegar em casa e fervê-la..
2º bebê – Se a chupeta cair no chão, você a lava com o suco do bebê.
3º bebê – Se a chupeta cair no chão, você passa na sua camiseta, dá uma lambida, passa na sua camisa desta vez para dar uma secadinha pra não pegar sapinho no nenê, e dá novamente ao bebê, pq o que não mata, fortalece (vitamina B, de Bicho, off course!)

Troca de fraldas
1º bebê – Você troca as fraldas a cada hora, mesmo se elas estiverem limpas.
2º bebê – Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário.
3º bebê – Você tenta trocar a fralda somente quando as outras crianças começam a reclamar do mau cheiro.

Banho
1º bebê – A água é filtrada e fervida e sua temperatura medida por termômetro.
2º bebê – A água é da torneira e a temperatura é fresquinha.
3º bebê – É enfiado diretamente embaixo do chuveiro na temperatura que vier, pq vc, seu marido e seus pais foram criados assim, e ninguém morreu de frio.

Atividades
1º bebê – Você leva seu filho para as aulas de musica para bebês, teatro, contação de história, natação, judô, etc…
2º bebê – Você leva seu filho para a escola e olhe lá…
3º bebê – Você leva seu filho para o supermercado, padaria, manicure,e o seu marido que se vire para levá-lo à escola e ao campo de futebol…

Saídas
1º bebê – A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para casa da sua mãe (sua sogra não pode ficar com a criança pq na sua cabeça, ela nunca foi mãe), para saber se ele está bem.
2º bebê – Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o número de telefone pra empregada.
3º bebê – Você manda a empregada ligar só se ver sangue.

Em casa
1º bebê – Você passa boa parte do dia só olhando para o bebê.
2º bebê – Você passa um tempo olhando as crianças só para ter certeza que o mais velho não está apertando, mordendo, beliscando, batendo ou brincando de Superman com o bebê, amarrando uma sacola do Carrefour no pescoço dele e jogando ele de cima do beliche.
3º bebê – Você passa todo o tempo se escondendo das crianças.

Engolindo moedas
1º bebê – Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o hospital e pede um raio-x.
2º bebê – Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela sair.
3º bebê – Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada dele.

*** Isso sem contar o 4°, 5°, 6°... e por aí vai! rsrs

Fonte: Facebook 

terça-feira, 9 de julho de 2013

13 regras de "etiqueta" na infertilidade


Escrito por Cláudia Collucci
 
Gostaria de imprimir e andar com isso na bolsa, ou ainda mandar para todos os meus contatos, viu...
" Existem boas chances de que você conheça alguém que está lutando com a infertilidade. Mais de 5 milhões de pessoas em idade fértil nos Estados Unidos estão passando por infertilidade. Ainda assim, como sociedade, estamos lamentavelmente mal informados sobre como dar o melhor apoio emocional para as pessoas que amamos neste período difícil.
A infertilidade é, realmente, uma luta muito dolorida. A dor é parecida com o luto por perder um ente querido, mas é única porque é um luto recorrente. Quando um ente querido morre, ele não vai voltar. Não há esperança de que ele irá voltar dos mortos. Você deve passar por todos os estágios do luto, aceitar que nunca mais verá essa pessoa novamente, e seguir em frente com sua vida.

O luto da infertilidade não é tão metódico. As pessoas inférteis ficam de luto pela perda de um bebê que eles podem nunca chegar a conhecer. Elas ficam de luto pela perda de um bebê que teria o nariz da mamãe e os olhos do papai. Mas a cada mês, há a esperança de que talvez este bebê tenha sido concebido finalmente. Não importa o quanto eles tentem se preparar para más notícias, eles ainda esperam que este mês seja diferente. Então, as más notícias chegam novamente, e o luto cobre o casal infértil mais uma vez. Este processo acontece mês após mês, ano após ano. É como ter um corte profundo que se abre novamente justo quando começava a cicatrizar.
Quando o casal decide seguir em frente com os tratamentos para infertilidade, a dor aumenta enquanto a conta bancária diminui. A maioria dos tratamentos para infertilidade envolve o uso de hormônios, que alteram o humor da usuária. Os testes são invasivos e envergonham os parceiros, e você sente que o médico assumiu o controle do seu quarto. E para todo este desconforto, você paga muito dinheiro. Os tratamentos para infertilidade são caros, e a maioria dos planos de saúde não cobrem os custos. Então, além da dor de não conceber um bebê a cada mês, o casal tem que pagar algo em torno de R$15.000,00 por cada tentativa, dependendo do tratamento utilizado.
Um casal eventualmente resolverá o problema da infertilidade de alguma destas três maneiras:
· Eles eventualmente conceberão um bebê.
· Eles vão parar com os tratamentos de infertilidade e decidir viver uma vida sem filhos.
· Eles encontrarão uma alternativa para ser pais, como a adoção.
Chegar a uma solução pode levar anos, então seu casal de amigos amado precisará de seu apoio emocional durante esta jornada. A maioria das pessoas não sabe o que dizer e por isso acaba dizendo a coisa errada, que apenas torna a jornada ainda mais difícil para seus entes queridos. Saber o que não dizer já é metade da batalha ganha para dar apoio. Então.....

1 - Não diga a eles para relaxar
Todo mundo conhece alguém que teve problemas para engravidar, mas que finalmente conseguiu logo que ela "relaxou". Casais que conseguem engravidar após alguns meses de "relaxamento" não são inférteis. Por definição, um casal não é diagnosticado como infértil até que tenha tentado sem sucesso engravidar por um ano completo. Comentários como "apenas relaxe" ou "por que vocês não fazem uma viagem" criam ainda mais estresse para o casal infértil, especialmente para a mulher. Ela sente que está fazendo alguma coisa errada, quando, na verdade, há uma boa chance de que haja um problema físico que a esteja impedindo de engravidar.

2 - Não minimize o problema
A falha em conceber um bebê é uma jornada muito dolorosa. Os casais inférteis estão cercados de famílias com crianças. Estes casais vêem seus amigos terem dois ou três filhos, e vêem estas crianças crescerem enquanto voltam para o silêncio de suas casas. Estes casais vêem toda a alegria que uma criança traz para a vida de uma pessoa, e sentem o vazio de não serem capazes de experimentar a mesma alegria.
Comentários do tipo, “aproveite que você pode dormir até tarde… viajar… etc.” não oferecem conforto. Ao contrário, estes comentários fazem com que o casal infértil se sinta como se você estivesse minimizando a dor deles. Você não diria a alguém cujo pai acabou de morrer que ele deveria ficar feliz, pois não vai mais ter que gastar dinheiro com o presente de Dia dos Pais. Deixar de ter aquela obrigação nem mesmo está perto de compensar a incrível perda de um pai ou mãe. Da mesma maneira, poder dormir até tarde ou viajar não fornece conforto a alguém que quer uma criança desesperadamente.

3 - Não diga que há coisas piores que poderiam acontecer
Nestes mesmos termos, não diga a seus amigos que há coisas piores que poderiam acontecer do que o que eles estão passando. Quem é a autoridade final sobre qual é a "pior" coisa que poderia acontecer a alguém? É passar por um divórcio? Ver alguém querido morrer? Ser estuprada? Perder um emprego?
Pessoas diferentes reagem a diferentes experiências de vida de maneiras diferentes. Para alguém que treinou a vida inteira para participar das Olimpíadas, a “pior” coisa que poderia acontecer é um ferimento na semana anterior ao evento. Para alguém que deixou a carreira para se tornar uma dona de casa por 40 anos após o casamento, ver seu marido trocá-la por uma mulher mais nova pode ser a “pior” coisa. E para uma mulher cujo único objetivo de vida é amar e nutrir uma criança, a infertilidade pode sim ser a “pior” coisa que poderia acontecer.
As pessoas jamais sonhariam em dizer a alguém cujo pai acabou de morrer, “Poderia ser pior, seu pai e sua mãe poderiam estar mortos”. Tal comentário seria considerado cruel e não reconfortante. Do mesmo modo, não diga à sua amiga que ela poderia estar passando por coisas piores na vida do que a infertilidade.

4 - Não diga que eles não foram feitos para ser pais
Uma das coisas mais cruéis que alguém já me disse foi: ‘Talvez Deus não queira que você seja mãe". Quão inacreditavelmente insensível é insinuar que eu seria uma mãe tão ruim que Deus achou melhor me "esterilizar divinamente". Se Deus estivesse no ramo da esterilização das mulheres no plano divino, você não acha que ele preveniria as gravidezes que terminam em abortos? Ou então não esterilizaria as mulheres que terminam por negligenciar e abusar de seus filhos? Mesmo que você não seja religioso, os comentários do tipo "talvez não seja para ser" não são reconfortantes. A infertilidade é uma condição médica, não uma punição de Deus ou da Mãe Natureza.

5 - Não pergunte porque eles não tentam a FIV (Fertilização in vitro)
As pessoas freqüentemente perguntam, "Por que você não simplesmente tenta a FIV?‘ da mesma maneira casual como perguntariam "Por que você não tenta comprar numa outra loja?" Há muitas razões pelas quais um casal escolheria NÃO ir por este caminho. Aqui estão algumas delas.
- A FIV é cara e com baixas possibilidades
- A FIV é fisicamente difícil
- A FIV traz questões éticas
Um casal que escolha passar pela FIV tem um caminho difícil e caro pela frente, e eles precisam de seu apoio mais do que nunca. Os hormônios não são brincadeira, e o custo financeiro é imenso. Seus amigos não estariam escolhendo esta rota se houvesse um caminho mais fácil, e o fato de estarem dispostos a suportar tanto é mais uma prova do quanto desejam se tornar pais de uma criança. Os hormônios tornarão a mulher mais emotiva, então ofereça seu apoio e mantenha suas perguntas para você.

6 - Não brinque de médico
Uma vez que seus amigos estejam sob os cuidados de um médico, o médico fará inúmeros testes para determinar porque eles não conseguem engravidar. Há muitas razões pelas quais um casal não consegue engravidar. Aqui estão algumas delas:
. Trompas de Falópio bloqueadas
. Cistos
. Endometriose
. Baixos níveis hormonais
. Baixa contagem de esperma de "formas normais"
. Baixo nível de progesterona
. Baixa contagem de espermatozóides
. Baixa Mobilidade dos Espermatozóides
. Paredes uterinas finas

7 - Não seja grosseiro
É horrível que eu tenha que incluir este parágrafo, mas alguns de vocês precisam ouvir isso ­ não faça piadas grosseiras sobre a posição vulnerável de seus amigos. Comentários grosseiros do tipo "Eu doarei o esperma‘ ou ‘Tenha certeza de que o médico usará o seu esperma mesmo para a inseminação‘ não são engraçados, e apenas irritam seus amigos.

8 -Não reclame da sua gravidez
Esta mensagem é para as mulheres grávidas ­ apenas estar ao seu redor já é muito doloroso para suas amigas inférteis. Ver sua barriga crescer é um lembrete constante do que sua amiga não pode ter. A não ser que a mulher com problemas de infertilidade planeje passar o resto de sua vida numa caverna, ela deve encontrar uma maneira de interagir com mulheres grávidas.

Entretanto, há algumas coisas que você pode fazer como sua amiga para tornar as coisas mais fáceis.
A regra número um é NÃO RECLAME DA SUA GRAVIDEZ. De acordo com minhas amigas, quando você está grávida, seus hormônios ficam loucos e você passa por muitos desconfortos, tais como enjôos, estrias e fadiga. Você tem todo o direito de reclamar sobre os desconfortos para qualquer pessoa na sua vida, mas não coloque sua amiga infértil na posição de confortá-la.
Essa sua amiga daria qualquer coisa para passar pelos desconfortos que você está passando porque estes desconfortos vêm de um bebê crescendo dentro de você. Quando eu ouvia uma mulher grávida reclamar sobre os enjôos matinais, eu pensava, “Eu ficaria feliz em vomitar nove meses seguidos se isso significasse que eu iria ter um bebê”. Quando uma mulher grávida reclamava dos quilos a mais, eu pensava “Eu amputaria um braço se pudesse estar no seu lugar”.
Eu conseguia participar de chás de bebê e ir a hospitais visitar os bebês recém nascidos de minhas amigas, mas era difícil. Sem exceções, era difícil.

Compreenda as emoções de sua amiga infértil, e dê a ela a permissão de que precisa para ficar feliz por você, enquanto ela chora por ela mesma. Se ela não conseguir segurar seu bebê recém nascido, dê tempo a ela. Ela não está rejeitando você ou o bebê; ela está apenas tentando trabalhar a dor que sente antes demonstrar a sincera felicidade que sente por você. O fato de que ela esteja disposta a sentir esta dor para celebrar a chegada de seu novo bebê fala muito sobre o quanto a sua amizade significa para ela.

9 - Não os trate como se fossem ignorantes
Por alguma razão, as pessoas parecem pensar que a infertilidade faz com que os casais se tornem irrealistas sobre as responsabilidades de ser pais. Eu não entendo a lógica, mas muitas pessoas me disseram que eu não me importaria muito com um filho se eu soubesse a responsabilidade que estava envolvida em ser mãe. Vamos encarar ­ ninguém pode saber realmente as responsabilidades envolvidas em ser pais até que sejam, eles mesmos, pais. Isto é verdade quer você tenha conseguido conceber após um mês ou dez anos. A quantidade de tempo que você passa esperando por este bebê não influencia na sua percepção de responsabilidade. Mais ainda, as pessoas que passam mais tempo tentando engravidar têm mais tempo para pensar nestas responsabilidades. Elas provavelmente também já estiveram perto de muitos bebês enquanto seus amigos iniciavam suas famílias.Talvez parte do que influencia esta percepção seja que os casais inférteis têm um tempo maior para “sonhar” sobre como será quando forem pais. Como qualquer outro casal, nós temos nossas fantasias - meu filho vai dormir a noite toda, jamais fará escândalos em público, e sempre comerá legumes e verduras. Deixe-nos ter nossas fantasias. Estas fantasias são algumas das poucas recompensas que temos como futuros pais - deixem-nos com elas. Vocês podem nos olhar com aquela cara de “eu te disse” quando nós descobrirmos a verdade mais tarde.

10 - Não insista na idéia de adoção (ainda)
A adoção é uma maneira maravilhosa de casais inférteis se tornarem pais. Entretanto, o casal precisa resolver várias questões antes de estarem prontos para se decidir pela adoção. Antes que eles possam tomar a decisão de amar o "bebê de um estranho", eles precisam primeiro passar pelo luto do bebê que teria os olhos do papai e o nariz da mamãe. Os assistentes sociais que trabalham com adoção reconhecem a importância deste processo de luto. Você precisa, de fato, superar esta perda antes de estar pronto para o processo de adoção. O processo de adoção é muito longo, e não é uma estrada fácil. Por isso, o casal precisa ter certeza de que pode abrir mão da esperança de um filho biológico e que pode amar uma criança adotada. Isto leva tempo, e alguns casais jamais poderão chegar a este ponto. Se seus amigos não puderem amar um bebê que não seja o deles, então a adoção não é a decisão mais acertada para eles, e certamente não é a decisão mais acertada para o bebê.

11 - Deixe que eles saibam que você se importa com eles
A melhor coisa que você pode fazer é mostrar aos seus amigos inférteis que você se preocupa com eles. Mande cartões. Deixe-os chorar em seu ombro. Se eles são religiosos, deixe que eles saibam que você está rezando por eles. Ofereça o mesmo apoio que você ofereceria a um amigo que acabou de perder um ente querido. Apenas o fato de saberem que podem contar com você diminui o peso da jornada e faz com que eles saibam que eles não vão passar por isto sozinhos.

12 -Não faça fofocas sobre a condição de seus amigos
Os tratamentos para infertilidade são muito particulares e embaraçosos, razão pela qual muitos casais escolhem passar por eles em segredo. Os homens especialmente não gostam que as pessoas saibam dos resultados de seus testes, como a contagem de esperma. As fofocas sobre a infertilidade geralmente não são mal intencionadas. Os fofoqueiros são pessoas bem intencionadas que estão apenas tentando descobrir mais sobre a infertilidade para que possam ajudar seus entes queridos.
Independentemente do porquê você está repassando esta informação para outra pessoa, machuca e envergonha sua amiga descobrir que a Maria, a caixa do banco, sabe qual a contagem de esperma do seu marido e quando a sua próxima menstruação vai chegar. A infertilidade é algo que deve ser mantida tão particular quanto a sua amiga desejar. Respeite sua privacidade, e não repasse nenhuma informação que sua amiga não tenha autorizado.


13 - Apóie a decisão deles de parar com os tratamentos
Nenhum casal pode suportar tratamentos de infertilidade para sempre. Em algum ponto, eles vão parar. Esta é uma decisão agonizante para se tomar, e envolve ainda mais dor. Uma vez que o casal tenha tomado a decisão, simplesmente o apoie. Não os encoraje a tentar novamente, e não os desencoraje da adoção, se esta for a opção deles. Uma vez que o casal tenha atingido esta resolução (que seja viver sem filhos ou adotar uma criança), eles poderão finalmente encerrar este capítulo. Não tente abri-lo de novo.


Escrito por Cláudia Collucci
Jornalista da Folha de S.Paulo, 
mestre em história da ciência pelo PUC de São Paulo, 
 autora dos livros "Quero Ser Mãe", editora Palavra Mágica, 
e "Por Que a gravidez Não Vem?", editora Atheneu

domingo, 30 de junho de 2013

Mais do que a morte é tão forte esse amor!



Há 19 anos não perdia ninguém da minha família que fosse tão próximo e rezei pra que esse dia demorasse mais uns muitos anos. Mas ontem, dia 29 de junho de 2013, o Senhor decidiu ouvir os apelos constantes de minha avó. Dona Irinéa, que sempre pedia que “Deus se lembrasse dela”, foi ao Seu encontro, dormindo, como um anjo, do jeitinho que sua mãe – minha Bibi – se foi, do jeitinho que ela sempre pediu.
Quando soube da notícia, logo cedo, ao sair desesperada de casa para encontrá-la ainda em sua cama, a única oração que vinha ao meu coração era a nossa música:

Amor tão grande, amor tão forte, amor suave, amor sem fim
Que a própria morte transforma em vida abraço eterno de Deus em mim
Nem as correntes das grandes águas, conseguirão apagar esse amor
Pois suas chamas são fogo ardente mais do que a morte é tão forte esse amor
De abraço esmagante, de ausência torturante
De noite e luz é feito esse amor
De dor incomparável, consolo inestimável
De vida e cruz é feito esse amor
Nem as torrentes das grandes águas, conseguirão apagar esse amor
Pois suas chamas são fogo ardente
Mais do que a morte é tão forte esse amor


Vó, agora a senhora pode descansar... Seus pés não doerão mais, seu braço não estará mais tão pesado, suas costas estarão aliviadas, seu coração, enfim, está consolado. Mas o nosso ainda não... Seu sofazinho aqui, ao lado da mamãe, está vazio... Chegou a hora do almoço e a porta não se abriu com uma panelinha pra pegar o seu... Mas pode deixar, já lavei e pendurei a roupa da mamãe, também vou passar as que estão secas, não se preocupe... A senhora fará muita, muita falta, mas em cada coisinha que eu fizer pra cuidar da minha mãe, sua filha, será uma oração pela sua santa alma.
Sabe que ontem Clara fez questão de usar o casaquinho que a senhora deu e disse: “É pra ficar lembrando de Bibi o dia todo!” João me viu chorando e , quando Clara lhe contou que era por sua causa, ele achou que a Bibi tinha brigado comigo, mas já expliquei que não era nada disso, que a mamãe estava chorando porque já estava com muita saudade da Bibi tão amada! Aquele relógio com sua foto junto com as crianças vai ficar comigo, tá...
Obrigada, vó, por ter cuidado de mim nos meus 31 anos, desde o meu nascimento. Obrigada, por ter cuidado dos meus filhos, seus bibis. Obrigada por ter cuidado da mamãe até o fim. Obrigada por ter semeado o amor em nossa família durante seus 82 anos de vida. Obrigada por tudo........ Te amo! Pra sempre!!! Afinal, mais do que a morte é tão forte esse amor!



domingo, 16 de junho de 2013

Dica de Leitura: Bisa Bia, Bisa Bel


          Quando eu era bem pequena tive uma bisavó muito presente. Era minha verdadeira amiga, fazia roupinhas para minhas bonecas, deixava eu raspar a bacia da massa do bolo, me enchia de carinhos e elogios. Era minha Bibi.
          Certo dia, quando eu tinha por volta de 8 anos, depois de uma lindo domingo em família, o Senhor resolveu atender o pedido de Bibi e 'levá-la' para Seu convívio depois de um dia feliz e dormindo - esse era pedido recorrente em seus terços diários (aprendi a rezar o santo terço com ela inclusive). Desde então senti muito sua falta. E demorei a aceitar o fato de sua partida.
          Na escola, não me recordo bem o ano, enquanto ainda sofria com a ausência de Bibi, foi-se aplicado o livro "Bisa Bia, Bisa Bel" de Ana Maria Machado, que conta a história da relação de uma menina chamada Isabel com sua bisavó Bia que conheceu em um retrato de quando ela era pequena. De cara me identifiquei com o livro.
          Ana Maria Machado conta que escreveu esse livro pela saudade que sentia das avós e queria contar sobre elas para os filhos. Não imaginou que fosse fazer tanto sucesso, chegando a ser considerado um dos dez mais importantes livros infantis do Brasil. Sua narrativa lúdica traz as diferenças nos objetos e costumes vividos por diferentes gerações e as marcas que nossas relações amorosas deixam na nossa personalidade.
          Se você ainda não o leu, leia! Apesar de ser considerado um livro infantil, mexe muito com nossas lembranças e nos faz repensar muito do que queremos deixar como herança para nossos filhos. Esse é um daqueles livros que não basta pegá-lo na biblioteca, é preciso tê-lo em casa para que nós, nossos filhos e, um dia, nossos netos o leiam e releiam sempre.

primeira página do livro
casamento dos meus pais em 1981 -  na foto com meus bisavós - a Bibi a que me refiro é a de óculos


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Confissões à Clara (nos seus 5 anos)



          Nossa! Como o tempo voa... Outro dia mesmo você estava na minha barriga. Pisquei os olhos e você já estava andando. Nem bem me acostumei com isso e agora você já até sabe ler. Já são 5 anos!! Onde você vai parar, mocinha?! Nem quero saber o que está por vir... Namorado? Profissão? Viagens? Sair de casa??? Nem pensar!!! Você é, e pra sempre será, minha bonequinha, meu bebezinho, minha gatinha manhosa.
Porém, sei bem que isso tudo é inevitável. Percebi isso quando fui levar você e seu irmãozinho para tomarem a “gotinha”. Essa foi sua última campanha de vacinação. Meu bebê está crescendo! Foi muito estranho pra mim... é uma mistura de orgulho em vê-la tão crescida com um desespero em querer segurar os ponteiros do relógio para fazer o tempo parar.
Sinto-me assim a todo instante com você, minha filha. Desde que você nasceu todo tipo de sentimento contrastante habita em mim. A partir de você comecei a me descobrir realmente como sou. Antes da sua chegada minha vida era equilibrada, tranquila, eu tinha sempre as respostas para as questões da vida, tinha controle sobre meus instintos, vontades, pensamentos e atos. E você chegou! Tudo que eu pensava ter sob controle foi arrastado como um castelo de areia pelas ondas do mar. Me vi sem chão, chorando pelos cantos da casa por não saber o que fazer pra controlar seu choro incessante, por não conseguir te alimentar do meu próprio leite, por me sentir sozinha e, pela primeira vez na vida, não saber exatamente o quê e como fazer. Como poderia uma criança tão indefesa e inocente conseguir dilacerar o mais profundo de mim daquele jeito? Você chorava, chorava não, berrava, de olhos abertos, fitos nos meus, o que me angustiava profundamente. Hoje eu sei que você não chorava apenas por causa do refluxo ou dos gases, mas porque implorava meu amor e meu olhar de mãe. Me perdoe, minha filha, pela demora em entender seu apelo. Nada do que passei foi culpa sua. Também nem sei se foi minha...
Você foi muito sonhada e planejada. Como a mamãe já te contou diversas vezes, você é do jeitinho que pedimos a Papai do Céu: moreninha, de cabelos cacheados, rostinho de boneca, sapeca e doce... Talvez seja esse o maior problema: você era tudo o que eu sempre sonhei e eu não estava “dando conta do recado”. Você quebrou minha autossuficiência e me ensinou, dia a dia, a ser mãe. Não sou uma mãe perfeita, estou longe disso. Muitos dizem que tenho “cara de mãe”, que meu jeitinho é perfeito pra maternidade, mas nós duas sabemos que não é bem assim. Perdoa a mamãe pelos destemperos, por tudo que fiz você passar nos seus primeiros meses de vida, pela inexperiência, por não ser tudo que nós duas gostaríamos que eu fosse. Me perdoe por não brincar tanto, não ler tanto, não dar tanto colo, não pintar tanto suas unhas, não ter ainda te levado pra ver o mar nem os animais de um zoológico, nem ver Carrossel todos os dias com você. Gostaria de ser A Mãe, mas não sou... Sou apenas uma mãe, simplesmente humana, cheia de erros e defeitos, mas com muito, muito, muito amor por você, seu irmão e seu pai.
Obrigada, meu amorzinho, por ter-me feito mãe há 5 anos atrás! Obrigada por ser uma menininha tão linda, amorosa, carinhosa, esperta, sonhadora, doce, meiga, com esses olhinhos tão penetrantes e sorriso tão radiante. Obrigada por me fazer melhor a cada dia, por trazer a felicidade de volta ao meu coração depois de um dia exaustivo de trabalho. Você é minha princesinha, a dona do meu coração. Peço ao Senhor que preserve sempre seu coraçãozinho no caminho reto da santidade e que a Mãezinha do Céu cuide de você todos os dias da sua vida.
Te amo, Clara!!!


sábado, 8 de junho de 2013

Como ser mãe em uma época em que impera a lei do menor esforço?


Texto de Daniele Brito*

Não tenho a obrigação de ficar calada. Ninguém tem a obrigação de concordar. Nasce a polêmica.
Quem me acompanha, mas quem me acompanha mesmo a ponto de me conhecer minimamente, sabe que não gosto de estar envolvida em assuntos polêmicos, que geralmente entram em combustão com argumentos muito rasos para sustentar uma ideia, uma opinião. Não tenho tempo nem estômago para administrar isso.
Muita gente deve ter uma ideia equivocada sobre mim pelo fato de eu escrever sobre maternidade e postar muitas coisas relacionadas a isso na fan page do blog. Devem me achar uma super mãe, aquela que está acima do bem e do mal, que certamente não reclama de nada e que vive eternamente feliz.
Não gosto desse rótulo e muito menos o reivindiquei pra mim.
Quem me acompanha, mas quem me acompanha mesmo a ponto de me conhecer minimamente, sabe que sou uma mãe em transformação, ou melhor, uma pessoa em transformação. Escrevo mais sobre meus erros que sobre meus acertos. Escrevo ainda sobre as coisas que descubro, que me fazem entrar numa catarse sofrida e me modificam. Como mãe e como ser humano.
Fui mãe pela primeira vez em 2003. Não tínhamos redes sociais e as informações estavam todas compiladinhas em portais www. Ainda assim, procurei me cercar de uma quantidade gigantesca de informação. Fiz minhas escolhas baseadas não só nessas, mas em vivências familiares.
Como mãe, fui eu quem decidiu o parto. Desconhecia o termo violência obstétrica, achei injustas as intervenções no primeiro parto (natural), o descaso dos profissionais de saúde que me cercavam, mas nunca me ocorreu que nós – a sociedade – teríamos argumentos e força para lutar contra um modelo obstétrico em vigor há pelo menos um século. Chorei ao saber da episiotomia, mas ingenuamente, achei que fizesse parte do pacote. E contra aquilo não me voltei.
Como mãe, fui eu quem decidiu não perseverar na amamentação dos dois filhos! Quem me vê defendendo ferrenhamente a amamentação prolongada acha que amamento meus filhos até hoje! A mais velha mamou até os quatro meses, quando acabou minha licença-maternidade. Ouvindo conselhos do pediatra e de posse de informações equivocadas em revistas, julguei ter feito a minha parte. “Mamou o suficiente”, dizia. O segundo, querendo amamentar até os dois anos ou mais, com leite suficiente pra isso, fui mal orientada por um profissional da saúde. Meu filho tinha refluxo e eu, hiperlactação. Ele não conseguia mamar e eu chorava. O pediatra deu o diagnóstico: manha. E eu sucumbi ao fracasso. Tendo refluxo, nenhum outro leite seria bom pra ele como o meu.
Até bem pouco tempo – pouquíssimo tempo, aliás – tinha o maior preconceito contra a amamentação prolongada. Não sabia que era possível amamentar durante a gestação, muito menos que mulheres eram capazes de nutrir dois filhos em idades diversas. Meu desconhecimento me levou a falar muita besteira.
Como mãe, fui eu quem optou pela combo chupeta + mamadeira, reproduzindo um padrão de vivência familiar. Eu usei. Todos os meus irmãos usaram. Ninguém morreu, veja que beleza!
Como mãe, fui eu quem optou por comidas prontas que facilitariam a vida doméstica. Diminuiriam meu cansaço e sobraria mais tempo pra mim e para minha filha. Com o segundo, a coisa foi diferente. Só não sabia que seria possível revolucionar geral com a comida servida a todos nessa casa. Mudança de hábitos, consumo consciente.
Como mãe, usei de recursos que aprendi ainda na infância, como gritar e dar palmadas para dar limites e mostrar a minha autoridade de mãe, por medo de ser permissiva e omissa. Só não sabia que, com isso, estava apenas ensinando o descontrole e a falta de assertividade em resolver as querelas domésticas. Desconhecia o poder da disciplina positiva.
Essas são as minhas escolhas. Não é porque as fiz que elas estão certas.
É muito cômodo escolher o caminho fácil quando não temos informação ou quando elas nos chegam de forma parcial. E, naquela época, eu queria me cercar de facilidades.
O que estava por trás de todas essas minhas escolhas? Aprendi a me fazer essa pergunta.
Existe mesmo livre escolha?
O mercado, através de suas peças publicitárias, nos bombardeia com mensagens que nos mostram que não somos capazes, que não conseguiremos dar conta. Que precisamos de um auxílio, de um produto que facilite nossas vidas. Pode ser de bisturi a macarrão instantâneo.
Encarar o meu papel de forma consciente exige um esforço contínuo. Procuro me cercar de informação não pasteurizada, que não queira me agradar, mas que me confronte com meus próprios medos, com minhas fraquezas.
Confirmar os vínculos com meus filhos exige de mim compromisso. Mudar, quebrar paradigmas pode significar sofrimento, MAS também pode ser um antídoto, um alento. Finalmente, sair da caverna é penoso, mas é libertador.
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Hoje, num desabafo, contei algo que vem acontecendo na casa da minha vizinha. Não nos conhecemos. Nem mesmo sei o seu nome. Coisas da vida moderna.
Sua bebê nasceu no começo do ano e só sei que é uma menina, pois vejo no varal roupinhas cor de rosa. Desde então, ouço seus choros e sua mãe falando em tatibitati. Bate aquela nostalgia! Como é bom bebê novinho em casa!
Um dia publiquei na fan page que, quando a bebê chorava prolongadamente, eu colocava a mão na parede e dizia mentalmente “Calma, amiga. Vai passar. É só uma fase.” De lá pra cá, tenho ouvido muitos gritos. Descontrolados. Altos.
Conversando com meu marido, disse que estava com pena dela. Relembramos juntos vários momentos difíceis e recordamos do tempo que achávamos que isso nunca teria um fim. Até então, não sabia que os gritos eram direcionados à bebê. Imaginei que ela gritasse com as paredes, com o marido, com a babá.
Pontualmente, a bebê acorda às 00:30. Suponho que seja para mamar. Outro dia, então, não só ouvi os gritos, como pude discernir o que exatamente aquela mãe estava falando. Mandou a bebê – que não deve ter seis meses – calar a boca várias vezes. Mandou parar de manha. Uma adulta mandando uma bebê parar de manha.
E foi isso que me deixou triste, que me fez perder o sono. Muita gente mostrou preocupação com a mãe, que deve sim estar passando por um momento difícil, que deve, inclusive, estar com depressão pós-parto. Que seja. Afinal, sabemos que amor não se impõe nem se decreta. Se constrói. Mas na hora, naquele momento, só consegui me preocupar com a criança. E se os gritos forem acompanhados de outras formas de violência? Liguei as pecinhas e deduzi (veja bem) que há tempos essa bebezinha recebe ordens para se calar, para lidar sozinha com sua natural imaturidade. A mãe é adulta e dispõe de vários recursos para procurar ajuda, mas quais recursos a bebê possui?
Na minha fofoca matinal, escrevi algo sobre não estarmos preparados emocionalmente para ter filhos: as pessoas querem um filho, mas NÃO querem passar pelo processo. Querem um filho, mas não querem um parto. Optam pela cesárea. Querem um filho, mas não querem amamentar. Optam pelo leite artificial. Querem um filho, mas não querem cuidar. Contratam uma babá (que durma no quarto, inclusive). Querem um filho, mas não querem trabalho na hora de alimentá-lo. Optam pela comida industrializada. E ainda reclamam.
De fato, não gosto desse coitadismo materno. Somos da geração do menor esforço, do prazer instantâneo (como o macarrão), do prazer individual. Não queremos problemas, queremos resultados. A coletividade nos assusta. O outro não interessa. Agimos como eternos garotos mimados, num ciclo aparentemente inquebrantável da infantilização da vida adulta.
“Sentir-se ofendido é uma forma de negação que nossa cultura impôs com grande êxito”, como bem salienta Sergio Sinay.
A maternidade não pode ser vista como satisfação imediata de prazeres só porque a fantasiamos como um simples exercício de manipulação de um painel de controle.
Queremos as facilidades.
Dizem, entre sorrisos e músicas alegres nos comerciais da TV, que não precisamos de regras para criarmos nossos filhos. Como se isso pudesse ser de alguma forma libertador.
De fato, não precisamos de regras.
Precisamos de compromisso, responsabilidade, cumplicidade e ética.

*Daniele tem 32 anos e é estudante de Direito, mãe da Bia, de 9 anos, e do Otto, de 4, mora em Florianópolis/ SC e é autora do blog Balzaca Materna.