terça-feira, 28 de maio de 2013

E pra sempre eu serei tua Maria

          Hoje é nosso dia, Sérgio. Não tenho palavras para agradecer-te cada dia passado ao meu lado. Toda vez que canto essa música me lembro de você e da família linda que você me deu. Te amo!!!





COM POESIA
Suely Façanha

Ah quem dera com palavras explicar o amor.
Ah quisera com poesia comparar seu valor.
É como as águas da chuva caindo ao encontro do mar
Tornando-se um só.
Como a águia nos braços do vento vai
Ou a rosa e os raios de sol
Nosso amor assim será.
Deus é nosso horizonte nós dois o céu e a terra
Ele uniu nossas vidas e fez sagrada nossa família
Mais que a glória de um homem,
Bem mais que as dores e o que vier
Deus será nossa força nossa alegria
Sustento de nossa fé.
E pra sempre eu serei tua Maria
E para mim serás meu José.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cronograma das tarefas domésticas

Para as donas-de-casa de plantão que, assim como eu, precisa de um roteiro pra não se perder na bagunça. Entre no link "quadro" e imprima, vale a pena!

Uma casa organizada precisa de uma rotina pré-estabelecida. As consultoras em organização Cristina Tancredi da Fonseca e Maria Bernadete Mininel sugerem um roteiro diário, com as tarefas básicas e indispensáveis, e outro semanal, com faxinas por ambientes da casa. Confira no quadro as sugestões das especialistas e adapte-as de acordo com as particularidades da sua casa.

Fonte: Revista Crescer 

Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?



Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre - que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.

Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.

Texto original em Psychology Today

domingo, 19 de maio de 2013

Presente de Mãe para Filho




É tão cedo ainda, menino,
e você já está aí?
Você acorda a manhã
que ainda queria dormir...
E faz o sol pular da cama
espreguiçando seus raios
que vêm bater na janela
com seus dedinhos de luz...
E lá se vai o sono embora,
a casa toda desperta!
Ah, Sérgio, menino levado,
que não gosta de dormir,
pois sonha mesmo acordado! 

Texto escrito pela minha sogra Angela ao meu marido 
em seu aniversário de 8 anos, 06/05/83.

sábado, 18 de maio de 2013

Quando nasce um bebê...

          Uma singela homenagem às mais novas mamães de segunda-viagem:  
Tatiana e Ellen.

"Quando nasce um bebê…
nasce uma mãe,
nasce a cumplicidade,
nasce o silêncio,
nasce a delicadeza,
nasce a saudade,
a insegurança,
nasce o diálogo,
nasce um pai,
a amizade,
e a vontade de viver mais.
Quando nasce um bebê, a vida renasce!”


Maitê e João Paulo sejam bem-vindos!!!

Vídeo retirado do Youtube: A vida renasce

Ser Mãe

          Encerrando essa semana de homenagens, deixo aqui um texto d'O Camponês:

Ser Mãe

Ter um filho é um acontecimento fundante. Impele ao crescimento, à maturidade. Ele chega para abrir espaço em nosso coração, tomar o tempo de nossa vida, desviar o foco de nós mesmos. Chega para nos ensinar a gratuidade e fazer com que experimentemos, ainda que na imperfeição das fraquezas, o amor incondicional. Por isso é que quando chegam as visitas, logo percebem a mudança: a casa não está mais arrumadinha, o pai já não tem tempo de assistir ao futebol… E a mãe? Surge logo aquele comentário: “Fulana, você está com uma cara de mãe!” Não só a cara, mas o corpo, o coração, a alma…

O filho já rasgou a existência daquela mulher. Se seu rosto está mudado é porque por dentro tudo já foi remexido. Repito: a experiência de um filho é uma vivência fundante.

Primeiro vem o alumbramento, o estupor. É uma “peak experience”, o tempo fica suspenso, ao contemplar sua nova condição: “sou mãe!…” Depois, o turbilhão a arrasta de novo, vem a gestação, a novena, tão bela e tão transformadora, os enjôos, os cansaços, os inchaços, mas também a maravilhosa realidade de se carregar um filho dentro de si. Ansiedade, expectativa – e em todo este processo a mulher está sendo transfigurada, preparada para ser mãe – então, novo momento sublime: o nascimento. Aqui, a experiência é mais intensa ainda que a do momento anterior: pode-se ver o rostinho, tocar a pele, escutar a voz, perceber a inocência; é um momento de Céu na terra: eu tenho essa criaturinha nos meus braços, ela nasceu de mim, é fruto meu em colaboração com o Criador!

Mas logo nos primeiros dias, desfaz-se toda a ilusão romântica e cor-de-rosa que envolve o nascimento de um filho. O dia-a-dia chega a ser cruel: noites insones, as dificuldades da amamentação, o choro contínuo, as cólicas, o “não sei mais o que fazer”, as ligações desesperadas para o pediatra. A mãe está em crise, desconcertada. É marinheiro de primeira viajem, para usar uma frase mais que batida. Aos poucos irá entender que tudo isso é necessário parar abrir espaço dentro de si para uma nova existência. Sem essa purificação, jamais será mãe de verdade. Em breve surgirá um sentimento de gratidão por todas essas dificuldades primeiras. É começo do “ser mãe”. Só então virá a serenidade…

Um acontecimento fundante é algo que tem a possibilidade de ser, ao mesmo tempo, inexplicavelmente prazeroso, alegre, cheio de plenitude e profundamente doloroso, árduo e penoso. Por isso se entende o ditado “ser mãe é padecer no Paraíso”. Aqui alegria e tristeza caminham de mãos dadas.

Dias desses vi pregada num mural a propaganda de um curso para gestantes com o objetivo de “ensinar a ser mãe”. Não se aprende a ser mãe num curso. No máximo, se recebe algumas dicas, algumas técnicas… Só aprende a ser mãe quem passa pela experiência de ser mãe. Dolorosa e magnífica experiência de ser mãe.


(Texto escrito em 30/06/2008,  quando do nascimento de Clara, nossa primera filha)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Avó = Mãe²


          Verdade seja dita: só se dá real valor à própria mãe quando você se torna mãe também. Sempre amei minha mãe de todo coração, sempre tive orgulho em ser sua filha e nunca duvidei de seu amor por nós, seus filhos. Mas, depois que tive Clara, minha primeira filha, é que comecei a entender realmente o que é ser mãe e pude entender tantas coisas desse universo materno.

          Minha mãe é daquelas que não tem vaidades, nem gosta de elogios. Eu sempre repeti aqui em casa que, de seus olhos verdes e cabelos lindos e sedosos, me deixou de herança genética o dedo torto do pé. É claro que não é verdade! Não tenho seus lindos olhos, mas tenho o exemplo do que é ser uma mulher trabalhadora, exímia dona-de-casa, mãe exemplar, esposa dedicada. Ainda não cheguei a ser tudo que ela é, mas sei o caminho porque ela deixou os rastros à minha frente.
          Hoje, devido à fragilidade de sua saúde, ela já não pode mais cuidar tanto da casa (trabalho feito com muita dignidade e carinho pelo meu pai) e já está aposentada, mas seus olhos continuam lindos e jão não é somente uma mãe exemplar, mas uma avó super presente e preocupada.
Vovó Silma com a princesa Clara


          Também gostaria de falar um pouco sobre minha sogra. Antes de ser a mãe do meu marido (já que a conheci antes de conhecê-lo) ela sempre foi um exemplo de mulher de Deus pra mim. Desde o começo da minha caminhada na Igreja ela sempre foi de um grande testemunho de fé, oração e servidão ao Senhor e à Sua obra. Ao contrário de minha mãe, dona Angela tem muitas vaidades: unhas sempre perfeitas, cremes, roupas... mas a maior de todas elas é ter um coração agradável ao Senhor. A família que constituiu com seu Carlos é bem Matriarcal, não pela imposição, mas por sua postura sempre tão firme e ao mesmo tempo materna (no seu sentido mais doce). Como ela mesma sempre diz: "ser avó é ser mãe com açúcar", e nisso ela não economiza - mela os netos com toda sua doçura.
Vovó Angela com Clara em seu aniversário de 1 aninho


          Por último, como cereja de bolo, quero falar sobre dona Irinéa, minha avó, Bibi dos meus filhos. Mulher de vida sofrida que não faz ideia da força interior que tem. Já passou por muitas enfermidades, ainda enfrenta um caminho de pedras, mas está de pé! Teimosa como que só, não se dá o desfrute de ficar de pernas pro ar enquanto outros a servem. Gosta de manter-se útil (mas, vovó, deixa eu te contar um segredo, pode ficar deitadinha porque a gente não se esquece nunca do quanto a senhora é importante pra nós e do quanto a senhora nos ama!). Já não pode mais fazer "aquele" bolo que me acompanha em todos os meus aniversários (esse ano não o terei, né...), mas faz questão de que seja ela a encomendar a outra pessoa. Criou os filhos a tachos de requeijão no fogão a lenha e se orgulha disso. Tudo que quer é um ouvido pra ouvir suas dores e braços para abraços carinhosos. Te amo, Vó!!!
Bibi Irinéa com João e Clara